ABRUPTO

13.3.06


NUNCA É TARDE PARA APRENDER

Durante a malograda intervenção britânica para apoiar a Grécia face à invasão italiana, os ingleses mandaram na sua força expedicionária um número significativo de oficiais que eram professores de Oxford e Cambridge, ou arqueólogos , especializados na Grécia clássica. Estes académicos deram notáveis e valentes militares, muitos deles nas forças especiais. Havia, no entanto, um pequeno problema: todos falavam ou conheciam o grego clássico e havia cenas divertidíssimas quando tentavam falar com os gregos de hoje.

Embora a distância entre o grego clássico e o moderno seja maior, era o equivalente a aparecerem-nos uns paisanos estrangeiros a falar o português das cantigas de escárnio e mal-dizer.

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Li em tempos, salvo erro num número muito antigo das "Selecções do Reader's Digest", que num desses diálogos um dos tais académicos, pretendendo inteirar-se da hora de partida de um barco que fazia a ligação com uma das ilhas, ter-se-á dirigido a uns marinheiros no porto, em termos que, traduzidos, dariam mais ou menos isto:
- A que horas partem, ó nautas, vossas flutuantes naves?

(António Cardoso da Conceição)

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© José Pacheco Pereira
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