ABRUPTO

20.1.06


VER A NOITE

Há várias horas que não há iluminação pública em vários quilómetros à minha volta. Nalgumas aldeias não há luz, pelo que enormes manchas de negro mergulham tudo, permitindo ver um magnífico céu de Inverno, brilhando no frio. As grandes constelações salientam-se da mancha da via Láctea. A sul, Orion domina como de costume. A poente a Cassiopeia, a norte as Ursas. Do chão começa a emergir uma névoa que apaga tudo, mas ainda vai demorar a chegar ao céu mais alto.

Passeio pelas casas brancas de cal, quase invisíveis no escuro. Está frio. Há cem anos devia ser sempre assim. Já não sabemos como é, a não ser nestas alturas.

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© José Pacheco Pereira
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