ABRUPTO

15.1.06


COISAS DA SÁBADO (2):
UM MAU “GATO FEDORENTO” - LOUÇÃ E A “STAND-UP COMEDY”



Louçã começou a semana explicando-nos porque razão o estar em último nas sondagens era para ele “um grande estímulo”, ou seja, fez-nos rir. E continuou no seu estilo de stand-up comedian , levando uma frase ou um vídeo, ou uma gravação, normalmente de Cavaco Silva, para fazer umas graças e assim animar a sala. Deve ter percebido que o sucesso do “Gato Fedorento” lhe dava audiência, como aqueles deputados que já tinham percebido que passavam na televisão se contassem uma graça, ou tivessem uma frase assassina para dizer, porque o soundbite ama o ridículo alheio como pão para a boca, ama a frase engraçada como odeia o argumento.

O problema é que Louçã se toma tão a sério que não se enxerga no seu discurso moralista e self-rigtheous. Devia meditar no seu antecessor nestas graças assassinas, no populismo mediático, no título demolidor, Paulo Portas. Devia meditar na sua ascensão e queda. A uma dada altura, cai-se lá do alto, sem se perceber muito bem como, e fica-se insuportável para a plateia. A história está cheia de stand-up comedians assobiados e atingidos pelos guardanapos da sala.

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© José Pacheco Pereira
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