ABRUPTO

14.10.05


O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: SOBRE O VOTO ELECTRÓNICO (2ª série)



Na continuidade do texto de Diogo de Vasconcelos de 11/10/20005, publicado em O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: DIOGO VASCONCELOS SOBRE O VOTO ELECTRÓNICO

Quando é que aprenderemos a definir prioridades?
O voto electrónico contribui para a competitividade do país?
Não seria preferível desviar o esforço do Estado para, antes disso, melhorar drasticamente o modo como a informática é utilizada nos meios judiciais? Isso sim, aumentaria de forma imediata a qualidade de vida em Portugal e a nossa capacidade de fazer frente à concorrência internacional.

(Tiago Fernandes)

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" - Banca electrónica
- Portugal: entrega de IRS por via electrónica (alguém se queixa de erros??)
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Mas, se existir algum erro, ele será facilmente descoberto e corrigivel (afinal, se eu fizer alguma operação bancária ou declaração de IRS e depois aparecerem valores diferentes descobre-se que aquilo não está a funcionar)

Em compensação, no voto electrónico, nem sequer há maneira de saber se o sistema funciona efectivamente bem.

(Miguel Madeira)

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Edison e o voto electrónico

1 - Edison dizia que só perdia tempo com invenções que estavam antecipadamente vendidas. Aliás, parece que a única invenção que não conseguiu vender foi, precisamente, uma «máquina de contar votos»!

2 - Tanto quanto sei, o grande problema que houve nas eleições americanas não teve a ver com o software dos computadores (nem com eventual manipulação de resultados por essa via) mas sim com os boletins e respectiva leitura (papéis a perfurar - e coisas assim).

3 - No cerne disto tudo, estão, quanto a mim, o grande e ancestral «medo-do-novo» e o tão português «receio do saloio de ser enganado».

Conheci várias pessoas que faziam contas num computador e as verificavam com máquina de calcular, e ainda um caso fabuloso de um velho comerciante de aldeia a quem eu ofereci uma pequena máquina-de-calcular e que confirmava os resultados com papel e lápis.

4 - Quando, milhões de vezes por mês, os portugueses pagam os seus impostos ou fazem simples transferências bancárias (por home-banking, pelos CTT ou por MB), movimentando milhões de euros através de computadores (que, em geral, nem sequer sabem onde estão!), algum imagina, seriamente que o seu dinheiro possa ser desviado e vir parar à minha conta? Bem, e nestes casos há o papelinho, mas que o Voto Electrónico também pode oferecer.

5 - Contudo, no caso em questão, o escândalo maior é o silêncio sepulcral do nosso Tecnológico Governo.

6 - Conclusão: o assunto não é muito preocupante porque, mais cedo ou mais tarde, se vai resolver: quando TODOS os outros países do mundo estiverem a usar o Voto Electrónico, Portugal nomeará uma comissão para escolher um grupo de estudo para... (etc., até à náusea).

(C. Medina Ribeiro)

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