ABRUPTO

10.5.05


COISAS SIMPLES / GRANDES CAPAS



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Jornalista e escritor, Marques Gastão nasceu a 30 de Abril de 1914, em Lisboa e morreu a 29 de Novembro de 1995. Iniciou a sua vida profissional no «Diário de Lisboa» e no «Século», tendo colaborado em grande parte dos jornais portugueses e fundado, em 1943, o Gabinete de Imprensa do Aeroporto de Lisboa que funcionou sob a sua direcção até 1962 , e de onde viria a ser expulso. Chefiará, entretanto, a redacção da ex-Emissora Nacional. Em 1969, passa a dirigir os Serviços de Imprensa da Fundação Calouste Gulbenkian, onde desempenhará as funções de director-adjunto do Serviço da Presidência.

Tem vários livros de entrevistas publicados, entre os quais «As Portas do Mundo», «Figuras do Meu Tempo», «Os Homens do Mundo Falaram», «O México, Grande Nação», «Pedras do Sonho», «Diálogos com Escritores e Artistas Portugueses» e «Relações Culturais Luso-Brasileiras». Entrevistou personalidades como Sartre, Françoise Sagan, André Maurois, Alberto Moravia, Stephen Spender, Giovanni Papini, Graham Greene, Tennessee Williams, Aldous Huxley, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Diego Rivera e os Papas João XXIII e Paulo VI. São ainda muitas as suas colectâneas de reportagens, de «As Confissões que me Fizeram» à série «Carnet do Repórter». Da sua vasta obra como ficcionista, no domínio do romance, do conto e da novela, destacam-se «Três Vidas»; «Porta Maior», «O Dia Já Nasceu Noite» ; «Avalanche», «Ânfora de Pérolas», «Destroços», «Suykim», «A Voz de Eleonora e «Maria da Luz sem Olhos». Na área da investigação histórica, escreveu «São João de Deus, Sua Vida e Sua Obra», «Algumas Notas sobre Frei Domingos Luís Vieira» e «O Casamento da Infanta D. Leonor com o Imperador Frederico III da Alemanha» (inédito). Traduziu autores como Malaparte ou Moravia. Deixou, inédito, um diário.

(Ana Marques Gastão)

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© José Pacheco Pereira
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