ABRUPTO

9.8.04


O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: O MAR

" (...) a propósito do poema de hoje no ABRUPTO: não sei que idade teria eu, mas tinha a suficiente para me lembrar da primeira vez que o meu avô paterno viu o mar. Lembro-me de que todos nós ficámos excitados com a ideia e olhávamos para ele com um ar emocionado. E ele, pasmado, limitou-se a dizer com uma voz sumida: “então é isto ...” e depois ficou para lá calado a olhar até o arrastarmos de volta para casa.

Eu achei que era um Grande Momento e por isso me lembro bem dele.

E lembrei-me, por associação de ideias, de que a minha Avó achava que tudo o que passava na televisão era mentira. E dava graças a Deus por isso senão “ já viste se esta gente toda morresse mesmo...”. E eu optei por concordar e ficar ali, serenamente, a ver mentiras com ela. É certo que tudo isto se passou já no século passado e eu, afinal, sou velha como o tempo. E o meu avô morreu há mais de vinte anos, com a primeira vez que viu o mar."

(RM)

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"Não sei o que pareço ao mundo; aos meus próprios olhos sou apenas um rapaz que brinca na praia e se diverte, que de vez em quando encontra um seixo mais liso ou uma concha mais bonita do que o costume, enquanto que o grande oceano da verdade permanece por descobrir diante de mim." - Newton (enviado por S,)

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"Esta fotografia, tirada na mais movimentada das duas praias que frequento no Verão (a sério!). Fica num dos poucos locais da costa ocidental portuguesa a Norte do estuário do Sado junto ao qual não passa qualquer estrada."

(José Carlos Santos)

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© José Pacheco Pereira
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