ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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7.6.04
NOTAS CHEKOVIANAS
Ivan Bounine, Tchékhov, Editions du Rocher, 2004 Bunine, um grande escritor russo esquecido apesar de ter recebido o Prémio Nobel, foi amigo de Chekov nos últimos anos da sua vida. Anotou ditos, situações e comentários sobre o escritor seu amigo e, quase cinquenta anos depois da morte de Chekov, publicou este livro que só agora, cinquenta anos depois, está disponível em francês. Chekov quando o viu tirar notas disse-lhe: “Nunca fales de mim como um “gentil talento” ou como uma “boa alma”. Bunine cumpriu metade. Falou de Chekov como um génio e … como uma “boa alma”. Citando opiniões de Kurdiumov sobre Chekov, Bunine escolhe esta : “Depois do sangrento cataclismo russo, lê-se Chekov com muita atenção, porque longe de estar ultrapassado, ele parece-nos agora mais próximo, mais compreensível e infinitamente mais importante do que antes.” Serve para os dias de hoje. (url)
© José Pacheco Pereira
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