ABRUPTO

27.8.11


ÍNDICE DO SITUACIONISMO (139):  RECADOS

A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração.
E, nalguns casos, de respiração assistida.
 
A comunicação social está sempre a  dizer que não passa "recados", que não é um pé de microfone. E no entanto, jornais, rádios e televisões estão cheios todos os dias de "recados", operações várias, mensagens que interessam ao emissor, ajustes de contas, fugas, tudo convenientemente preparado pelos "especialistas" de serviço e "passado" sem ruído, limpo, claro e manipulador. Aqui está um exemplo do Expresso de hoje. Se a frase fosse dita por um interlocutor governamental, Passos Coelho, ou Relvas, e citada com o autor, muito bem. Assim anónima e sem atribuição  é um típico "recado", uma mensagem que se quer transmitir e que recebe um título por prémio.
 

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EARLY MORNING BLOGS


2092
 
"J'ai accompli de délicieux voyages, embarqué sur un mot."

(Honoré de Balzac)

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26.8.11


COISAS DA SÁBADO
PARA QUE SERVE A COMISSÃO DESTINADA A DEFINIR O SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO?

Vou ter, como o engenheiro Álvaro de Campos, “um gesto largo, liberal e moscovita” e dar como resposta a esta pergunta: depende da própria Comissão. Na verdade, tendo sido constituída no contexto em que foi e quando já se sabia o que o governo pretende fazer da RTP (e já agora por que é que ninguém fala dos "canais" da antiga  RDP?) , sabendo-se dos compromissos já assumidos, às claras ou na obscuridade, tudo indica que essa comissão aceitou “comissionar” sem efectiva liberdade. Ou seja, se eu não for liberal nem moscovita, a resposta é: a Comissão não serve para nada, ou pior, serve de caução a uma decisão que já estava tomada antes e que vai ajudar a assinar de cruz. A razão por que ainda permaneço “liberal e moscovita” é porque tenho em conta as posições públicas de alguns dos seus membros que são frontalmente contrárias ao destino que o governo quer dar à RTP. E esse destino começa a perceber-se: vender a RTP1 a um comprador já conhecido, fechar meia dúzia de ademanes secundários do gigantesco grupo e ficar com um canal noticioso, provavelmente a RTPN, para usar como canal oficioso do governo, considerando que a “informação” é que é o “serviço público”. É quase a mesma coisa que José Manuel Fernandes-director do Público entender que seria bom o estado possuir o Diário de Notícias  para garantir que haja “jornalismo de serviço público”. 

Por isso, para mim, a chave da questão está em saber se a Comissão justifica que exista qualquer razão de interesse público para o estado ter um órgão de comunicação social televisivo, pago pelos nossos impostos e com um director nomeado por Miguel Relvas. Tudo o resto é palha.

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ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE

Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

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2091



"Procrastination is the thief of time, collar him."

(Charles Dickens)

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22.8.11


EARLY MORNING BLOGS


2090 - Concord Hymn

By the rude bridge that arched the flood,
Their flag to April's breeze unfurled,
Here once the embattled farmers stood,
And fired the shot heard round the world,

The foe long since in silence slept,
Alike the Conqueror silent sleeps,
And Time the ruined bridge has swept
Down the dark stream which seaward creeps.

On this green bank, by this soft stream,
We set to-day a votive stone,
That memory may their deed redeem,
When like our sires our sons are gone.

Spirit! who made those freemen dare
To die, or leave their children free,
Bid time and nature gently spare
The shaft we raise to them and Thee.

(Ralph Waldo Emerson)

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21.8.11


COISAS DA SÁBADO:  ARDEM OS PRÉDIOS E AS CABEÇAS

No primeiro dia dos incidentes em Londres, antes de se formar a vaga maciça de repúdio pelos seus autores, – também, meus amigos, em si mesma um “movimento social” –, uma menina da televisão portuguesa falava da “indignação” da “população” londrina contra os cortes nos programas sociais, em particular para a ocupação dos jovens, motivo tido como próximo dos tumultos. Durante os dias seguintes, a mesma jornalista manteve um tom próximo do inicial, oferecendo-nos aquilo que podia bem ser a visão do Bloco de Esquerda britânico (existe e são trotsquistas) resistindo mesmo a um mínimo bom senso nos relatos que fazia. 

Depois, mudou, com a onda, mas percebia-se que o seu entusiasmo esmorecera. Pelos vistos a “população” que se tinha “indignado” contra a polícia, dedicava-se a roubar plasmas e telemóveis. Deveria estar mais atenta aos trabalhistas britânicos, cujos deputados eleitos nos bairros onde começaram os tumultos foram dos primeiros a condenar violentamente o que se estava a passar e a pedir punição exemplar. Eles sabiam muito bem o que é que os seus eleitores pobres, étnicos, trabalhadores, pensavam da “população” que tanto entusiasmava a jornalista.

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ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE

Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

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2089

Nemo unquam sapiens proditori credendum putavit.

 (Marcus Tullius Cicero)

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© José Pacheco Pereira
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