ABRUPTO

18.6.11

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EARLY  MORNING BLOGS

2046 -Limericised Classics


IV – “TO LUCASTA, ON GOING TO THE WARS”

“Lucasta,” said Terence O’Connor,
“I’m drafted – I guess I’m a goner!
I know it will grieve you
To death, when I leave you—
But gosh! how I’m stuck on my honor!”

(Edwin Meade Robinson)

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17.6.11


MUNDO DOS LIVROS


Estante na Harvard Coop com os livros publicados por professores da universidade.

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COISAS DA SÁBADO: O CHEIO E O VAZIO



CHEIO: IMAGENS QUE VALEM MAIS DO QUE MIL PALAVRAS

As imagens mais significativas da noite eleitoral foram publicadas pelo Expresso e tiradas no sancta sanctorum de Passos Coelho, a suite do hotel onde esperou pelos resultados. Uma delas é particularmente reveladora. Aí está o núcleo duro do poder actual no PSD, logo no estado, logo no governo, que não sendo inteiramente a mesma coisa, são quase a mesma coisa pela hegemonia dos partidos na vida pública. Aí está o gestor Passos Coelho, o empresário luso-cabo-verdiano-brasileiro Miguel Relvas, e o vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, administrador do Metro do Porto, cônsul da Bielorrússia, Marco António, respectivamente, Presidente do PSD e próximo Primeiro-ministro, o secretário-geral do PSD e o Vice-Presidente do PSD. Também está um profissional da agência de comunicação que trata da “imagem” de Passos Coelho, e a comunicação social na pessoa de, pelo menos, um fotógrafo. Este teve o especial privilégio de ouvir o telefonema de Passos Coelho com José Sócrates a pretexto de imortalizar o momento. O facto de a tríade anterior não conseguir dar um passo sem ser “na cama com” a comunicação social e com agências de comunicação, é também significativo. Aqui Sócrates não se foi embora. E também Sócrates não se foi embora no gadget que todos manipulam, o telemóvel, aquela que é a arma preferida de todas as “jotas”, sem a qual não sabem viver. Passos olha para a televisão, os operacionais consultam os telemóveis pelos quais têm os resultados em tempo mais real do que o Ministério da Administração Interna. Olhem bem as fotografias. Está lá tudo.

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COISAS DA SÁBADO: O CHEIO E O VAZIO


CHEIO: “LIBERTAR” O ESTADO NÃO É PERMITIR UM PRÉDIO DE VINTE ANDARES NA COSTA VICENTINA

A natureza da relação entre o poder económico e o poder político na era Sócrates não é a mesma na era Passos Coelho. O PS (como aliás o PSOE espanhol, o melhor exemplo) manteve sempre uma relação de grande cumplicidade com os interesses económicos e vice-versa. Os bancos e os grandes grupos empresariais (salvo as honrosas excepções conhecidas) faziam parte da espinha dorsal do “socratismo”, que ajudaram a chegar ao poder, elogiaram, apoiaram e, por sua conta, combateram a oposição que o PSD lhe fez, quando a fez. Protegeram Sócrates de tudo que podiam proteger, até quase aos últimos dias em que o deixaram só. Um segundo nível de protecção foi dado pelas empresas ligadas ao estado, seja por via da golden share, seja pelas nomeações para a administração de comissários políticos, seja por mil e outras maneiras. Na questão da TVI e do seu controlo, encobriram e mentiram por ele, para o proteger.

Mas, onde antes estava cumplicidade entre diferentes, que o PS geria ao modo jacobino e o poder económico ao modo dos interesses, agora há uma “comunidade”, uma proximidade que pode pôr em risco a autonomia e a supremacia democrática do poder político em relação ao poder económico. À identidade de ideias e experiências, soma-se a perigosa tentação de que tudo se justifica pela necessidade de “crescimento económico”. Temo por isso que um estado que já tinha feito da regulação uma caricatura (veja-se o caso do Banco de Portugal e dos combustíveis), entre agora num processo de desregulação que nos coloque nas mãos dos mesmos que andaram atrás de Sócrates, só que mais “soltos”.

(Continua.)

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ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE


 
Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

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COISAS DA SÁBADO: O CHEIO E O VAZIO


 VAZIO: O PROGRAMA

O PSD tem um programa, uma novidade positiva no meio da vacuidade dos “manifestos” que passam por programas. Já disse sobre ele o que penso: o seu sentido e muitas das suas medidas são positivas, mas contém uma boa dose de irrealismo, em particular quando se aproxima da realidade com uma mentalidade “empresarial”, em vez de o fazer em termos políticos. Mostra também alguma ignorância sobre o estado, a sua forma e o seu papel em Portugal. A realidade surgirá a seu tempo, quer a “boa” realidade (os factos da vida são os factos da vida) quer a “má” realidade (pressões e grupos de interesses, corporativismos) e colidirá de frente com as abstracções. Mas, seja como for, é o programa do governo, está legitimado eleitoralmente e espera-se que, com realismo, seja cumprido.

Só que há uma ilusão que não se deve ter ou caímos no vazio de que falamos: não se pense que os eleitores votaram explicitamente no programa eleitoral do PSD, como escolha substantiva, como algo que desejam ver cumprido, como algo para que se mobilizem. Não, os portugueses votaram contra José Sócrates e só tocaram na questão do programa quando ela era instrumental contra Sócrates. Por exemplo, aceitaram a troika porque entendiam que mais valia um governo de fora capaz do que um governo de dentro incapaz, e a similitude de medidas entre o Memorando e o PSD favorece a legitimação deste último. Mas ilude-se quem pensa que os portugueses acham normal pagar a saúde ou o ensino, pagar portagens ou ter que andar trinta quilómetros para ter um médico, ou que vão aceitar pagar os preços reais dos transportes. Isso não votaram certamente. E é o que vão ter.

E depois, há que não confundir entre o que os portugueses acham que é o estado “gordo” e o que o PSD acha que é. Uma vaga de anti-estatismo percorreu, e percorre, a sociedade portuguesa. Mas esse anti-estatismo não é liberal, é populista. Olha para o estado e vê administradores, assessores, carros do estado, regalias, prebendas e alguns funcionários públicos com o emprego garantido e que “não fazem nenhum”. Uma perigosa confusão - muitas vezes deliberada, pelo seu retorno eleitoral - foi feita entre a redução do peso do estado e a luta contra os privilégios e abusos.

(Continua.)

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COISAS DA SÁBADO: O CHEIO E O VAZIO

Comecemos pelo cheio de ontem e que é hoje o vazio: o grande impulso eleitoral, a grande motivação para a escolha eleitoral, o factor de polarização central destas eleições, o definidor dos prós e dos contras, José Sócrates, foi vencido e foi-se embora pelo menos por um ano ou dois. Ponto, mas não ponto final, ele “andará por aí” a tentar entender o outro Sócrates. Também ele pensará que os malvados dos atenienses lhe fizeram beber a cicuta, mas ele voltará porque o seu mundo é mais haitiano do que grego.

Mas seja como for e para já, ponto. O que significa que existe hoje um grande vazio onde antes estava Sócrates e é preciso ter isso em conta sob pena de se andar a esgrimir contra fantasmas. Não é que a herança não esteja aí bem presente, mas a herança só é o homem se ele estiver lá sentado em cima, e hoje não está. É por isso que o discurso de António Barreto, que diz muitas coisas que eu assino por baixo, parece fora do tom, vindo de outro tempo, logo excessivo. Quem está no poder hoje pensa, no essencial, como António Barreto, ou pensa que pensa. Mas, seja como for, é este agora o lugar do poder e é muito mais importante perceber o presente, se é que queremos ter futuro.

(Continua.)

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LATE  MORNING BLOGS
 

2045 - Limericised Classics

III – THE RUBAIYAT

“A jug and a book and a dame,
And a nice shady nook for the same,”
Said Omar Khayyám,
”And I don’t give a darn
What you say, it’s a great little game!”

(Edwin Meade Robinson)

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16.6.11



LATE  MORNING BLOGS
 
2044 - Limericised Classics


II – SHAKESPEARE MIGHT HAVE BOILED OTHELLO

There once way a guy named Othello,
A dark, disagreeable fellow;
After croaking his wife
Then he took his own life—
That bird wasn’t black, he was yellow!

(Edwin Meade Robinson)

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15.6.11


ESPÍRITO DO TEMPO


Lua em Sul (José Manuel de Figueiredo).

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ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE


 
Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

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LATE  MORNING BLOGS
 
2043 - Limericised Classics

I – HOW HOMER SHOULD HAVE WRITTEN THE ILIAD

There was a young man named Achilles
Whose wrongs always gave him the willies;
So he sulked in his tent
Like a half-witted gent—
Say, wasn’t them heroes the sillies?

(Edwin Meade Robinson)

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14.6.11



LATE  MORNING BLOGS
 
2042


Um rei quis experimentar o juízo de três conselheiros que tinha, e indo passear com eles encontrou um velho a trabalhar num campo, e saudou-o:

- Muita neve cai na serra! Respondeu o velho com a cara alegre:

- Já, senhor, é tempo dela.

Os conselheiros ficaram a olhar uns para os outros, porque era Verão, e não percebiam o que o velho e o rei queriam dizer na sua. O rei fez-lhe outra pergunta:

- Quantas vezes te ardeu a casa?

- Já, senhor, por duas vezes.

- E quantas vezes contas ser depenado?

- Ainda me faltam três vezes.

Mais pasmados ficaram os conselheiros; o rei disse para o velho:

- Pois se cá te vierem três patos, depena-os tu.

- Depenarei, real senhor, porque assim o manda.

O rei seguiu o seu caminho a mofar da sabedoria dos conselheiros, e que os ia despedir do seu serviço se lhe não soubessem explicar a conversa que tivera com o velho. Eles, querendo campar por espertos, foram ter com o velho para explicar a conversa; o velho respondeu:

- Explico tudo, mas só se se despirem e me derem o dinheiro que trazem. Não tiveram outro remédio senão obedecer; o velho disse:

- Olhem: «Muita neve cai na serra», é porque eu estou cheio de cabelos brancos; «já é tempo dela», é porque tenho idade para isso. «Quantas vezes me ardeu a casa?» é porque diz lá o ditado: «Quantas vezes te ardeu a casa? Quantas casei a filha». E como já casei duas filhas sei o que isso custa. «E quantas vezes conto ser depenado?» é que ainda tenho três filhas solteiras e lá diz o outro:
Quem casa filha Depenado fica.
Agora os três patos que me mandou o rei são vossas mercês, que se despiram e me deram os fatos para explicar-lhes tudo.

Os conselheiros do rei iam-se zangando, quando o rei apareceu, e disse que se eles quisessem voltar para o palácio vestidos que se haviam ali de obrigar a darem três dotes bons para o casamento das outras três filhas do velho lavrador.

(Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Português)

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13.6.11



ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE

 
Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

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SEMPRE O MESMO

Com o tempo, vai-se vendo a mesma coisa várias vezes e perdem-se as ilusões. Já vi várias "mudanças" que depois se esvaem na areia como um rio no deserto. Com o tempo, aprende-se alguma coisa com os comportamentos políticos, quer dos agentes políticos, quer dos da comunicação social que com eles fazem o contínuo político-mediático, que reagem aos mesmos estímulos e que reproduzem os mesmos comportamentos. Com o tempo, vai-se percebendo que há um fundo mais permanente por detrás da espuma dos dias e que esse fundo tem muito lodo, mas também muita biologia, e muda muito pouco. Só quem nele toca com uma vara funda, alterando a ecologia inscrita nas profundezas, é que realmente muda. Costuma ser "tocado" apenas por gente excepcional, que não abunda e costuma precisar de muito tempo para mudar, ou então de uma catástrofe curta e traumática. Com o tempo, também se desconfia da "novidade", mas também se pode perder a capacidade para se perceber o novo. Não há vantagem que não venha com defeito.

Digo isto porque não é para mim novidade o que se está e vai passar. Nestes dias mais imediatos a força impõe-se, entranha-se e respira-se, e é a isso que sempre chamei a forte pulsão para o situacionismo na vida pública portuguesa. Com o situacionismo vem uma demissão crítica e, com o tempo, uma dificuldade de ter liberdade de pensamento, preso que se está aos compromissos dos primeiros dias que se tornam afirmações do ego, logo impedem que se perceba o auto-engano. Foi o que aconteceu durante demasiado tempo com José Sócrates, que ganhou a sua maioria absoluta num processo que tem paralelismos com o actual: a rejeição de Santana Lopes tinha elementos parecidos com a rejeição de Sócrates, mas, verdade seja dita, sem a dimensão de responsabilidade no desastre nacional a que o PS e o seu Governo levaram o país.

Quem louvou Sócrates de forma quase hagiográfica precisou de muitos anos para poder esquecer-se do que tinha dito sem sentir que se enganou, e precisou da viragem da moda, da mó de cima passar a mó de baixo, para se poder esquecer do que tinha dito e sentir que podia criticar sem se pôr em causa. Mas, na louvação a Sócrates, como aliás a Guterres e mesmo a Barroso e Santana, embora em menor grau e com menos tempo, está presente aquilo a que já chamei em circunstâncias idênticas o "argumento da força", o "argumento hegeliano". Esse "argumento" pode ser expresso doutra maneira: "O que tem que ser tem muita força" , ou o "que existe tem muita força", ou seja, o poder interioriza-se como uma inevitabilidade e como uma caução acrítica, pelo mero facto de existir. E basta ler os jornais e ouvir os comentários para se perceber dois movimentos deste "argumento hegeliano": um é a interiorização do argumentário do adversário como sendo o nosso (Luís Amado interpretado por Teresa de Sousa é um típico exemplo dessa interiorização), outro é a ideia de que os resultados eleitorais dão uma superioridade racional às ideias e programas do vencedor. Em ambos os casos são os resultados eleitorais que representam aqui a "força" que é transposta para onde não deve, para a superioridade racional e mesmo moral do lado vencedor.

Ora os resultados eleitorais em democracia permitem duas consequências essenciais - a legitimidade de governar e de o fazer com o programa com que se apresentou ao eleitorado -, mas não dão uma caução racional a esse programa. Ironicamente José Sócrates disse-o na sua intervenção de despedida, ele que nunca aplicou a si próprio tal distinção entre a força do voto e a razão programática. Em bom rigor, em democracia não há racionalidade no sentido filosófico a não ser como "razão política", no sentido da "razão" legitimada quer pelo voto, quer pela assunção da diferença das "partes" que são os partidos. Ou seja, é na sua essência plural e contraditória e não única, no sentido de não poder (dever) haver "pensamento único". Uma variante desta ilusão foi expressa por Cavaco Silva quando disse que duas pessoas "racionais" e "bem-intencionadas" tinham que inevitavelmente estar de acordo entre si para além de políticas, partidos ou ideologias. Não é verdade. Exactamente porque estamos numa democracia, a política expressa ideologias, maneiras diferentes de ver o mundo, interesses sociais diversos, mesmo personalidades e estilos, que podem convergir ou afastar-se, mas que nunca são um "partido único". Esta ideia é muito comum na concepção tecnocrática do exercício do poder que considera que as soluções técnicas são indiscutíveis e por isso devem ser aplicadas em qualquer circunstância, independentemente da vontade popular, acabando por considerar que a política e a democracia são apenas fontes de ruído que impedem o governo perfeito, um governo de "sábios", um governo de burocratas. A nossa situação actual de país tutelado por burocracias internacionais, assim como o ascenso nos últimos anos de uma dominante tecnocrática de "pensamento único" com origem na hegemonia do discurso económico (aliás mais empresarial do que económico), reduzindo a política à economia, favorece estas concepções que são aliás muito fortes na actual maioria. Uma das consequências destas ideias é a plena compreensão dos constrangimentos económicos e financeiros e uma incompreensão profunda dos constrangimentos sociais.

O que mais me interessa sublinhar é que a interiorização da força do voto como força da razão tende a gerar não só um "pensamento único" como também uma pulsão autoritária contra a liberdade crítica. Nos blogues "vencedores" isso percebe-se muito bem, com vários candidatos a quererem ser a Câmara Corporativa (o blogue operacional do gabinete de Sócrates) do novo poder, mas também é visível no comentário e nos artigos de opinião com a tendência para o situacionismo, a submissão acrítica e o pendor inquisitorial contra os que não aceitam a "situação" e que se tornam ,ao quebrar o unanimismo, particularmente incómodos.

Uma coisa é o apoio por convicção e concordância, que pela sua natureza em democracia tende a ser por issues, ou exprimir uma confiança pessoal e política em alguém, o que também é normal e até salutar no meio do cinismo dominante; outra é o apoio por "situação", que facilmente degenera no clubismo partidário ou no clubismo ainda mais perverso dos "amigos do Governo" e dos seus "inimigos". Tende também a originar cálculos de carreira: dei tanto por "isto", que mereço receber alguma coisa em troca pela minha dedicação e fidelidade.

No momento actual de miséria da nossa soberania e de enormes dificuldades da vida nacional e de empobrecimento dos portugueses, a apatia crítica é o que menos se precisa. Lutei muito para contrariar a claustrofobia do "socratismo" quando este estava impante e poderoso e recebia a compreensão amigável de muitos dos próceres do actual poder. Não me admira por isso que quem achava "normal" os avatares de Sócrates queira agora ser avatar de Passos Coelho. Eu compreendo-os: a independência pessoal e a liberdade de interesses, tutela e carreiras são muito raras em Portugal, onde, como já o disse várias vezes, os bens são escassos, a fome é muita e todos somos primos uns dos outros.

Sirvam, pois, estas palavras como o meu programa para os tempos mais próximos. Semper idem.

(Versão do Público de 11 de Junho de 2011.)

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EARLY  MORNING BLOGS
 
2041 -The Rest


O helpless few in my country,
O remnant enslaved!


Artist broken against her,
A-stray, lost in the villages,
Mistrusted, spoken-against.


Lovers of beauty, starved,
Thwarted with systems,
Helpless against the control;


You who can not wear yourselves out
By persisting to successes,
You who can only speak,
Who can not steel yourselves into reiteration;


You of the finer sense,
Broken against false knowledge,
You who can know at first hand,
Hated, shut in, mistrusted:


Take thought:
I have weathered the storm,
I have beaten out my exile.

(Ezra Pound)

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12.6.11


LER NO IPAD COM O KINDLE


Eu quase não leio no iPad, mas a minha escassa experiência de leitura de e-books vinha do primeiro Kindle, ainda a preto e branco. E os livros e artigos que importei foram ou para experimentar, ou para aceder a informação que era urgente e não podia esperar pela encomenda do livro físico, ou então porque não valia mesmo comprar o livro em papel, mas valia importa-lo muito mais barato para o Kindle. Continuo a considerar, sem nenhum fetichismo do papel, que, por regra, é mais difícil ler um livro num ecrã do que em codex, em particular quando se quer andar para trás e para a frente, procurar uma frase ou uma parte,  mesmo que todas estas funcionalidades existam electronicamente. Folhear, em suma, é mais fácil no papel. 

Mas, voltando ao Kindle original, importei alguns pequenos livros gratuitos, como, por exemplo, um sobre o general traidor da Revolução Americana, Benedict Arnold, e comprei alguns livros sobre o  Wordpress, um sobre a  utilização do Wordpress como Content Management System(CMS), que me serviu para construir um sítio dedicado a funcionar como catálogo de algumas colecções da minha biblioteca e a que posso aceder em qualquer lugar para verificar existências (e que não é aberto ao público), e outro um manual mais geral do software do Wordpress. A ambos tenho utilizado como manuais e não como livros tradicionais, a que acrescento a possibilidade de transferir textos em PDF ou Word, com versões draft dos trabalhos de história que estou a fazer.

O Kindle antigo serviu-me bem, mas a migração para iPad com a aplicação  dedicada serviu-me ainda melhor. Tenho tudo que tinha antes, com a vantagem de estar no mesmo sítio (a progressiva fusão de vários gadgets no iPad acentua ainda mais o seu poder) e de usar a sua excelente capacidade gráfica.

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EARLY  MORNING BLOGS
 

2040 - Is Wisdom a Lot of Language?

Apes, may I speak to you a moment?
Chimpanzees, come hither for words.
Orangoutangs, let’s get into a huddle.
Baboons, lemme whisper in your ears.
Gorillas, do yuh hear me hollerin’ to yuh?
And monkeys! monkeys! get this chatter—


For a long time men have plucked letters
Out of the air and shaped syllables.
And out of the syllables came words
And from the words came phrases, clauses.
Sentences were born—and languages.
(The Tower of Babel didn’t work out—
it came down quicker than it went up.)
Misunderstandings followed the languages,
Arguments, epithets, maledictions, curses,
Gossip, backbiting, the buzz of the bazoo,
Chit chat, blah blah, talk just to be talking,
Monologues or members telling other members
How good they are now and were yesterday,
Conversations missing the point,
Dialogues seldom as beautiful as soliloquies,
Seldom as fine as a man alone, a woman by herself
Telling a clock, “I’m a plain damn fool.”


Read the dictionary from A to Izzard today.
Get a vocabulary. Brush up on your diction.

(Carl Sandburg)

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© José Pacheco Pereira
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