ABRUPTO

17.10.09

(url)


VAI DAR TRABALHO, É EM GRANDE PARTE INÚTIL, MAS NÃO VAI FICAR SEM ESCLARECIMENTO TODA A INTRIGALHADA HABITUAL






Esta é do Diário de Notícias de hoje e suspeito por várias razões que este jornal terá nesta série papel de relevo. Quem lê o que está escrito em baixo tira a conclusão (é isso que é "sugerido" no texto) que fui eu a "fonte da direcção social-democrata" que fez aquelas afirmações. É falso. Nem faço parte da "direcção social-democrata", nem sou "fonte" anónima de jornais. Quando tenho alguma coisa a dizer digo às claras. Acresce que não falei com um único jornalista desde a primeira sessão parlamentar, onde tudo que disse foi em on, e não tenho intenção de falar. Acresce também que sou um dos proponentes da lista de Aguiar-Branco, desde o início, a convite do próprio, e que nela votarei nas eleições.

Esclarecido? Duvido, porque a intriga nunca é sobre factos é sobre as pessoas. A começar pelo intriguista.

(url)
(url)


EARLY MORNING BLOGS

1673

Boswell: I described to him an impudent fellow from Scotland, who affected to be a savage, and railed at all established systems.

Johnson: "There is nothing surprizing in this, Sir. He wants to make himself conspicuous. He would tumble in a hogstye, as long as you looked at him and called to him to come out. But let him alone, never mind him, and he'll soon give it over."

Boswell: I added that the same person maintained that there was no distinction between virtue and vice.

Johnson: "Why, Sir, if the fellow does not think as he speaks, he is lying; and I see not what honour he can propose to himself from having the character of a liar. But if he does really think that there is no distinction between virtue and vice, why, Sir, when he leaves our houses let us count our spoons."

(Boswell, Life of Samuel Johnson)

(url)

16.10.09

(url)


EARLY MORNING BLOGS

1673 - Provérbio

Não há boa terra sem bom lavrador.

(url)

14.10.09




"Democracia em campanha" na Sábado em linha.

(url)


CAVEAT LECTOR (7): DIFERENÇAS



Os que acusavam Manuela Ferreira Leite de aceitar fazer parte de um "bloco central" (sem qualquer fundamento como se disse na altura, quando páginas e páginas do Diário de Notícias e do Diário Económico e dos blogues juravam que ia acontecer) são agora os que o defendem. Não me surpreende nada. É por estas razões que Manuela Ferreira Leite é fundamental à frente do PSD nestes dias de todas as tentações. Sabe o que quer e sabe o que não quer. E não vai em cantos de sereia. Nem em promessas de partilha de poder ou de lugares. Nem está ali a pensar na sua "carreira", nem nos interesses que alguns representam no partido, mas no país. Não está na moda, mas é uma diferença abissal.

(url)
(url)


ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE



Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

(url)


EARLY MORNING BLOGS

1672 - Provérbio

Não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no mesmo prato.

(url)

13.10.09

(url)


EARLY MORNING BLOGS

1671 - Provérbio

De manhã ao monte, de tarde à fonte.

(url)

12.10.09


HOJE NO

Flash2

No dia das eleições autárquicas o EPHEMERA teve 16000 pageviews. Isso significa que muitas pessoas, quer a título pessoal, quer profissional (jornalistas, por exemplo), aqui vinham para obter mais informação sobre a campanha eleitoral num determinado concelho. Todos os que colectivamente apoiaram esta iniciativa de recolha, sem precedentes em outras eleições autárquicas, e única na Rede, cumpriram uma função de interesse público, de forma desinteressada e amadora, no verdadeiro sentido da palavra. Muito obrigada a todos… e ainda há muito para fazer.



(url)


ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE



Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

(url)


EARLY MORNING BLOGS

1670 - Provérbio

A ignorância e o vento são do maior atrevimento.

(url)

11.10.09

(url)


UM PRÉMIO NOBEL COM CADA VEZ MENOS VALOR



A atribuição do Prémio Nobel da Paz a um presidente americano muito em voga, mas desprovido de qualquer obra significativa quer a favor da paz, quer a favor de qualquer outra grande palavra daquelas que usou na sua retórica para ser eleito, mostra até que ponto a atribuição destes prémios está cada vez menos valorizada, quando não é contraditória. Esta decadência do valor simbólico dos prémios Nobel, muito evidente nos prémios mais politizados, ou dito de outro modo, mais subservientes ao politicamente correcto, como o da Literatura e da Paz, não é novidade, mas este ano exagerou-se até ao limite do absurdo. Obama recebe o Prémio Nobel porque é Obama, nada mais.

O que é que fez Obama a favor da paz, ou melhor, da Paz com letra grande? Nada. Pode-se até argumentar que exactamente a sua retórica pode ter feito mais mal à paz do que bem e é por ela, por essa retórica, em plena "obamania", que é premiado. Melhorou as relações transatlânticas? Sem dúvida, mas longe de lhes dar, também por incapacidade europeia, qualquer dinâmica de fundo a favor de um papel activo na prossecução da paz. A NATO permanece mais inerte do que viva, e partes substanciais do mundo continuam à espera de uma definição clara da política americana. As relações com a Federação Russa melhoraram? Alguma coisa, na base dos mesmos interesses comuns que já permitiam uma cooperação com a administração Bush. Mesmo África, onde se esperava maior investimento americano, não conheceu progressos.

Paz? Só no título do Prémio Nobel. Em todos os conflitos importantes em que os EUA, como a única grande democracia armada, tem um papel decisivo, ou não se avançou, ou se recuou para níveis mais perigosos de confrontação. Obama acelerou a retirada americana no Iraque, que tinha prometido imediata. Não cumpriu porque era impossível cumprir. E embora se esteja longe da imediaticidade das suas promessas, é possível duvidar se essa retirada apressada favorece mais a paz do que uma retirada atempada e programada, que consolidasse o novo regime iraquiano. Ainda não é possível fazer um balanço justo sobre a política de Obama no Iraque, mas isso não lhe fazia merecer qualquer Prémio Nobel.

O mesmo acontece no Afeganistão, o país onde Obama considerava prioritário investir os recursos que estavam comprometidos no Iraque. Pode ser que aí possa haver, a prazo, uma melhoria da situação militar e um aumento da estabilidade política, mas também é prematuro fazer qualquer julgamento. A grande diferença com a administração Bush é que agora, quando há "danos colaterais", ou seja mortes de civis inocentes em cenário de guerra, deixou de haver o clamor internacional que havia no tempo de Bush. Os jornalistas tornaram-se mais compreensivos com os americanos e os seus aliados na NATO, porque à frente está Obama e Obama, mesmo quando faz o mesmo que Bush, é um homem de Paz e não o cowboy texano sempre pronto a puxar da arma.

O mesmo preço perigoso da demagogia pacifista pode ser pago no caso do conflito israelo-palestiniano, onde o impasse continua e onde a tendência da actual administração para "punir" Israel com mão mais pesada do que o Hamas favorece um maior isolacionismo do Estado judaico e a instabilidade a prazo na região. Se associarmos a situação de impasse no Médio Oriente ao relógio, que marca as horas em negro, do programa de armamento do Irão, prestes a tornar-se uma potência nuclear, então não se avançou no caminho da paz. Bem pelo contrário, a aproximação diplomática frouxa, europeia e americana, unida no mesmo espírito "obamiano", está a permitir que o Irão caminhe no sentido de alterar completamente a balança de forças nessa parte mais que volátil do mundo, e a colocar Israel na obrigação de intervir militarmente para preservar o seu interesse vital.


O mesmo acontece no outro pólo de confrontação clássico da guerra fria, com o avanço do programa nuclear e de mísseis norte-coreano, com a realização de testes à revelia da comunidade internacional, ameaçando os países limítrofes, como a Coreia do Sul e o Japão. Aí também Obama pouco mais tem feito do que obter acordos conjunturais de muito curta duração, com quase nulo efeito sobre a beligerância norte-coreana. Como no Irão, há também aqui um relógio negro, cujos ponteiros avançam no caminho de dar um tempo precioso a um dos países do "Eixo do Mal" (lembram-se?) para fazer um upgrade da sua capacidade militar nuclear. É verdade que aqui Obama segue os passos de Bush, que também não avançou significativamente para travar os norte-coreanos. Só que Bush nunca receberia o Prémio Nobel da Paz pelo impasse político de significado estratégico na medida em que envolve a China, na região.

Pode dizer-se que nalguns destes conflitos houve circunstancialmente recuos e acordos pontuais de curta direcção, mas eles não são substancialmente distintos daqueles que a administração, tida como mais beligerante, de Bush tinha conseguido. A diferença substancial é que, mal ou bem, Bush era temido até por ser errático e não afastar a possibilidade de retaliação militar e Obama não o é de todo. Obama é "estimado", até ao dia em que a sua administração fique acossada e ele tenha que fazer alguma coisa após muita hesitação. É uma péssima atitude, porque a última coisa que é preciso no mundo dos dias de hoje é um presidente americano vedeta de todos os preconceitos "olímpicos" da esquerda europeia, bon chic bon genre, cheio de "atitude", mas dando um tempo precioso a estratégias confrontacionais nucleares, como a do Irão e da Coreia do Norte. Na verdade, Obama pagou este Prémio Nobel, enfraquecendo a capacidade dos EUA de funcionarem como um poder de dissuasão político e militar capaz, ou seja, favorecendo a guerra em vez da paz. Quando, mais cedo ou mais tarde, este período de aparente graça e vazio terminar, a fasquia do conflito estará muito mais elevada e nessa altura o diploma sueco do inventor da dinamite estável atribuído ao Presidente na moda pouco lhe servirá.

(Versão do Público de 10 de Outubro de 2009.)

(url)


ESPÍRITO DO TEMPO: HOJE



Passagem do tempo por um banco do jardim de S. Amaro. (RM)

(url)


EARLY MORNING BLOGS

1669 - Provérbio

Pelo voo se conhece a ave.

(url)

© José Pacheco Pereira
Site Meter [Powered by Blogger]