| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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26.9.09
(url) HOJE NO
![]() NOVO:
(url) (url) 25.9.09
NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: QUANDO É CONNOSCO PERCEBEMOS MELHOR. COMO SERÁ COM OS OUTROS? ![]() Esta "notícia" é uma completa invenção. Nunca disse nada disto, nem pouco, nem muito, nada. Senhor jornalista diga lá a sua fonte? Diga lá quando é que eu o disse, porque deve ter sido em público, não é?Mas convém ficar registados outros exemplos de ignorância, negligência, ajustes de contas e má fé : a Anabela Neves da SIC a dizer que eu era o típico candidato "paraquedista", quando sou o único candidatos dos cinco principais partidos a viver no Distrito há mais de quinze anos. Será que nunca ouviu falar da Vila da Marmeleira, concelho de Rio Maior, Distrito de Santarém? A LUSA a apresentar-me como candidato à Câmara de Santarém, um exemplo de rigor. As confusões entre Torres Novas e Torres Vedras, outro exemplo de rigor. A ignorância sobre Alexandre Herculano, em cuja casa apresentei a candidatura. Etc., etc. Ainda não li a maioria dos jornais nos últimos quinze dias, mas não vão faltar outros exemplos. Quando as asneiras e as invenções (o que é pior) são connosco, percebemos muito bem como as coisas se fazem. Como será com os outros? (url) EARLY MORNING BLOGS
![]() 1648 - Something is rotten in the state of Denmark Horatio: He waxes desperate with imagination. Marcellus: Let's follow. 'Tis not fit thus to obey him. Horatio: Have after. To what issue will this come? Marcellus: Something is rotten in the state of Denmark. Horatio: Heaven will direct it. (Shakespeare, Hamlet.) (url) NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: PERSEGUIÇÕES ÀS PESSOAS ![]() Alvo: o director do Público. Como diz o Vasco Graça Moura: Espera-se que a lição tenha escarmentado José Manuel Fernandes e que, para a próxima, ele não se esqueça de pedir autorização, livre-trânsito e passaporte ao Partido Socialista ou a algum dos seus responsáveis mais grados. Porque o respeitinho é muito bonito, este Governo é muito poderoso e quem se atreva a não bajular devidamente o PS leva nas trombas ou na carreira profissional… (url) NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: FOI MESMO ASSIM ![]() Apresento por este meio o meu veemente protesto. A forma como a SIC abordou estas eleições, como acompanha e transmite as acções de campanha é, a todos os níveis, tendenciosa, deplorável, infame e atentatória aos elementares deveres de isenção. Os jornalistas que acompanham as caravanas, que constroem as noticias e que as transmitem estão completamente comprometidos com o poder instituído. A isenção está totalmente arredada da vossa redacção. Todas, mas todas, as reportagens da campanha do PSD são sempre compostas por incidentes, idosas a insultar a líder, escaramuças, gente que quer ver é o primeiro ministro, entrevistas patéticas sobre hipotéticas coligações, etc, etc. As imagens são sempre dos pequenos espaços, os comentários da jornalista sempre jocosos ou depreciativos. Repugnante! Este comportamento contrasta com as reportagens do PS, sempre sem casos, sempre limpa de quaisquer incidentes, sempre com grandes planos e sempre, mas sempre, com comentários jornalísticos a enaltecer a ocasião. É deplorável a falta de isenção. (...) (Ricardo Nuno Cotrim) (url) 24.9.09
(url) 23.9.09
É QUE É MESMO ASSIM
Se quiser acabar com o governo PS de José Sócrates, só há uma maneira. Votar no PSD. Se não quiser, há várias maneiras de o manter em funções. Pode votar no PS, no CDS, no PCP, no BE, no MEP, não votar, votar nulo, etc, etc.. O voto no PSD não é um voto útil, é um voto utilíssimo. Depende do que quiser, claro. É uma escolha, responsabilidade de cada um. (url) (url) (url) NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: FAZER O MAL E A CARAMUNHA ![]() Na campanha em que eu sou candidato, fizemos uma sessão sobre questões de cultura, em Constância, e sobre o programa do PSD da defesa junto do campo militar de Santa Margarida. Ambas foram anunciadas à comunicação social. A LUSA apareceu numa e disse que faria uma notícia. Se o fez não o vi em lado nenhum. Who cares? É sempre mais cómodo fazer de conta que os partidos só falam de "casos" e omitir tudo que contraria a paisagem. A isto chama-se fazer o mal e a caramunha. Não tenho qualquer esperança que esta atitude tão sobranceira mude, é apenas para ficar registado para memória futura. Sempre quero ver se esta nota é citada. (url) NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: DELIBERADA CENSURA ![]() Ontem, pela primeira vez, a RTP, a TVI, a TSF e a SIC descobriram que há uma campanha eleitoral em Santarém. Lá foram com o engodo das declarações sobre o Presidente. Farto de saber que nada seria citado, falei sobre o que se tem feito no Distrito e sobre os problemas regionais. Insisto, já sabia que falava para o boneco, nem sei se as câmaras estavam ligadas ou a fazer que estavam ligadas. Quando chegou ao juicy detail, que levou as equipas a Ferreira do Zêzere e a Mação, aconteceu o mais grave: é que do que eu disse enquadrando a questão presidencial sobre o papel de José Sócrates e do PS, os exemplos de como existe um condicionamento da campanha pela "fábrica de casos" do PS, as questões por esclarecer deste governo em particular os negócios dentro dos gabinetes, nem uma palavra foi para o ar. Censuradas, para não estragar a composição. Se as gravações ainda existem, sempre pode um jornalista curioso ir lá ver. Sempre quero ver se esta nota é citada. (url) NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: A "OPERAÇÃO DIÁRIO DE NOTÍCIAS" ![]() É preciso saber mais sobre as "questões de segurança" que refere o Presidente? É. E é preciso saber muito mais sobre a "operação Diário de Notícias". Muito do que é a "asfixia democrática" está presente na "operação Diário de Notícias", em que um jornal para obter um efeito político deliberado, enfraquecer o Presidente, cometeu vários crimes e violou todas as regras do jornalismo. Para quem a preparou valeu certamente os custos, que até agora têm sido poucos, porque há muita desatenção, muita leviandade e muita má fé, ou seja vale tudo. Sempre quero ver se esta nota é citada. (url) (url) 22.9.09
NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: INTERFERIR POR ACÇÃO E INTERFERIR POR OMISSÃO ![]() O Presidente da República tem certamente coisas graves para dizer ao país e entendeu que se as dissesse interferia no acto eleitoral. Muito bem, compreende-se que o faça, embora também se interfira na campanha por omissão. Mas o Presidente rompeu o seu próprio silêncio e "falou" através da demissão do seu assessor de imprensa e, sendo assim, interferiu de facto na campanha eleitoral. Mais valia agora que dissesse tudo para não acordarmos no dia 28 sabendo coisas que mais valia que fossem conhecidas já. Para contarem para a decisão de voto dos portugueses, com cujo resultado final ele já está inevitavelmente comprometido. (url) PARA SE PERCEBER A “ASFIXIA DEMOCRÁTICA” Um trabalho de Vasco Ribeiro, a que o Público fez referência há dias, lança uma luz particularmente preocupante sobre o jornalismo português. Nele se escreve, citando o Público, que mais de 60 por cento do noticiário é induzido por assessores de imprensa, relações-públicas, consultores de comunicação, porta-vozes. Não cabem aqui apenas comunicados de imprensa e conferências de imprensa. A categoria abrange actos como acções de campanha, assembleias, cerimónias oficiais, eleições, inaugurações, visitas oficiais, manifestações, sondagens... Vasco Ribeiro sublinha a "incapacidade" de os leitores detectarem a intervenção de tais técnicos de comunicação e relações públicas. É que só muito raramente surge qualquer referência à sua existência (1,3 por cento das notícias analisadas). Eles "não gostam" de aparecer. E os jornalistas não gostam de os mostrar.Numa altura em que máquina de desinformação governamental e do PS está a funcionar em pleno, sem a capacidade dos leitores “detectarem a intervenção de tais técnicos de comunicação e relações públicas”, estes dados mostram como muito pouca coisa acontece como acontece, mas como é “induzido por assessores de imprensa, relações-públicas, consultores de comunicação, porta-vozes”. Hoje que o governo, as empresas públicas e o PS contratam quase todas as grandes empresas deste tipo, que grau de fiabilidade pode existir na comunicação? Como é que eu explico que duas notícias exactamente do mesmo tipo, uma sobre o PS e outra sobre o PSD, uma esteja na décima quinta página de um jornal e outra abra os telejornais? E ainda por cima se somarmos a isto operações mais sofisticadas de manipulação, que se detectam há muito nos blogues, vindas de assessores governamentais, há razões para dizer que falta ar. Falta cada vez mais ar, o ar da liberdade. (url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) Ver 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 Valor informativo deste tipo de cobertura da campanha: nulo. Mensagem subliminar transmitida pelos jornalistas sobre a vida política: contínuo exercício cínico e ridicularizante sobre a política em democracia. Esta mensagem varia com as simpatias e antipatias pessoais de cada jornalista em relação ao partido A e B, ou o dirigente A e B, que, em campanha, são tão evidentes que clamam aos céus. (url) (url) ![]() NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: A REVELADORA INDIFERENÇA![]() A generalizada indiferença dos jornalistas, salvo raras e honrosas excepções, ao que fez o Diário de Notícias, - uma violação grosseira e sem precedente de todos os códigos do jornalismo, - lança uma luz muito perturbadora sobre o auto-respeito que têm sobre a sua profissão. Ela é equivalente à do católico que acha normal um padre revelar na praça pública o segredo da confissão. A "noticia ", longe de transparente na sua origem ou nos seus métodos, pode ter efeitos políticos a curto prazo, mas terá sem dúvida efeitos sobre o jornalismo a muito mais longo prazo. Acresce ainda que o silêncio e a ausência de uma condenação firme revelam uma tomada de posição por um lado nas eleições, porque permitem suspeitar que preferem a "utilidade" política da "notícia" a condenar sem equívocos o modo como ela foi construída. (url) 21.9.09
(url) NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: O PAPEL DE MÁRIO SOARES E ALEGRE... ![]() ...não foi mostrar a "unidade" do PS , mas sim preparar a aliança com o BE. Votar Sócrates hoje significa dar meio voto ao PS e meio voto ao BE. (url) NOTAS SOLTAS QUASE SEM TEMPO: SITUACIONISMO ![]() Vejam como começa o Telejornal da RTP. Percebe-se tudo. Asfixia, de facto, cada vez maior. Imaginem como ficaria Portugal se estes aprendizes de feiticeiros ganhassem as eleições. Pensamento único, líder único, partido único, não no papel, mas na realidade. O resto seria folclore tolerado, como o do PP, que não ameaça a governação; ou como o BE que prepara o acesso ao poder pelas mãos irresponsáveis de Sócrates, Alegre e Soares. Até o dia em que, o país estragado por muitos e muitos anos, se irão embora, deixando os estragos a outros. ADENDA: e os oráculos também são interessantes. Notícias que pensem hostis ao PSD e ao Presidência passam por vários dias... (url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) Os erros factuais todos os dias são muitos – Confundir Torres Novas com Torres Vedras não é em si muito importante, embora o desleixo dos relatos seja enorme, mas já é importante a falta de preparação sobre as localidades que vão ser visitadas em campanha, em contraste com a jactância e o carácter fulminante das opiniões. (Continua.) (url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) Engraçadismo – Todo o jornalista a cobrir uma campanha é um Gato Fedorento em potência. (Continua.) (url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) Dilemas – Ou se faz as coisas do costume (“arruadas”, comícios, feiras, etc.), de um modo geral espectáculo exterior para televisão ver, e a campanha é tratada como se descreve acima, de novo com as variantes da simpatia dos jornalistas pelo partido A e B, ou pelo dirigente A e B. Ou não se faz e a campanha, como não produz “boa” televisão, ou seja, incidentes, é mortalmente aborrecida, errada, chumbada pelos especialistas de marketing e de imagem que agora complementam o exame dos jornalistas, sendo que, nalguns casos, são eles próprios empregados pelos partidos e dirigentes que avaliam. (Continua.) (url) (url) 20.9.09
(url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) O incidente – Um popular aos berros contra os ladrões dos políticos passa sempre obrigatoriamente na televisão. É tão certo como o tempo andar para a frente. É o must do relato de campanha. Uma novidade: antes gravava-se o incidente quando acontecia, hoje procura-se obsessivamente qualquer inconveniência. O dirigente partidário mais a sua comitiva vão no meio das pessoas, e uma pequena multidão de jornalistas e repórteres não tiram a câmara e o microfone da sua cara. Um popular aproxima-se e toda a parafernália fica entre os dois, sempre a gravar. O objectivo: encontrar qualquer palavra inconveniente, qualquer gesto menos consentâneo, numa gravação em contínuo que impede qualquer contacto genuíno e intimida muitos. A grosseria e a má educação dos jornalistas, atropelando-se uns aos outros e toda a gente para passar à frente, sempre na esperança da desejada inconveniência para gravar, é total. Depois, horas e horas de gravação vão para o lixo, se não houver nada de pitoresco. O jornalismo é de ataque e caça. (Continua.) (url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) Todas as salas cheias estão vazias – O jornalista diz, “neste sítio, em que é fácil encher a sala, A ou B discursaram para os fiéis”. A câmara evita mostrar a enchente, ou diz que se trata de “uma pequena sala”, ou há grandes planos sobre os lugares vazios. Aqui, como em muitas outras coisas é fácil ver as preferências pessoais e políticas do jornalista conforme escolhe a garrafa meia cheia ou meia vazia. (Continua.) (url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) A entrevista aos populares – Chega-se a uma localidade, a um jantar de campanha, a um comício, a um ajuntamento, escolhe-se a pessoa que mais pareça boçal, alheia a tudo, idosa, e vai-se perguntar se está ali para “apoiar A ou B”, se sabe quem é este ou aquele, e está feita a peça. Se um popular não responder com ignorância, procura-se outro, até se encontrar alguém que dê a resposta certa qualquer coisa do género “ó minha senhora eu não sei, disseram-me para vir aqui e eu queria passear e vim”. Se alguém se mostra articulado e souber muito bem o que está lá a fazer, não tem interesse, fica pela montagem da peça. Conclusão: tudo é falso na acção política e os populares estão arregimentados. (Continua.) (url) (url)
EU COMPREENDO, MAS...
Eu compreendo que o Presidente da República, até pelas coisas graves que tem certamente para dizer face aos ataques que lhe têm sido dirigidos, não queira falar em período eleitoral. O que diria perturbaria e muito o período eleitoral. Mas temo que só depois das eleições é que se vá saber demasiadas coisas sobre esta governação e sobre o Primeiro-ministro. E temo que isso seja um fardo muito difícil de gerir, ganhe quem ganhar as eleições. Seja no caso Freeport, seja na questão da eventual espionagem aos seus opositores, seja no ataque à TVI e ao Público, seja nos múltiplos negócios que estão por esclarecer, da OPA da Sonae à crise do BCP e à interferência da CGD, seja no caso BPN e nos nunca esclarecidos movimentos do dinheiro da Segurança Social, seja na tentativa de compra da PT da Media Capital e etc,. etc. Um etc. demasiado grande. (url) TUDO ESTÁ A MUDAR, TUDO ESTÁ NA MESMA (2): REGRAS DA CAMPANHA TELEVISIVA ![]() Nada é permanente, salvo a mudança. (Heráclito) Temas – Não vale a pena fazer nada em campanha que não tenha a ver com o pingue-pongue do tratamento jornalístico. Podem-se discutir as coisas mais sérias, a agricultura, a situação económica, a defesa, as relações externas, durante 5 horas que é como se nada acontecesse. Não tem interesse jornalístico, não existe. Os jornalistas podem estar à porta enfadados, mas estão apenas à espera que o dirigente partidário responda a um remoque da véspera ou a uma notícia da manhã. Tudo para ser esgotado em 24 horas, substituído por outro incidente casuístico do mesmo tipo. Relato jornalístico assente exclusivamente no pingue-pongue - A responde a B e B responde a A, tem notícia certa e depois comentário de denegação também certo: “hoje o dirigente A ou B respondeu a C ou a D, mantendo a polémica do X”. E, depois de se fazer o mal, vem a caramunha: “enquanto os portugueses vêem o desemprego crescer, os políticos trocam insultos...”, ou a variante mais culta em editoriais e debates: “a campanha eleitoral é paupérrima, não se discutem os problemas do país, só há trocas de insultos e incidentes.” (Continua) (url) Un homme épouvantable entre et se regarde dans la glace. " - Pourquoi vous regardez-vous au miroir, puisque vous ne pouvez vous y voir qu'avec déplaisir ? " L'homme épouvantable me répond : " - Monsieur d'après les immortels principes de 89, tous les hommes sont égaux en droit ; donc je possède le droit de me mirer ; avec plaisir ou déplaisir, cela ne regarde que ma conscience. " Au nom du bon sens, j'avais sans doute raison ; mais, au point de vue de la loi, il n'avait pas tort. (Baudelaire) (url)
© José Pacheco Pereira
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