| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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15.4.09
(url) EARLY MORNING BLOGS 1537 - The Cold Clear Spring at Nanyang A pity it is evening, yet
I do love the water of this spring seeing how clear it is, how clean; rays of sunset gleam on it, lighting up its ripples, making it one with those who travel the roads; I turn and face the moon; sing it a song, then listen to the sound of the wind amongst the pines. (Li Po traduzido por Rewi Alley) (url) 14.4.09
(url) ÍNDICE DO SITUACIONISMO (86): SEM VERGONHA NENHUMA, SEM DISFARCE ![]() A questão do situacionismo não é de conspiração, é de respiração. E, nalguns casos, de respiração assistida. Se alguém tivesse dúvidas sobre a governamentalização da RTP e da evidente intencionalidade política do seu noticiário, - e eu acho que praticamente ninguém tem -, poderia tirá-las hoje. Compare-se o modo completamente distinto como a RTP tratou o lançamento da candidatura de Vital Moreira e de Paulo Rangel, repescando, no caso do PSD, para passar a seguir à sua apresentação, ainda este estava a falar, uma frase de Marcelo com quinze dias, mas que serve para neutralizar o anúncio, ou para o tornar contraproducente. Trabalho profissional, política de assessor de imprensa do PS, que nada tem a ver com o jornalismo. Esta gente não brinca em serviço. Já não tem vergonha e nem sequer disfarça. * Após ler os seus posts mais recentes, dei por mim a reflectir na prestação mediática do nosso primeiro-ministro. Assim, enquanto cidadão atento à actualidade, a sensação que tenho é que o nosso primeiro-ministro pouco trabalha para resolver os problemas nacionais. (url)
(url) O MOMENTO CHÁVEZ DE HOJE Bingo! Para o telejornal das 13 horas, às 13.24, cá veio o previsto "momento Chávez" sobre o "antes e depois" (dele, Socrates). A sessão no tribunal de Sintra já também serviu para a manhã, deu origem a uma longa reportagem laudatória da RTP, com entrevista ao Ministro e uma brevíssima passagem sobre as críticas. Mas o prato principal servirá para o Telejornal da noite. (url) (url) EARLY MORNING BLOGS 1536
I often wished that I had clear, For life, six hundred pounds a-year, A handsome house to lodge a friend, A river at my garden's end, A terrace walk, and half a rood Of land, set out to plant a wood. (Swift imitando Horácio, 1714) (url) 13.4.09
O MOMENTO CHÁVEZ DE AMANHÃ ![]() Um amigo meu jornalista enviou-me o "momento Chávez" de amanhã: O primeiro-ministro José Sócrates preside, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, à inauguração da maior farmácia pública nas instalações de um hospital, numa cerimónia que conta ainda com a presença da ministra da Saúde, Ana Jorge, e do secretário de Estado Adjunto e da Saúde. A cerimónia realiza-se, pelas 10h30, nas novas instalações da farmácia, junto ao Serviço de Urgência Central do hospital.Horário certo (para os telejornais das 13 horas, os mais vistos pelos reformados e idosos) e "cerimónia" certa. Tem toda a razão. É tudo tão previsível... (url) Autocolante e fotografia do estado actual do Cavalete do Poço de S. Vicente aí reproduzido. O Centro Revolucionário Mineiro foi o resultado da ocupação das instalações da Companhia das Minas de S. Pedro da Cova (encerradas desde 1970) em Julho de 1975. O Centro foi uma típica organização "revolucionária" dos anos do PREC, que teve um papel muito activo na recuperação da memória do trabalho mineiro e das lutas sociais com ele associadas. A obra de Serafim Gesta (Mazola), parte da qual editada pelo Centro, retrata os aspectos da história mineira que até 1974 a censura não permitia que se conhecessem. Na biblioteca existem as seguintes brochuras:
Clarinda Santos, Professora da Escola Secundária de S. Pedro da Cova, Gondomar, enviou-me um conjunto de informações sobre o estado actual do património mineiro e dos esforços que estão a ser feitos para salva-lo: Como sabe, durante muitas décadas S. Pedro da Cova, em Gondomar, foi um lugar relevante para a história industrial e laboral do país devido à actividade extractiva das minas de carvão encerradas em 1972. O complexo mineiro que restou está no mais completo abandono e levanta para a freguesia sérias questões não só de identidade cultural e histórica inerentes ao pouco empenho que as entidades públicas sempre demonstraram pela preservação do património local – nomeadamente a protecção e classificação do complexo mineiro, em especial o chamado Cavalete do Poço de S. Vicente que se encontra já sinalizado pelo IGESPAR ( antigo IPPAR) como imóvel de interesse público e exemplar único da arqueologia industrial mineira no país -, mas também no que ao ambiente diz respeito, uma vez que a área envolvente do dito complexo, em grande parte, corresponde uma lixeira. Foi criado há pouco tempo um Movimento Cívico em Defesa do Património Histórico – cultural de S. Pedro da Cova com o objectivo de pressionar as entidades competentes para a devida classificação do Cavalete e a criação de um verdadeiro museu mineiro que conte e preserve a história desta freguesia gondomarense, uma parcela de território nacional económica, social e culturalmente das mais deprimidas. O Movimento foi criado por pessoas da terra, professores ( entre os quais me incluo) e gente vária que reconhece o valor do património que pouco a pouco vai definhando sem que nenhuma medida se tome. Existe uma petição e um blogue sobre o património de S. Pedro da Cova. Fotos e chapas dos mineiros de S. Pedro da Cova. (url) O MOMENTO CHÁVEZ DE HOJE O primeiro-ministro, José Sócrates, explicou hoje que a crise económica e financeira levou o Governo a antecipar o plano de requalificação do parque escolar e anunciou que este ano as obras vão chegar a 100 escolas secundárias do país. "Não há melhor forma de combater a crise do que fazer mais investimento público em escolas. É o melhor investimento no nosso futuro", sublinhou José Sócrates, num discurso feito hoje depois de uma visita à Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, que está a ser alvo de obras no valor de 8,5 milhões de euros.Respeitosamente referido pela RTP às 13 horas (com a habitual conjugação de notícia de estúdio e "directo", incluindo uma longa intervenção de Sócrates no púlpito), e citado na imprensa. Não há qualquer notícia aqui. Já houve "momentos-Chavez" exactamente iguais, mesmo tema, mesmo anúncio, mesmo "programa", mesmo cenário, mesmas palavras. Não tem importância, a repetição tem vantagens na propaganda. Amanhã haverá outro "momento Chávez", tão certo como 2 e 2 serem 4. (url) (url)
(url) TEM MESMO A CERTEZA DE QUE NOS DIAS DE HOJE EXISTE UM GOVERNO EM PORTUGAL? Se eu fosse a si não teria. Não me refiro a alguma agitação dos ministros, a algum despacho que saia daqueles edifícios, à actividade dos assessores de imprensa, ao fluxo perene de dinheiros e subsídios para mil e um beneficiados. Mas alguém sabe o que fazem a maioria dos ministros face aos problemas dos seus sectores? Sabe-se do ministro do Trabalho, justiça lhe seja feita, e mais um ou dois ministros. Mas a Educação está bloqueada, o Ambiente não existe, a Cultura ninguém se lembraria que é um ministério, se não fosse Manuel Maria Carrilho lembrar que o devia ser. O ministro da Administração Interna vai chegar ao termo das suas funções sem perceber que não é ministro da Justiça, e sem perceber o significado da palavra segurança. O ministro da Justiça nem sequer preside a um ajuntamento de corporações em guerra umas com as outras, porque nem o lugar de presidente da mesa lhe deram. O Ministro das Finanças, um dos pilares fundamentais deste Governo e que podia apresentar obra, assiste agora à demolição quotidiana do que tinha conseguido com pretexto na crise, e, como já o admitiu, governa pelas estrelas. ![]() Há um governante que trabalha muito. O ministro dos Assuntos Parlamentares, que tutela a televisão, a rádio e a propaganda. No seu ministério e no gabinete do primeiro-ministro, trabalha-se 24 horas por dia e em todos os azimutes. Seria, aliás, interessante saber se um blogue anónimo "corporativo" feito por assessores usando arquivos governamentais e que tem o objectivo de popularizar os temas da propaganda, fazer contrapropaganda e desinformação bastante profissionalizada, se bem que sem grande sucesso, depende desse ministro ou do gabinete do primeiro-ministro. Aí trabalha-se em tempo quase real, mas governar só residualmente. No Governo está tudo em estado de estupor. Estudar os assuntos, identificar e resolver os problemas, implementar um programa, fazer qualquer coisinha por um país que está numa profunda, muito profunda crise, não se usa nem se pratica. A culpa salvífica é da "crise", que é tratada como uma desculpa útil e pouco mais. Há dois dias aconteceu mais um exemplo daquilo que digo. Liga-se a televisão e lá vem o habitual "momento Chávez" quotidiano do primeiro-ministro. Já toda a gente percebeu que o primeiro-ministro incorpora todos os dias na sua agenda um pretexto para um comício de três ou quatro minutos no prime time televisivo, que tem como objectivo ou a propaganda directa de si próprio ou do seu Governo, ou uma resposta às críticas da oposição. Todos os dias, insisto, todos os dias, a narrativa da propaganda governamental desenrola-se aos nossos olhos como se fosse uma notícia, quando é apenas um puro tempo de antena. Se estivéssemos num país em que a comunicação social se regesse por critérios jornalísticos, como não há qualquer conteúdo informativo, o primeiro-ministro ficaria a falar para os seus convidados de casting. Ou, pior ainda, as suas declarações seriam tratadas no âmbito do puro conflito político e seguidas de uma resposta nos mesmos termos noticiosos da oposição. Mas cá, estes "momentos Chávez" são tratados como matéria informativa e noticiosa e passados com reverência, em particular pela RTP. Por isso, a malfeitoria e o abuso são recompensados. Por isso, todos os dias o staff do primeiro-ministro prepara-lhe uma TV opportunity, porque já não estamos em tempo de photo opportunities. São precisas imagens em movimento, luz e cor. E como para o primeiro-ministro esta é a verdadeira "saída para a crise", ele desloca-se onde for preciso, gasta o tempo que for preciso, apenas para aparecer às oito horas num telejornal, fresco e desempoeirado, a anunciar coisa nenhuma, a fazer coisa nenhuma, a não ser propaganda. Propaganda que todos pagamos e muito caro, através dos nossos impostos.Se fizermos uma antologia destes "momentos Chávez", e um dia ela será feita, percebe-se muito bem a montagem, a cuidada preparação da colocação do homem, o vestuário, a voz e o discurso, o sítio onde são permitidas as câmaras, o controlo absoluto do cenário para que não haja qualquer interrupção, qualquer incomodidade, qualquer pergunta impertinente que estrague o objectivo do acto de propaganda. É por isso que a meia dúzia de manifestantes da CGTP à entrada perturbam tanto o primeiro-ministro. Escolhem-se as montanhas bravias sobre os vales dos rios que serão destruídos, para falar das barragens, as máquinas de uma fábrica para falar dos subsídios à indústria. Preparam-se uns powerpoints, ou, melhor ainda, uns filmes com efeitos especiais de computador para que se reforce a imagem positiva do que se anuncia, como se tudo já estivesse feito. As televisões obedientes e acríticas passam-nos, apesar de serem puro tempo de antena. Ninguém se questiona. Jornalistas formados numa escola de espectáculo e marketing acham normal passar propaganda em vez de darem notícias. Não vemos se a barragem existe, ou se o estaleiro já está avançado, não vemos se a fábrica está a laborar em pleno, ou se os operários vivem de um peculiar subsídio de desemprego a que se chama "formação", não vemos quase nada, porque não há nada para ver. Os anúncios de boca cheia sucedem-se uns aos outros, os prazos são sempre para amanhã, os beneficiários envolvidos são sempre milhares, mas não conta para nada que os anúncios não passem de anúncios - a energia das ondas está em terra, avariada, tudo indica que, definitivamente; as minas de Aljustrel, que já deviam estar a laborar, promessa e prazo do primeiro-ministro, não se sabe quando começam a fazê-lo; a Qimonda já estava salva nas respostas bélicas e arrogantes no Parlamento, mas está fechada; o aeroporto da Ota já tinha um filme com os aviões a levantar do Oeste, mas não há aeroporto nenhum, não é no Oeste, nenhum avião de lá levantou e ainda nada começou; os telespectadores já viram a alta velocidade a voar sobre carris, e um filme do tipo da Guerra das Estrelas (ou será a Toy Story?) com os comboios moderníssimos a entrar em estações mais ou menos espaciais. Espreme-se e sai quase nada de um governo que teve excepcionais condições para fazer obra.Quando uma coisa não corre bem, é rapidamente esquecida para que apenas a memória das boas imagens subsista intacta. O Magalhães começou a dar problemas, acabaram as sessões de entregas e avançou o silêncio. Qualquer pessoa conhecedora dos problemas do nosso ensino, das nossas escolas, da pedagogia no ensino básico, da nossa condição social, do tipo de problemas de manutenção e do ritmo da renovação tecnológica sabe do enorme desperdício que é o programa Um Aluno Um Computador naquelas idades e com aquelas ideias num ambiente de completa impreparação. Sabe que a maioria dos computadores distribuídos está longe, muito longe, de ter servido para qualquer dos objectivos pretendidos, porque à cabeça todo o programa era desadaptado, foi feito em cima do joelho para servir a propaganda governativa, e, daqui a um ano, tudo já estará obsoleto ou avariado. O dumping de um computador do Terceiro Mundo para um país europeu, que é o que significou o Classmate transformado em Magalhães, talvez permita vender os restos à Líbia ou à Venezuela, mas neste último caso já se percebeu que será quase a fundo perdido. Silêncio. É por isso que poucas coisas revelam mais esta ausência de governação no meio de um crise gravíssima do que um primeiro-ministro que mais uma vez foi à Central Fotovoltaica da Amareleja, a pretexto de uma visita de estudantes estrangeiros numa iniciativa paga pelo próprio Governo (o ministro da Economia considerou má educação querer saber quanto custou), e que funcionaram como casting para a sua aparição diária na televisão. Como é óbvio, falou em português para estudantes que não percebem a língua, mesmo sendo suposto haver tradução. Mas não era para eles que falava, era para nós. Era o "momento Chávez" de dia. Aquilo a que hoje se resume a governação.
(url) EARLY MORNING BLOGS 1535 - Out Where The West Begins
Out where the handclasp’s a little stronger, Out where the smile dwells a little longer, That’s where the West begins; Out where the sun is a little brighter, Where the snows that fall are a trifle whiter, Where the bonds of home are a wee bit tighter, That’s where the West begins. Out where the skies are a trifle bluer, Out where friendship’s a little truer, That’s where the West begins; Out where a fresher breeze is blowing, Where there’s laughter in every streamlet flowing, Where there’s more of reaping and less of sowing, That’s where the West begins; Out where the world is in the making, Where fewer hearts in despair are aching, That’s where the West begins; Where there’s more of singing and less of sighing, Where there’s more of giving and less of buying, And a man makes friends without half trying— That’s where the West begins. (Arthur Chapman) (url) 12.4.09
(url) (url) EARLY MORNING BLOGS 1534 - Five Little Easter Eggs Five little Easter eggs, lovely colors wore;
(hold up five fingers) Mother ate the blue one, then there were four. (bend down one finger) Four little Easter eggs, two and two, you see; Daddy ate the red one, then there were three. (bend down next finger) Three little Easter eggs, before I knew, Sister ate the yellow one, then there were two. (bend down next finger) Two little Easter eggs; oh, what fun, Brother ate the purple one, then there was one. (bend down next finger) One little Easter egg; see me run! I ate the very last one, and then there were none. (bend down last finger) (Anónimo) (url) Envio fotos tiradas hoje no Porto a um OutDoor da campanha de Elisa Ferreira e que em meu entender reflectem o que vai na alma do PS local.. Assim. o logo PS do outdoor, já de si minusculo foi cirurgicamente retirado.... Trata-se de um outdoor que fica num bairro social numa transversal de Antunes Guimarães. (Nuno Granja) (url)
© José Pacheco Pereira
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