| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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19.8.07
LENDOVENDO OUVINDO ÁTOMOS E BITS de 19 de Agosto de 2007 A página do Governo (citada em baixo) onde se apelava à participação na Ecotopia foi retirada de linha. (Muita coisa aconteceu neste domingo moroso...) Isto não isenta a responsabilidade do Governo na sua existência, e no compromisso que ela traduz. Falta também saber se o Governo subsidiou directa ou indirectamente a Ecotopia e porque razão os meus impostos servem para pagar estas palhaçadas. Sim porque a leitura dos documentos da Ecotopia não enganam ninguém na mistura de causas radicais, new age anti-cíentifico, misturado com um clima de utopia de acampamento com "democracia directa". Mambo jambo ideológico radical deste género: Sempre quero saber qual é a minha "ecotaxa". * ![]() Se eu acreditasse em fadas, duendes de jardim e outras entidades do género, também achava que tudo o que se passou colocou na "ordem do dia" a questão dos transgénicos. Sucede que não acredito. Bem pelo contrário, o que foi colocado na "ordem do dia" foi a desordem pública, o comportamento de grupos como os "verdeufémios", as suas relações e financiamentos, o comportamento das autoridades e do Governo face ao crime, a apatia da polícia, o papel do BE, etc., etc. Ou seja, exactamente aquilo que povoa os pesadelos mais negros do ecologismo radical e militante e dos grupos políticos que o suportam, exactamente aquilo que eles não desejavam. É por isso que Miguel Portas já apareceu três vezes a explicar-se e ainda aparecerá mais. * Mais abaixo nesta nota escreveu-se: "Governo continua calado e mudo, o seu estilo habitual até que seja obrigado a falar. Falará." Falou: um comunicado do MAI, distribuído hoje à hora do almoço, diz que (cito) Muito bem. Foi tarde, foi resultado da pressão, mas está bem. A única coisa que continua por se saber é a razão do comportamento da GNR que afirma que "desenvolveu as medidas tendentes a repor a ordem pública, defendendo pessoas e bens com respeito pelos princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade que regem a acção da polícia", o que não é verdade. O comunicado do MAI refere que "as forças de segurança têm obrigações legais e instruções precisas, do Governo e dos respectivos comandos, para reagirem a esses actos ilícitos, obedecendo aos princípios constitucionais e tendo em conta as condições operacionais de cada caso", mas é omisso quanto a se saber se, neste caso, essas "obrigações" foram cumpridas. Até porque convinha que não deixassem o dono da herdade na situação de ficar com os prejuízos e estes serem assacados a um grupo de estrangeiros que entretanto desapareceram nas fronteiras. * As férias devem fazer muito mal aos partidos, que entendem manter-se calados nesta questão. As razões são várias: muito incómodo para o BE, agora que quer dar uma imagem "des-revolucionária"; menos incómodo, mas mesmo assim algum, para o PCP; os "Verdes" não existem e por isso não contam; o PP deve estar algures a bronzear-se, e os seus blogues simpatizantes entretêm-se a transformar isto numa coisa folclórica com o BE, deixando o Governo folgar. O Governo agradece a todos.* Um dos sectores em que é maior a falta de transparência na utilização de dinheiros públicos, é o dos financiamentos públicos de ONGs e de toda uma rede de associações e grupos, que proliferam por aí, apresentando-se como independentes, mas cumprindo agendas políticas, quase sempre radicais. As "causas" são conhecidas, o racismo (o SOS Racismo por exemplo), o apoio aos imigrantes, ou o ambiente . A Ecotopia, de onde veio o assalto ao campo de milho, tem locais na Rede que omitem quaisquer referências aos financiamentos, mas denotam no entanto uma actividade profissionalizada a nível nacional e internacional (*). No caso da Ecotopia esta é anunciada pelo Governo que aconselha os jovens a participar, pelo que também aqui há perguntas a fazer ao Governo sobre que tipo de actividades patrocina e se, directa ou indirectamente (através de associações participantes), não está envolvido no " dia de acção contra os transgénicos".(*) A nível internacional são importantes os financiamentos da Comissão e do Parlamento Europeu, em particular através dos Grupos Políticos Europeus. * A invasão e destruição do campo de milho transgénico continua o seu curso. O Governo continua calado e mudo, o seu estilo habitual até que seja obrigado a falar. Falará. O Público que ontem tinha a reportagem mais interessante, hoje não diz quase nada. Dirá. O Diário de Notícias, pelo contrário, dedica o editorial ao tema e entrevista, sob a forma da entrevista-apertão, Miguel Portas.Ambos são interessantes, o editorial e a entrevista. O editorial tem um título bizarro "Ser ambientalista também tem limites", como se houvesse alguém que pensasse que"ser ambientalista" é uma actividade tão estruturalmente boa, uma manifestação tão intacta e lustral do Bem, que há que lembrar que... "também tem limites". Mas depois diz, com clareza, que "o que fizeram é crime e deve ser punido como tal" e refere "a intervenção frouxa da GNR no terreno" e "a responsabilidade dos tribunais". Faltou referir que a GNR tem uma cadeia de comando e alguém deve reponder pelo que se passou, e que os "tribunais" estão no fim de um processo que antes disso passa pela PGR, que, habitualmente tão loquaz, permanece em silêncio. Em seguida volta-se para Miguel Portas, para fazer render a entrevista: "será que Miguel Portas está a convidar ladrões e "ocupas" para lá irem a casa?". Se aceitarmos o que diz na entrevista, está. Imaginemos que "as novas conflitualidades emergentes chegaram a Portugal" (o grau de cegueira e wishfull thinking de frases como esta é total...) e que uma dessas "conflitualidades" é combater que haja deputados portugueses no Parlamento Europeu, uma espécie de representação transgénica. E que eles resolvem fazer uma "acção espectacular que coloca na agenda o problema", ocupando a casa de Miguel Portas destruindo-lhe o recheio. Como essa acção seria limitada à casa de Portas a ele se aplicaria o que diz dos eventos de Silves: "Eu dissociar-me-ia de acções como as de Silves se elas se tornassem sistemáticas, se eles passassem a queimar tudo quanto são campos de milho transgénico. A minha simpatia parte da convicção de que a acção foi simbólica.Ou seja "Miguel Portas está a convidar ladrões e "ocupas" para lá irem a casa" fazerem "uma "acção simbólica" que "coloque na agenda o problema". * Repare-se que a acção foi anunciada na "VISAO" de 2 de Agosto. Leia-se no artigo " O ecotopia passa por aqui"., pag.92, : Dia de acção contra o cultivo de transgénicos, com acções descentralizadas, directas e criativas". Não criativo, repetição, foi o uso de tambores ( os mesmos?) como apoio musical ...Já foram usados, pelo menos em Sines fins de julho, numa acção de "teatro de rua" contra a poluição, Organizada BE. Etiquetas: Verdeufémia (url)
© José Pacheco Pereira
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