| ABRUPTO |
semper idem Ano XIII ...M'ESPANTO ÀS VEZES , OUTRAS M'AVERGONHO ... (Sá de Miranda) _________________ correio para jppereira@gmail.com _________________
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20.8.07
A DEMOCRACIA, A LIBERDADE, A ORDEM PÚBLICA, A INTELIGÊNCIA, O GOVERNO E OS "VERDEUFÉMIOS" 1 ![]() Foi penoso ver o MAI na SICN, mas o que disse mostra à evidência que o que aconteceu em Silves está longe de ser esclarecido. Em duas coisas, entre muitas, o MAI ou não sabe ou enganou-nos. Uma é muito simples: a Ecotopia não é uma iniciativa da Faculdade de Ciência e Tecnologia, e espero que a universidade não se coíba de o esclarecer. Já é a segunda vez hoje que um responsável governativo quer deitar-nos poeira nos olhos com esta falsa informação. Percebe-se bem que o Governo queira esconder o seu papel no financiamento do GAIA (na sequência dos governos anteriores), agora que a coisa correu mal. O Ministro da Agricultura anunciou um comunicado sobre isto, mas deve ser tão difícil de fazer, que ainda não viu a luz do dia. Na verdade, o que importa saber não é se o GAIA ainda não receeu este ano (porque todos os subsídios estão atrasados), mas se o que aconteceu nos últimos onze anos tinha mudado e este ano não iria haver subsídio ao GAIA e porquê. Segundo, é o mais grave e o mais complicado: as explicações do MAI sobre o comportamento da GNR são contraditórias, confusas e desresponsabilizadoras. Porque, por muita volta que se dê, houve uma violação da ordem pública na presença da GNR. E se foi na sua ausência, então ainda pior. O que o MAI diz é que a GNR acompanhou a manifestação (era legal a manifestação? Não sabemos), e isso vê-se nos filmes da televisão. Vê-se os manifestantes em fila enquadrados pela GNR. Depois de chegarem ao terreno, pelos vistos, a GNR foi-se embora e não viu nada. Só regressou dez minutos depois de ser chamada pelo agricultor, já a plantação estava destruída. Parece absurdo? É absurdo. E ainda mais absurdo é querer-nos convencer que isto foi normal. * O que se soube na entrevista do MAI: apenas seis pessoas foram identificadas. * Fiquei a saber que posso ir para a rua embuçado riscar carros, furar pneus e partir vidros, que não sou preso porque é um "crime semi-público" e precisa de queixa do lesado. Parece-me que há aqui alguma coisa que não encaixa e apelo aos leitores que são juristas que me expliquem por que razão não pode haver detenções. É que me pareceu haver uma habilidade do MAI que , quando perguntado sobre por que razão não havia detenções, respondia sempre "para uma detenção se manter era preciso haver queixa..." Ora uma coisa é haver detenções e outras é "manterem-se". * Tudo isto se resume a um tema a que o José Pacheco Pereira se tem referido vezes sem conta: Uma completa dissociação de realidades entre o jovem pós-urbano e o mundo rural, não menos jovem, mas com a vida bem talhada no rosto já aos 30 anos. Esta diferença entre a 'província' e a 'cidade alternativa' vai-se agudizando, e pode assumir proporções bem mais sérias, com fracturas reais e profundas no país, a uma grande distancia das pseudo causas fracturantes que o povo atura e de certo modo respeita. Etiquetas: OGMs, Verdeufémia (url)
© José Pacheco Pereira
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