ABRUPTO

14.2.05


A MORTE DA IRMÃ LÚCIA

foi tratada pela Igreja com reserva e comedimento, atitudes que correspondem certamente à vontade da própria Lúcia. Esta posição está em contraste com os políticos como Santana Lopes e Portas, mais o primeiro que o segundo, que a estão a transformar indirectamente num acto de campanha – é um completo contra-senso suspender a campanha por “luto” de dois dias, como será a proclamação, cada vez mais banalizada, de luto nacional. A separação institucional entre o Estado e a Igreja implica alguma moderação, e não é líquido que à Igreja agradem muito estas manifestações de dramatização alheia de oportunidade.

Nota: vim agora a saber que o PS também vai a reboque. Está tudo a voar baixinho, sem o mínimo de solidez de pensamento e ... vergonha.

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Espanta-me um pouco a teoria de que por separação entre Igreja e Estado se entenda que tudo o que vem da Igreja seja para combater e contrariar porque senão não temos uma verdadeira separação. Dou um exemplo: parece que o estado defender a família é simplesmente condenável porque a Igreja defende a família. Como tal o estado tem que se preocupar com os direitos dos homossexuais, com a liberalização das drogas, com os divórcios, com o aborto mas nunca com a família. Recordo aqui uns amigos investigadores universitários que tiveram o apoio a um trabalho recusado por um instituto estatal por ser "tendencioso". Isto porque pretendia analisar em que ponto a família é importante para o equilibrio psicológico dos individuos... O mesmo instituto financia estudos sobre a homossexualidade...
Digo-lhe mais. A irmã Lúcia é provavelmente a figura mais importante portuguesa do Séc XX. Ficará sempre para a história do nosso pais. É preciso olhar para a história e perceber o que fica para o futuro. Se estivessemos a falar de Eusébio, Amália, Mário Soares então o país deveria parar tudo, o luto nacional seria completamente justificado e até se exigiria as maiores homenagens. Quanto à irmã Lúcia essa faz parte da Igreja e por isso há que esquecê-la e apagar a sua imagem em nome da célebre separação. Não será por atitudes dessas que as pessoas se sentem tão "separadas" do Estado?
(Pedro Alvito)

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Como seu leitor e apreciador lamento os infelizes comentarios á morte duma pessoa que é mais conhecida no mundo que Portugal O Snr. Quando morrer ninguem o conhece a naõ ser meia duzia de escribas seguidistas .A sua morte não figurará na historia .

O seu pedestal caiu e dum ilustre pensador mergulhou nas hostes que apedrejam quem tem fe e acredita no sobrenatural .

Para o Snr é dia de luto nacional a morte duma fadista ou por um qualquer corrupto mundano que morra algures e seja um idolo para o Snr.

Veja as televisões de todo o mundo ..Noticiam com respeito e não brejeirices em ambiente gastronomico de porco preto.

Infelizmente igual a tantos que não respeitam credos nem convicções .Igual a si proprio ,na sua crença e nos comentarios .

Menos um a ler o seu jornal de parede... Triste figura no declinio irreversivel em que se lançou Passe bem e continue a falar para o seu ego.
(João Moreno)

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© José Pacheco Pereira
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