ABRUPTO |
correio para
jppereira@gmail.com
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31.8.06
21:05
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM MARCHEGG BANHOF, A�STRIA Tirei esta foto em Julho de 2006 na cidade austr�aca de Marchegg Banhof a 1km da fronteira com a Eslov�quia e frente � fabrica da Volkswagen. Asfaltavam a rua em frente da �vivenda Lisboa� onde passo f�rias. (Lu�s Falc�o da Fonseca)
20:56
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: PERGUNTA ![]() No �trio das Chegadas do Aeroporto da Portela, est�o tr�s m�quinas, separadas por meia-d�zia de metros: Uma ATM, um quiosque de informa��es da Direc��o Geral de Transportes Terrestres e um posto-p�blico (mas pertencente a uma empresa privada) para navega��o na Internet. H� ainda, ali perto, carrinhos para crian�as (que funcionam com moedas), m�quinas diversas (de venda de chocolates, de �guas e de refrigerantes), al�m das de pagamento do parque de estacionamento. Sucede que, de todas estas m�quinas, h� uma (e s� uma) que n�o funciona. Como, h� cerca de um ano, j� estava assim, perguntei a uma funcion�ria da ANA o que se passava. Sorriu, e respondeu-me que �Normalmente N�O funciona�. A pergunta (que, por ser demasiado f�cil, n�o tem direito a pr�mio) �: a qual dessas m�quinas me estou a referir? Uma "dica": segundo se l� numa etiqueta, foi co-financiada pelo POSI (e POR SI) e pelo FEDER. (C. Medina Ribeiro)
20:52
(JPP)
Nunca o senhor Orestes Handy de S�o Jo�o imaginou que o seu exemplar de Os Lus�adas, comprado em Boston em 16 de Fevereiro de 1867, e deixado em legado � Universidade de Stanford estaria dispon�vel para leitura e c�pia para qualquer pessoa no mundo. Bendito mercado que leva Google Books a pensar que poder� fazer dinheiro oferecendo Os Lus�adas de gra�a. (Lu�s Teixeira) Descri��o em portugu�s. (Nuno M. Cabe�adas)
20:02
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO PORTO, PORTUGAL
Casa da M�sica, no Porto, onde se procede � limpeza dos vidros - tirada ontem � tarde. (Jos� Manuel de Figueiredo)
18:51
(JPP)
Actualizada a nota LENDO / VENDO / OUVINDO �TOMOS E BITS de 25 de Agosto de 2006 com o coment�rio do jornalista Filipe Campos Ferreira respons�vel pelo directo da SIC feito na Azinhaga dos Besouros.
18:39
(JPP)
DEVE HAVER CONFUS�O COM A RESOLU��O 1701... ![]() Fico a saber que a for�a que vai para o L�bano � uma companhia de engenharia, e segundo o ministro foi enviada "num contexto humanit�rio". Sempre apoiei o envio de tropas da UE, a come�ar pelas portuguesas, para implementar a Resolu��o 1701 das Na��es Unidas... mas tanto quanto eu sei a miss�o da UNIFIL n�o � propriamente humanit�ria, nem tem como objectivo "reconstruir" o Sul do L�bano. O seu objectivo n�o � constru��o civil, mas garantir que o Governo do L�bano �exer�a a soberania plena de modo a que n�o haja a� armas sem consentimento do Governo do L�bano�, e o �desarmamento de todos os grupos armados no L�bano (�) de modo a que n�o haja armas ou autoridade no L�bano que n�o sejam as do Estado L�ban�s.�
18:12
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 31 de Agosto de 2006 V�rios dias de jornais, muitas e variegadas coisas. Um jornal morto, o Independente, o que � sempre mau. N�o importa que se concorde ou discorde, e o Independente teve coisas muito m�s e coisas muito boas, mas quando acaba um jornal fica-se sempre mais pobre. Posso agora arrumar a colec��o integral do Independente no arquivo morto, mas tenho a certeza que continuarei a consulta-la. Agora que um jornal morreu, continuo perplexo com a vida de outros. Como � que o Seman�rio sobrevive? N�o lhe desejo nada de mal, mas � para mim um mist�rio a sua continuidade sem jornalistas, sem leitores e sem anunciantes. * Hoje no Di�rio de Not�cias uma grande entrevista a M�rio Soares, que h� muitos anos d� a este jornal as suas melhores entrevistas. N�o importam todas as discord�ncias, quer com a sua campanha presidencial recente, quer com as opini�es sobre pol�tica internacional que mais uma vez reitera. H� uma coisa que s� Soares podia dizer de si pr�prio, aquilo que � ao mesmo tempo a sua for�a e a sua puls�o para s� se ouvir a si pr�prio e fazer asneiras, a sua fus�o �nica de virtudes que s�o ao mesmo tempo defeitos e vice-versa: "Sou resistente, tenho uma carapa�a s�lida. N�o sou uma an�mona impression�vel, quer por qualquer cr�tica ou por um simples desaire eleitoral.". N�o, n�o � uma "an�mona", mas tamb�m o seu desaire eleitoral n�o foi "simples"... (Continua) 29.8.06
15:50
(JPP)
COISAS SIMPLES
![]() (John Frederick Peto)
10:21
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM MADRID, ESPANHA
Homem-est�tua (de barro) prepara-se para iniciar o seu trabalho em frente ao Museu do Prado em Madrid. (Pedro Oliveira)
10:16
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: A CENT�SIMA DE �LCOOL QUE FAZ NOT�CIA ![]() Vejo os telejornais na "diagonal", tal qual os jornais em papel, porque me deprimiriam se lhe desse a import�ncia que pedem. Saltito de canal quando o sangue me invade a mesa de jantar, e uma bola que rola e rola me parte a loi�a! Mas n�o deixei de ouvir com a aten��o poss�vel o disparate sobre a taxa de alcool�mia. N�o ouvi uma s� refer�ncia, nos canais que vi, ao erro dos instrumentos. Lembrar-se-�o, por exemplo, que o Euro valia 200,482 Escudos. Ter� significado, cient�fico e fisiol�gico, a cent�sima de �lcool que faz capa de TV e de Jornal nestes dias? Saber�o que um medidor digital de tens�o arterial, por exemplo, � menos fiav�l que um anal�gico? Perguntas/not�cias para ouvir, nos dias que se seguem, se n�o houver outro sangue a noticiar! (Am�lcar A.) * Considerar-se que um determinado erro � "grande" ou "pequeno" � algo que tanto pode fazer sentido como n�o fazer - depende do que estiver em causa, evidentemente. Neste caso da alcoolemia, Am�lcar A. defende que a diferen�a entre 0,57 g/l e 0,50 g/litro n�o tem significado fisiol�gico - apesar de esse facto implicar a possibilidade de a pessoa ter mais 14% de �lcool no sangue. � bem poss�vel que tenha raz�o (pois muitas das reac��es fisiol�gicas s�o aproximadamente logar�tmicas e n�o lineares); s� n�o me parece curial misturar essa argumenta��o com euros, pois se algu�m me dever � 57 euros e s� me quiser pagar � 50... eu sinto a diferen�a...
10:03
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 853 - Les mauvais artisans ![]() Ce sont, dans les vingt-huit maisons du Ciel ; la Navette �toil�e qui jamais n�a tiss� de soie ; Le Taureau constell�, corde au cou, et qui ne peut tra�ner sa voiture ; Le Filet myriadaire si bien fait pour coiffer les li�vres et qui n'en prend jamais ; Le Van qui ne vanne pas ; la Cuiller sans usage m�me pour mesurer l'huile ! Et le peuple des artisans terrestres accuse les c�lestes d'imposture et de nullit�. Le po�te dit : Ils rayonnent. (Victor Segalen) * Bom dia! 28.8.06
22:30
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM PONTE DA BARCA, PORTUGAL
Preparando a ilumina��o para as festas em Ponte da Barca. (Gil Coelho)
11:58
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 28 de Agosto de 2006 OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: rochas marcianas de um novo tipo. O mundo torna-se mais complexo. Quem disse que os diagramas n�o t�m a categoria da beleza? ![]() * No Natureza do Mal, notas e reprodu��es do cat�logo da exposi��o da Funda��o Cartier-Bresson, comissariada por Agn�s Sire, com fotos surpreendentes. Simone Beauvoir como "jeune fille" de costas e como intelectual existencialista de frente. * No Da Literatura mais uma nota cautelar sobre os sixties e a dificuldade de generalizar. Nos ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO escrevi h� algum tempo uma nota sobre a dif�cil fus�o entre o radicalismo cultural e pol�tico que se come�ou a dar nos anos � volta de 1968, sendo as ra�zes da contra-cultura radical anteriores e mesmo percursoras do radicalismo pol�tico. Este movimento a dois foi travado na d�cada de setenta pela extremiza��o dos movimentos pol�tico-estudantis (em Portugal e na Europa) e pelo fim do per�odo "liberal" do marcelismo. No entanto, depois do 25 de Abril verificou-se que tinha sido um ponto sem retorno.
10:51
(JPP)
FONTES PARA A HIST�RIA DA IMPRENSA ENQUANTO INSTRUMENTO DO GRANDE CAPITAL ![]() (De uma hist�ria aos quadradinhos de propaganda nazi, England ahoi!, publicada em Portugal nos anos quarenta durante a guerra.)
10:08
(JPP)
J Marshall Cornwall, Napoleon as Military Commander ![]() * ![]() Depois da morte de Napole�o, Jean-Baptiste Bernadotte, (veio a ser Carlos XIV, rei da Su�cia, progenitor da actual dinastia, e que tinha fama de ter uma tatuagem revolucion�ria a dizer "Mort aus rois"...) que come�ou como marechal de Napole�o e acabou seu inimigo, disse do seu mentor: "Napole�o n�o foi conquistado pelas armas. Ele era maior do que qualquer de n�s. Mas Deus puniu-o porque ele apoiava-se apenas na sua intelig�ncia, at� que esse poderoso instrumento foi levado a um ponto de ruptura. No fim, tudo se quebra."
09:30
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 852 -Un libro Apenas una cosa entre las cosas Pero tambi�n un arma. Fue forjada En Inglaterra, en 1604, Y la cargaron con un sue�o. Encierra Sonido y furia y noche y escarlata. Mi palma la sopesa. Qui�n dir�a Que contiene el infierno: las barbadas Brujas que son las parcas, los pu�ales Que ejecutan las leyes de la sombra, El aire delicado del castillo Que te ver� morir, la delicada Mano capaz de ensangrentar los mares, La espada y el clamor de la batalla. Ese tumulto silencioso duerme En el �mbito de uno de los libros Del tranquilo anaquel. Duerme y espera. (Jorge Luis Borges) * Bom dia! 27.8.06
23:45
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM CASABLANCA, MARROCOS
Mesquita de Hassan II � Casablanca - Um oper�rio a consertar os mosaicos (Raul Cesar de S�)
17:37
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM MACAU, CHINA Num andaime feito de canas de bambu, trabalhadores executam tarefas de repara��o na pira do est�dio da Taipa, palco da cerim�nia de abertura dos 1.os Jogos da Lusofonia Macau 2006, entre os dias 7 e 15 de Outubro.A fotografia foi tirada em 21 de Agosto de 2006, na ilha da Taipa, Macau. (Vasco Bismarck)
11:15
(JPP)
BIBLIOFILIA: GRANDES CAPAS
ANTES DA GRIPE DAS AVES, QUANDO OS ANIMAIS DE CAPOEIRA ERAM NOSSOS AMIGOS ![]()
10:20
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 851 - Money Quarterly, is it, money reproaches me: 'Why do you let me lie here wastefully? I am all you never had of goods and sex. You could get them still by writing a few cheques.' So I look at others, what they do with theirs: They certainly don't keep it upstairs. By now they've a second house and car and wife: Clearly money has something to do with life - In fact, they've a lot in common, if you enquire: You can't put off being young until you retire, And however you bank your screw, the money you save Won't in the end buy you more than a shave. I listen to money singing. It's like looking down From long French windows at a provincial town, The slums, the canal, the churches ornate and mad In the evening sun. It is intensely sad. (Philip Larkin) * Bom dia! 26.8.06
15:47
(JPP)
FONTES PARA A HIST�RIA DO "MODELO SOCIAL EUROPEU" ![]() ![]() Werner Kahl, Viagens do Oper�rio Alem�o, Servi�o Alem�o de Informa��es , 1941
11:17
(JPP)
BIBLIOFILIA: GRANDES CAPAS
![]()
11:11
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 850 - The House Was Quiet and the World Was Calm The house was quiet and the world was calm. The reader became the book; and summer night Was like the conscious being of the book. The house was quiet and the world was calm. The words were spoken as if there was no book, Except that the reader leaned above the page, Wanted to lean, wanted much most to be The scholar to whom the book is true, to whom The summer night is like a perfection of thought. The house was quiet because it had to be. The quiet was part of the meaning, part of the mind: The access of perfection to the page. And the world was calm. The truth in a calm world, In which there is no other meaning, itself Is calm, itself is summer and night, itself Is the reader leaning late and reading there. (Wallace Stevens) * Bom dia! 25.8.06
19:59
(JPP)
COISAS DA S�BADO 1- RESOLU��ES DA ONU DE PRIMEIRA E DE SEGUNDA ![]() N�o h� nada como ir ver o texto para perceber por que raz�o a Resolu��o incomoda tanto e tamb�m perceber as diferentes raz�es por que ela foi aceite pelos beligerantes. Tenho para mim que essas raz�es s�o evidentes: para Israel era fundamental a internacionaliza��o do conflito envolvendo outros parceiros ocidentais que n�o os EUA na seguran�a da fronteira norte de Israel, colocando-os pr�ximos daquilo que d�i no vespeiro do M�dio Oriente, ou seja pr�ximos do Hezbollah, da S�ria e do Ir�o a ver se percebem com quem Israel tem que lidar; para o Hezbollah evitava a invas�o terrestre do Sul do L�bano, que essa sim poderia levar a uma forte derrocada do seu aparelho militar para o que os ataques a�reos n�o chegam. Depois, o resto se veria. H� uma m� f� evidente nas raz�es da aceita��o por parte de ambos os lados: Israel sabe que sem agir militarmente contra o Hezbollah este nunca aceitar� ser desarmado, e coloca o problema nos amplos bra�os da Fran�a (e por interposta Fran�a na am�vel UE), e o Hezbollah quer ganhar tempo e sabe que s� muito dificilmente a for�a internacional actuar� contra ele, como j� aconteceu no passado. 2 � NADA COMO IR LER O TEXTO ![]() Ao Hezbollah pede-se que cesse todos os �ataques� e a Israel que cesse �todas as opera��es militares ofensivas�, o que j� � uma diferen�a em �diplomat�s�, embora aqui essa l�ngua n�o seja muito relevante. A seguir come�a a delinear-se a �solu��o� da �comunidade internacional� que, se for avante, muda de facto a situa��o do L�bano: � suposto que o governo liban�s assuma o controlo da sua fronteira, �exer�a a soberania plena de modo a que n�o haja a� armas sem consentimento do Governo do L�bano�, o que j� n�o acontece h� muitos anos devido � ocupa��o de facto dessa fronteira pelo Hezbollah. Mais � frente repete-se o que j� tinha sido decidido noutras resolu��es da ONU nunca aplicadas: o �desarmamento de todos os grupos armados no L�bano (�) de modo a que n�o haja armas ou autoridade no L�bano que n�o sejam as do Estado L�ban�s.� Mais ainda: n�o deve haver �for�as estrangeiras no L�bano sem o consentimento do Governo liban�s�, o que se aplica a Israel, mas tamb�m � S�ria. Ao Governo liban�s s�o assacadas v�rias responsabilidades, que se centram no impedimento de quaisquer actividades militares ou para-militares contra Israel: controle do fluxo de armas, treino militar de mil�cias, e vigil�ncia nos postos de fronteira (com a S�ria como � �bvio) para impedir a ajuda militar ao Hezbollah. A principal diferen�a substantiva entre esta Resolu��o e as anteriores - cuja n�o aplica��o foi consentida pelos mesmos que agora se indignam com o conflito � � o refor�o da UNIFIL para um m�ximo de 15000 efectivos e aquilo que se considera um mandato mais musculado dessa for�a, ou seja � suposto que n�o se fique por ver e relatar o que se passa, mas que actue. Sobre esse mandato, cuja actua��o deve ser coordenada com os governos do L�bano e Israel (com os dois, embora a for�a s� esteja no L�bano) em v�rios aspectos, assenta na tomada �de todas as ac��es necess�rias nas �reas onde estejam estacionadas as suas for�as e em fun��o das suas capacidades para assegurar que a sua �rea de opera��es n�o � utilizada para actividades hostis de qualquer tipo, resistindo a todas as tentativas para a impedir � for�a de n�o cumprir com os seus objectivos ao abrigo do mandato do Conselho de Seguran�a�. Lendo o texto percebe-se que ele � o resultado directo da guerra, mesmo que reitere muito do que j� tinha sido �decidido� em anteriores resolu��es da ONU, naquilo que � uma maior obriga��o da �comunidade internacional� de acabar com a ocupa��o militar do Sul do L�bano pelas mil�cias do Hezbollah e de assegurar uma fronteira norte segura para Israel. Como Israel n�o tem reivindica��es territoriais sobre o L�bano, tudo o que diga respeito ao desenho da fronteira � irrelevante para Israel desde que esta permane�a segura. 3 � TOMAR A S�RIO O TEXTO DA RESOLU��O MESMO QUE SE DUVIDE DA SUA APLICA��O ![]()
16:52
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM SANTO TIRSO, PORTUGAL
Limpando a escadaria do Tribunal de Santo Tirso. (V�tor Alexandre Leal)
10:50
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 25 de Agosto de 2006 Ser� que a SIC n�o compreende que os seus jornalistas n�o podem tomar o partido de uma das partes num conflito? Nos incidentes da Azinhaga dos Besouros, alguns moradores e uma organiza��o ligada ao BE, "Solidariedade Imigrante", t�m resistido �s demoli��es sentando-se nos telhados. Por que raz�o a jornalista da SIC entrevista alguns moradores em cima do telhado, podendo certamente faz�-la no ch�o, visto que nada se estava a passar ? Qualquer manual deontol�gico sobre procedimentos televisivos em conflitos e manifesta��es � claro em afirmar que os jornalistas n�o devem tomar posi��o, o que, neste caso, significa falar de um determinado lugar - o lugar do protesto, o telhado. [Actualiza��o: a RTP fez a entrevista do ch�o. Bem.] Sou jornalista /rep�rter de imagem na sic e acabo de ler no blog 'abrupto' (...) Escolhi fazer o "directo" do topo de uma das casas que estava prestes a ser demolida porque dali poderia dar, aos telespectadores, uma imagem abrangente do local, logo tamb�m da zona demolida at� ent�o. O facto dos trabalhos de demoli��o poderem recome�ar a qualquer momento e, repito, aquela casa estar na lista das constru��es a abater, ajudou-me a tomar a decis�o. * Isto de ler os jornais e revistas em papel com dias de atraso d� uma perspectiva diferente sobre as not�cias e opini�es. Mas tamb�m t�m os seus inconvenientes, como seja n�o ter visto esta opini�o de Caetano Veloso, transcrita da Vis�o da semana passada, de que tamb�m n�o encontrei qualquer eco nos blogues apesar de ele se referir � "blogosfera portuguesa" e n�o apenas ao Abrupto... ![]() Fica aqui reproduzido, seguindo os agradecimentos pessoais a Caetano Veloso por outra via. Parece que, sobre Israel, nem toda a gente segue o "pensamento �nico". Nem sobre o Abrupto tamb�m... * Por que � que os americanos s�o bons? T�tulo da not�cia da NASA e do Jet Propulsion Laboratory sobre a "despromo��o" plut�nica: Honey, I Shrunk the Solar System. * Com um dia de atraso. Pequenos pormenores em que s� se repara lendo a imprensa em papel, que recebo dias depois de ter sa�do: - no Di�rio de Not�cias de 24 de Agosto, numa not�cia assinada por Helena Tecedeiro, uma legenda de uma fotografia de um guerrilheiro do Hezbollah � �Enquanto l�der militar do Hezbollah, Mugniya ter� sido respons�vel pela vit�ria do grupo sobre o ex�rcito israelita� (Sublinhados meus) - no Di�rio de Not�cias de 24 de Agosto, uma not�cia sobre os recentes confrontos em Timor-Leste (ocorridos a 23) que deveria suscitar as maiores perplexidades a quem esteja atento. L� se diz que os confrontos entre �grupos de jovens� (sempre esta estranha classifica��o) ocorreram no bairro de Comoro. � esse bairro que � suposto estar sob jurisdi��o da GNR que a� assume as fun��es de pol�cia. S� que a not�cia refere que foram pol�cias australianos e malaios que defrontaram os grupos e que, s� no fim, foi chamada a GNR. Balan�o dos feridos: sete australianos e um malaio. Verdadeiramente, o que � que a GNR est� a fazer em Timor? A quem responde? Que cadeia hier�rquica operacional existe? O que � que se passou com este incidente na sua �rea de interven��o? Mais uma s�rie de quest�es que deviam estar a ser feitas a quem de direito, ou seja ao Governo.
10:07
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 849- Elephants Are Different to Different People
![]() Wilson said, "What is its name? Is it from Asia or Africa? Who feeds it? Is it a he or a she? How old is it? Do they have twins? How much does it cost to feed? How much does it weigh? If it dies, how much will another one cost? If it dies, what will they use the bones, the fat, and the hide for? What use is it besides to look at?" Pilcer didn't have any questions; he was murmering to himself, "It's a house by itself, walls and windows, the ears came from tall cornfields, by God; the architect of those legs was a workman, by God; he stands like a bridge out across the deep water; the face is sad and the eyes are kind; I know elephants are good to babies." Snack looked up and down and at last said to himself, "He's a tough son-of-a-gun outside and I'll bet he's got a strong heart, I'll bet he's strong as a copper-riveted boiler inside." They didn't put up any arguments. They didn't throw anything in each other's faces. Three men saw the elephant three ways And let it go at that. They didn't spoil a sunny Sunday afternoon; "Sunday comes only once a week," they told each other. (Carl Sandburg) * Bom dia! 24.8.06
22:41
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO FURADOURO - OVAR, PORTUGAL O pescador conserta as redes da pesca de Arrasto (Arte X�vega), mais concretamente o saco onde vem o peixe, a safra... (Fernando Manuel Oliveira Pinto)
13:26
(JPP)
Actualizada a nota LENDO / VENDO / OUVINDO �TOMOS E BITS de 23 de Agosto de 2006.
11:25
(JPP)
BIBLIOFILIA: GRANDES CAPAS, GRANDES CHASSES
![]()
11:24
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 24 de Agosto de 2006 Leia mais, senhor Presidente, n�o � por falta de livros. O conselho � v�lido para todos, ou pensam que � s� ele? Publicidade encontrada na cidade de Toronto, Canad� (enviada por Francisco Cunha) * BLOGOSFERA CONTRA PROMESSOSFERA: O BLOGUITICA continua a fazer a pergunta certa no tempo certo : "O Projecto MIT n�o est� esquecido, pois n�o?" Se n�o fosse o infantilismo competitivo de muita imprensa escrita, que n�o quer parecer ir atr�s dos blogues, j� a mesma pergunta teria sido feita aos respons�veis pelas promessas governamentais numa vontade de esclarecer e informar que � suposto ser a ess�ncia do seu papel em democracia, venha a pergunta de onde vier. Se o BLOGUITICA deixasse de insistir durante dois ou tr�s dias, e voltasse o r�pido esquecimento em que vivemos, j� os jornalistas se sentiriam � vontade para fazer a pergunta sem parecer "ir atr�s" dos blogues. O mesmo se passou no caso da OTA, n�o fosse um �rg�o da imprensa digital sem preconceitos ter abordado M�rio Lino com a pergunta que os jornais n�o queriam fazer. Depois foi o que se viu. A quest�o central aqui � que um esclarecimento sobre o que se passa com o Projecto MIT � mais que devido, at� porque j� passou o prazo para se saber alguma coisa. Est� na altura de acabar com pruridos territoriais e perceber que hoje h�, queira-se ou n�o, um cont�nuo comunicacional com os blogues e uma pergunta certa e justa na blogosfera � tamb�m uma pergunta certa e justa na atmosfera e n�o se pode passar ao lado. * Bem-vindo de f�rias � Almocreve das Petas : "Depois de afagos de veraneio pendur�mos a lembran�a, em local decente. Nas muitas noites-ligados-a-dias sem novelas da par�quia, sem ambi��o de coisa alguma e em salutar "metaf�sica do �cio", a ilumina��o teria de ser total. E, na verdade, foi a nossa abastan�a virtuosa. A "estrita" observ�ncia a paix�es deliciosas e sentimentos d'�cio peculiares, fez prolongar a visita��o extraordin�ria, assim a modos "como gatos espapa�ados ao sol" [M. Bandeira]. As instru��es, os preceitos e as exorta��es do vate S�crates & sua imprensa amestrada, n�o nos importunaram. Fomos piedosamente poupados � erudi��o dom�stica. E, claro est�, podemos dizer, humildemente ... que "cumprimos"!"
10:28
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 848 -"Mezclar�nse con los de Babylonia, y aprendieron sus costumbres" ![]() ( Serm�n donde se declara el Psalmo .136. que comien�a: Super flumina Babylonis, con otro psalmo .72. y este postrero haze a la declaraci�n del primero. Hecho y predicado por el muy Reverendo padre F. Pedro L�pez de C�rdenas en Valencia, a instancia de una se�ora devota suya, 1562.) * Bom dia! 23.8.06
14:20
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NA COSTA DA CAPARICA, PORTUGAL
Vendedor de gelados, bolacha, pipocas e batatas fritas. (Jorge Alexandre)
12:33
(JPP)
Recebi agora a not�cia da morte de Vasco de Carvalho, um dos principais dirigentes do PCP nos anos trinta e a figura mais significativa da direc��o afastada pela �reorganiza��o� de 1940-1, no chamado processo do �grupelho provocat�rio�. Trabalhei extensivamente com Vasco de Carvalho na reconstitui��o desses eventos, dos mais obscuros da hist�ria do PCP. E quando digo �trabalhei� foi mesmo o que aconteceu porque Vasco de Carvalho n�o se limitou a confiar na mem�ria que tinha dos eventos, mas fez ele pr�prio uma recolha por escrito de notas e apontamentos que possu�a e comentou, linha a linha, as primeiras vers�es do meu texto (excerto de um longo manuscrito de coment�rios e precis�es que fez sobre um esbo�o que lhe enviei sobre o �grupelho provocat�rio�). ![]() (Nota mais completa nos ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO.)
10:16
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 23 de Agosto de 2006 A cr�tica de Eduardo Cintra Torres no P�blico ao tratamento noticioso dos inc�ndios na RTP assenta em dois �factos� (1) ; - um, a exist�ncia de ordens, ou instru��es oriundas do Gabinete do Primeiro Ministro � direc��o editorial da RTP quanto ao tratamento dos fogos (� as informa��es de que disponho indicam que o gabinete do primeiro-ministro deu instru��es directas � RTP para se fazer censura � cobertura dos inc�ndios: s�o ordens directas do gabinete de S�crates�.)- dois, a minimiza��o dos inc�ndios nos telejornais, em particular num dia em que graves inc�ndios ocorriam a Norte �E o Telejornal (RTP)? N�o fez nenhum directo. Remeteu os inc�ndios para a 18� not�cia de 28, j� depois do desporto. As tr�s �nicas not�cias sobre inc�ndios activos foram t�o breves que totalizaram menos tempo (1m50) do que a convalescen�a de Fidel Castro (2m16) ou a vit�ria dum Jo�o Cabreira na etapa do dia da Volta (2m18). As outras tr�s not�cias relacionadas com fogos eram todas positivas: um inventor dum autotanque; uma visita de bombeiros alem�es a Vila Real; a entrega de 16 jipes pelo Instituto de Conserva��o da Natureza aos parques naturais (mas antes, sobre o inc�ndio no Parque Nacional da Peneda-Ger�s, o Telejornal falou duas vezes em Arcos de Valdevez e s� no meio da not�cia referiu uma vez o Parque)�. Quanto ao primeiro, Eduardo Cintra Torres ter� certamente que ir mais longe no seu esclarecimento, visto que parte de uma situa��o amb�gua entre ser jornalista e dever preservar as suas fontes e emitir um coment�rio cr�tico que em principio n�o � uma not�cia. Se tal �facto� (as instru��es do Gabinete) foi resultado de uma actividade jornal�stica normal ele deveria ter sido pela sua relev�ncia inclu�do no notici�rio pol�tico do P�blico e s� depois, ou em simult�neo, comentado na coluna de cr�tica. O estatuto de colunas de cr�tica como a que mant�m no P�blico � amb�guo, como ali�s acontece com muito do que hoje se escreve nos jornais em pe�as assinadas que misturam factos com opini�o. Por se tratar de uma coluna identificada como tal, isso protege a opini�o, mas �desprotege� os factos l� referidos em primeira m�o. Isso explica o processo da RTP, que Cintra Torres certamente ponderou, como consequ�ncia poss�vel do conte�do da coluna. Duas observa��es de passagem, mas relevantes para o �caso�. Uma � que Eduardo Cintra Torres produz uma das raras colunas de coment�rio sobre a televis�o (na realidade � mais do que isso � cr�tica dos media, o que explica alguns furores) que pode ser chamada de �cr�tica�. A outra � que nas reac��es de alguns jornalistas ao �caso� � claro que n�o perdoam a Cintra Torres ter colocado em causa n�o o Governo de S�crates, mas a muito mais delicada quest�o das rela��es dos governos socialistas com a comunica��o social. Quando os governos s�o do PSD e do CDS, as rela��es com a comunica��o social s�o cuidadosamente escrutinadas e denunciadas, quando os governos s�o do PS a mat�ria torna-se sempre explosiva e a exig�ncia de prova, mesmo em textos anal�ticos, vem sempre � cabe�a. Um caso menor pode servir de compara��o: a relativa complac�ncia com que o livro de Manuel Maria Carrilho foi recebido, com acusa��es insubstanciadas muito mais graves do que as que fez Cintra Torres (caso fiquem elas tamb�m por provar, o que seria grave). Sobra o segundo �facto� que aparentemente ningu�m quer discutir, remete para uma an�lise da informa��o da RTP, repito aqui o que escrevi antes do artigo de Cintra Torres: O governo tem beneficiado de uma cobertura jornal�stica que tem minimizado a import�ncia dos inc�ndios este ano, e consequentemente, n�o confronta a realidade com o que foi prometido e anunciado. Parte desta situa��o vem dos compromissos que a comunica��o social, em particular as televis�es, assumiram quanto � cobertura dos fogos, corrigindo os excessos do ano passado. Mas, como quase sempre acontece, a correc��o do excesso foi desequilibrada e neste ano, a n�o ser os atingidos pelos inc�ndios, n�o h� percep��o p�blica da gravidade do que se est� a passar. Isso ajuda � desresponsabiliza��o do governo e impede o debate sobre a efic�cia das suas medidas e sobre o modo como est� a reagir � situa��o, assumindo uma atitude de de muito mau agoiro para o futuro. (no Abrupto) A governamentaliza��o da informa��o da RTP (com este e com todos os governos) tem uma raiz de fundo imposs�vel de corrigir sem a sua privatiza��o: o seu car�cter de esta��o �p�blica� torna-a dependente de orienta��es governamentais quanto � sua cadeia hier�rquica de poder interno e financiamento . Como muitas vezes tenho dito, o mais importante � escolher as pessoas certas para o lugar certo, n�o dar �instru��es � pelo telefone. E depois h� o dinheiro que vem do bolso dos contribuintes e cujas �orienta��es� de despesa (por exemplo na compra do circo do futebol) t�m relev�ncia pol�tica. Acresce depois que a mais amb�gua das coisas � aquilo a que se chama "servi�o p�blico", nunca claramente definido. Tanto serve para fazer a cobertura menos inc�moda para o governo dos inc�ndios, como de muitas outras mat�rias, como para produzir simultaneamente alinhamentos no telejornal completamente tabl�ides (2) (com o argumento que uma televis�o que ningu�m v� n�o cumpre com o "servi�o p�blico"), como para tratar a agenda governamental com uma defer�ncia particular dando a ministros, secret�rios de estado, inaugura��es e an�ncios de obras um lugar privilegiado nos telejonais (3). Etc., etc. (2) Exemplos de ontem: o telejornal das 13 horas abre com uma longa pe�a sobre a queda de um ultraleve em Cascais, em contraste com o conte�do noticioso das not�cias da SIC (n�o vi a TVI). (3) Um exemplo positivo de como um jornalista deve tratar uma inaugura��o e um an�ncio governamental foi a de um jornalista da SIC que apertou Correia de Campos com perguntas sobre medidas que anunciavam uma cobertura da popula��o por m�dicos de fam�lia. Acabou-se por saber que afinal essa cobertura era de um ter�o dos abrangidos e desse ter�o apenas um ter�o iria ser coberto at� ao fim do ano, se tudo corresse bem. Passou-se de um an�ncio gen�rico, para um ter�o de um ter�o. M�rito do jornalista que n�o tem o estilo dos telejornais da RTP. * A pretexto da �pol�mica� levantada pelo artigo de opini�o de Eduardo Cintra Torres (ECT), gostaria de referir um pequeno pormenor, que n�o � de somenos import�ncia. A an�lise que ECT aos notici�rios da RTP, em contraste com as privadas, foi do dia 12 de Agosto (s�bado). Por sinal, tamb�m detectei em 6 de Agosto (domingo), uma situa��o similar, que ali�s me fez escrever um post no meu blog Estrago da Na��o (www.estragodanacao.blogspot.com) intitulado �O frete televisivo�, com o seguinte teor:
10:02
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 847 - ...no hay para qu� perdonar a ninguno, porque todos han sido los da�adores ... El cual a�n todav�a dorm�a. Pidi� las llaves a la sobrina del aposento donde estaban los libros autores del da�o, y ella se las di� de muy buena gana. Entraron dentro todos, y el ama con ellos, y hallaron m�s de cien cuerpos de libros grandes muy bien encuadernados, y otros peque�os; y as� como el ama los vi�, volvi�se a salir del aposento con gran priesa, y torn� luego con una escudilla de agua bendita y un hisopo, y dijo: tome vuestra merced, se�or licenciado; roc�e este aposento, no est� aqu� alg�n encantador de los muchos que tienen estos libros, y nos encanten en pena de la que les queremos dar ech�ndolos del mundo. Caus� risa al licenciado la simplicidad del ama, y mand� al barbero que le fuese dando de aquellos libros uno a uno, para ver de qu� trataban, pues pod�a ser hallar algunos que no mereciesen castigo de fuego. No, dijo la sobrina, no hay para qu� perdonar a ninguno, porque todos han sido los da�adores, mejor ser� arrojarlos por las ventanas al patio, y hacer un rimero de ellos, y pegarles fuego, y si no, llevarlos al corral, y all� se har� la hoguera, y no ofender� el humo. (Miguel Cervantes, Don Quijote de la Mancha) * Bom dia! 22.8.06
23:56
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NA TORREIRA - MURTOSA, PORTUGAL Dois fogueteiros a lan�arem foguetes de cana, um tradi��o que est� em vias de desaparecer. No entanto, e embora seja uma tradi��o de que n�o gosto, tem a sua l�gica, pois era o m�todo de, h� bastantes anos atr�s, uma povoa��o avisar as povoa��es pr�ximas que ia decorrer algum tipo de festejo. (Jos� Carlos Santos)
16:49
(JPP)
QUANDO O MUNDO ERA SIMPLES: "O INTERESSE � TEU"
![]() ![]() ![]() ![]() (Padre Augusto Dur�o Alves, Rapariga Moderna, Lisboa, 1943)
10:18
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM LISBOA, PORTUGAL Cortando a relva no novo Est�dio da Luz, j� em fase de conclus�o dos trabalhos, meados de Fevereiro de 2004.
(Manuel Rodrigues)
10:12
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 846 - Unsaid So much of what we live goes on inside� The diaries of grief, the tongue-tied aches Of unacknowledged love are no less real For having passed unsaid. What we conceal Is always more than what we dare confide. Think of the letters that we write our dead. (Dana Gioia) * Bom dia! 21.8.06
13:00
(JPP)
Actualizados os ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO. Actualizadas as notas LENDO / VENDO / OUVINDO de 17 (2� s�rie) e 19 de Agosto de 2006 e COISAS DA S�BADO: QUEM �GANHOU� A GUERRA ENTRE ISRAEL E O HEZBOLLAH?.
12:29
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM SANTA CRUZ - TORRES VEDRAS, PORTUGAL
Uma vendedora de fruta no mercado de Santa Cruz, concelho de Torres Vedras. (Nuno Umbelino)
12:10
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NA NAZAR�, PORTUGAL Tatuador na Nazar�. Numa garagem esconsa com ch�o de terra batida, entre as lojas que vendem aventais �Recorda��o da Nazar� e peixe a secar ao sol e sob o olhar de uma anci� que parece ser a �nica �coisa� que est� no s�tio certo. (A tatuagem � tempor�ria. O resto, n�o.) (RM)
12:01
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM BARCELONA, ESPANHA Um artes�o brasileiro fazendo e vendendo pe�as de arame na praca Gali-Salvador Dali, em frente ao teatro museu Salvador Dali, em Figueras, perto de Barcelona. Chamava a aten��o dos turistas, em bicha de mais de uma hora para comprar a entrada no teatro museu, imitando o miar de um gato aflito. As crian�as aproximavam-se procurando o gato assustado. (Lu�s Aguiar-Conraria)
11:55
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM TORRE DE MONCORVO, PORTUGAL Nesta �poca do ano recolhem-se as batatas que cresceram nas hortas que envolvem as aldeias. Esta cintura de verdura e frescura serviu para manter a um inc�ndio, que entretanto lavrou, a uma dist�ncia segura das habita��es. Mas cada vez mais se verifica o abandono deste trabalho executado pela fam�lia e pelos amigos em regime de torna-geira. (Ant�nio Manuel Martins Teixeira, Felgar - Torre de Moncorvo)
11:27
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: TESTEMUNHOS DOS INC�NDIOS ![]() Esta descri��o de Pacheco Pereira (no Abrupto, princ�pio de Agosto 2005) traz-me � mem�ria os inc�ndios que nos dois anos anteriores (2003 e 2004) devastaram as serras da zona de Monchique, no Algarve, assim como outras zonas pr�ximas. Lembro-me de uma noite de 2004, aquela em que deflagrou o segundo grande inc�ndio desse ano, depois de cerca de metade da zona ter sido reduzida a cinzas pelo primeiro. Atravessei boa parte do Alentejo pela auto-estrada, sem encontrar muito tr�nsito. Era j� bem de noite e a partir de certa altura (ao aproximar-me de Ourique) distingui um clar�o vermelho ao longe, em frente. Era o fogo, a mais de cinquenta quil�metros de dist�ncia. Sa� da auto-estrada em Ourique e meti-me pela estrada nacional, at� desviar em S�o Marcos para a nova estrada que corta os primeiros montes at� ao Alferce, uma das tr�s freguesias do concelho de Monchique. A partir de metade do percurso por essa nova estrada (que no total tem cerca de quinze quil�metros), comecei a ver uma linha cont�nua de fogo. Ia progredindo lentamente, com cerca de meio metro de altura. Se sa�sse do carro e come�asse a apag�-la com ramos de eucalipto, em meia-hora talvez conseguisse limpar cerca de cem metros, mas a linha de fogo tinha alguns quil�metros. E eu n�o via ningu�m por ali. O sil�ncio que conhe�o das noites naquela zona era ent�o quebrado apenas pelos sons do mato a arder, que aumentavam de cada vez que as chamas trepavam a uma das �rvores. Decidi que n�o podia parar, que tinha de chegar mais adiante, � antiga casa da minha av�, numa aldeia agora desabitada. Era a� que eu passava a temporada das f�rias grandes, em crian�a. O mundo t�o grande desses tempos parecia-me agora bem mais pequeno. N�o se via nas redondezas nenhuma luz artificial, nem ao longo da estrada, que apesar de ser toda moderna n�o tem postes de ilumina��o. Luz, apenas a da linha de fogo. Distingui a aldeia no fundo do vale, junto a um ribeiro, iluminada pelo clar�o. Parei o carro perto da sa�da para a estrada de terra que d� acesso ao vale, tentando que n�o ficasse em cima dos matos. Desci pela estrada de terra, sempre com o mesmo sil�ncio interrompido apenas pelos estalidos que sa�am da linha de fogo. Andei cerca de um quil�metro, atravessei a ponte sobre o ribeiro e entrei na aldeia. Pouco passava da uma da manh�. A linha de fogo estava cinquenta metros acima e podia entrar na aldeia, embora esta estivesse limpa de mato. Ali, junto com a antiga casa da minha av�, a minha fam�lia possui mais algumas casas menores, uma azenha e um terreno. Eu sabia que o meu irm�o estava por perto, mais adiante, por isso continuei. Cerca de um quil�metro depois, cheguei a uma zona de montado da minha fam�lia. Sempre com a linha de fogo a acompanhar-me. Foi ent�o que me deparei com uma esp�cie de monstro a encandear-me, um monstro com os m�ximos ligados a ocupar toda a largura da estrada de terra. Eu tinha um carro de bombeiros na frente, com dois ou tr�s bombeiros inquietos por estarem com uma viatura naquela estrada estreita, rodeada de �rvores e com o fogo numa linha cont�nua, paralela � estrada, embora do outro lado do ribeiro. O meu irm�o desceu da parte de tr�s do cami�o e despediu-se. Os bombeiros foram-se embora, parecendo aliviados. Disse-me depois o meu irm�o que na vila tinha conseguido convenc�-los a acompanharem-no at� ali, com o argumento de que mais adiante o fogo n�o se limitava �quela linha cont�nua de meio metro de altura, estava bem maior, e com um carro de bombeiros seria poss�vel cont�-lo. Mas eles foram sempre insistindo que n�o podiam fazer nada, e acabaram por ir-se embora depois de eu chegar. Fic�mos os dois, eu e o meu irm�o, com uma carrinha, dois machados, dois baldes e duas enxadas. As enxadas para atirar terra para as chamas, os machados para cortar ramos com os quais poder�amos bater nas chamas, os baldes porque t�nhamos o ribeiro de onde tirar �gua. Fic�mos toda a noite naquilo, como muitos populares noutras zonas da serra. N�o havia nada parecido com o que viu Pacheco Pereira, o autor do �Abrupto�, na auto-estrada para o Norte, mas de manh�, quando fomos para casa, depar�mos nas estradas de alcatr�o � volta da vila de Monchique com um movimento intenso, e pela vila a coisa ainda era pior. Carros, cami�es, carrinhas de �ltimo modelo da direc��o-regional j� nem me lembro de qu�... Bombeiros, pol�cia, GNR, tropa e, sobretudo, uma categoria um pouco dif�cil de caracterizar, os chamados respons�veis (dos quais se destacava um, por de vez em quando ter um copo de whisky na m�o). Todos num corrupio. E as chamas tamb�m num corrupio. Como que por ironia do destino, o fogo foi dado como extinto ao fim de alguns dias, exactamente no mesmo local onde tinha come�ado. Deu voltas e mais voltas e regressou �s origens, talvez por n�o ter mais nada para queimar. (Ant�nio Manuel Venda)
11:08
(JPP)
![]() Sem livros nos avi�es.
10:24
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: RANKINGS Sou portugu�s e estudante de um MBA em Nova Iorque (mais concretamente na Columbia University). Do outro dia fui confrontado com mais uma boa ideia, bem ao estilo americano, que gostava de fazer passar para o nosso pa�s. N�o sei se � novidade para si mas aqui vai:![]() Nos EUA h� rankings para todos os gostos. O ensino superior (tanto licenciaturas como mestrados) n�o � excep��o. Aquando do processo de candidatura, o aluno tem acesso a indicadores importantes como a taxa de empregabilidade no final ou ap�s 6 meses do curso, a remunera��o m�dia dos ex-alunos 1 ou 5 anos depois do curso, a classifica��o dos professores da universidade por uma �pool� de empresas e alunos, etc. Mas a coisa n�o fica por aqui. Tamb�m serve para fazer o �marketing f�cil� das escolas, e rankings das melhores festas ou melhores �females� tamb�m surgem. Resumindo, � a economia de mercado a funcionar. N�o deve haver melhor forma de fazer marketing de angaria��o de estudantes do que provar que, em m�dia, um ex-aluno da escola XPTO tem 95% de probabilidade de ter emprego 1 m�s depois de acabar o curso, com uma remunera��o m�dia anual de 30,000 dollars. Mas o meu ponto n�o est� relacionado com marketing universit�rio. Como � do senso comum, n�o h� mercados sem informa��o. O mercado do trabalho n�o � excep��o. N�o ser� injusto que um estudante portugu�s, aos 18 anos, indeciso entre ser advogado ou gestor, n�o tenha acesso ao impacto financeiro da sua decis�o? Ou melhor ainda, n�o ser� injusto, que o mesmo aluno, indeciso entre duas escolas de gest�o, n�o saiba (e � que n�o sabe mesmo!) qual a melhor escola, com melhores coloca��es profissionais? E ent�o o aluno que depois de 4 anos investidos numa qualquer escola privada, d� por si com um canudo que conduz ao desemprego ou a um sal�rio miser�vel? Ser� que isto est� relacionado com o crescimento do desemprego entre rec�m-licenciados, num contexto de redu��o do desemprego global? A mim, parece-me que sim. Os benef�cios s�o evidentes: (1) promove-se um ajuste entre as profiss�es com mais procura na nossa economia e a oferta de rec�m licenciados e (2) promove uma saud�vel competi��o entre as faculdades pelos melhores alunos � que s� pode conduzir a melhor ensino superior. Os rankings que ou�o falar em Portugal, para al�m de pouca divulga��o, s�o de car�cter meramente cient�fico. S�o extremamente importantes, n�o duvido, mas tenho a certeza, e lembro-me bem, que no desespero dos 18 anos, saber que determinada escola publicou 1800 �papers� nos �ltimos 5 anos ou que 85% do corpo docente tem um doutoramento, est� longe, muito longe, de ajudar � decis�o. (Lu�s Vicente)
09:35
(JPP)
COISAS DA S�BADO: AS F�RIAS ![]() ![]() As f�rias, tais como as conhecemos, s�o um fen�meno muito recente. As f�rias para as massas, digamos assim, datam das primeiras semanas de lazer pago da Frente Popular francesa, nos idos anos trinta, em conson�ncia ali�s com as diferentes vers�es da �alegria no trabalho� de raiz fascista e nacional-socialista. Tornaram-se desde ent�o num �direito adquirido�, mais de alguns do que de todos, mas mesmo assim com dimens�o e tempo suficiente para moldar o quotidiano em particular dos pa�ses europeus. Mas as f�rias s�o um interessante revelador sobre a irracionalidade das sociedades do �modelo social�, tanto mais evidente quanto esse modelo est� em crise. O aparente �fecho� de todas as actividades gera a ideia que elas estiveram efectivamente fechadas e que �reabrem�. Em pol�tica, o Ver�o � excelente para actuar sem escrut�nio. Depois, como as f�rias s�o cada vez mais cansativas, o regresso a casa aumenta a irrita��o. O pa�s de onde se saiu para a transum�ncia estival � o mesmo no outono, mas parece sempre muito pior. N�o h� esperan�a de, m�s ap�s m�s, escapar dos hor�rios, das filas de tr�nsito, dos maus transportes, das cidades invi�veis, dos trabalhos para p�r os meninos na escola, e, por �ltimo, mas n�o o menos importante, o dinheiro encolheu muito. O que foi empr�stimo feliz para ir para f�rias, torna-se agora d�vida para pagar. As f�rias do �modelo social� tornaram-se demasiado pesadas, vem-se delas muito zangado com o mundo, a come�ar pelo governo. Em pol�tica, o Outono � p�ssimo.
09:30
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM LOUL�, PORTUGAL
Trabalhos de recupera��o do Mercado de Loul�. (Lilian Moura)
09:06
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 845 - The battle / They must lose Enter, breath; Breath, slip out; Blood, be channeled, And wind about. O, blessed breath and blood which strive To keep this body of mine alive! O gallant breath and blood Which choose To wage the battle They must lose. (Ogden Nash) * Bom dia! 19.8.06
12:34
(JPP)
BIBLIOFILIA: GRANDES CAPAS
![]() ![]() ![]()
11:17
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 19 de Agosto de 2006 A melhor maneira de entender o Di�rio de Not�cias � ler o french kissin'. * A ERA DOS ENGRA�ADINHOS. Enquanto os baby boomers se agarram aos anos terminais do seu poder (veja-se o P�blico de hoje), os seus filhos da "gera��o rasca" deram origem a uma era dos engra�adinhos. Ser engra�adinho est� muito bem representado nos blogues, e vai a par com os Morangos, a Floribela e a nova Gente, no modo actual de ser leve e f�cil e borbulhante e popular. * Lendo a imprensa impressiona como � cada vez mais forte o derrotismo puro, em vers�es brutas ou sofisticadas, mas derrotismo. N�o sou particularmente optimista por sistema, bem pelo contr�rio, n�o costumo tomar os meus desejos por realidades, mas tamb�m n�o gosto de dar a pele quando querem tirar-ma e o espantoso � que mil e uma variantes do better red than dead circulam por a�. A forma mais peculiar do derrotismo � a de achar que tudo est� mal, mas tamb�m n�o h� nenhuma receita para ficar bem. Os que agem (EUA, Reino Unido, Israel) fazem tudo mal e s� agravam o problema; os que n�o agem (Fran�a. UE, �comunidade internacional�, ONU) fazem tamb�m tudo mal porque n�o agem. Bem faz o Ir�o, o Hezbollah, a Al Qaida, o Hamas, e, numa vers�o mais caseira, os �mulos de Zapatero. Isto vai durar sempre? As minhas �ltimas reservas de optimismo alimentam debilmente a esperan�a de que n�o, em grande parte por um argumento ad terrorem: as coisas ainda v�o piorar muito, muito mesmo, e pode ser que a cat�strofe possa ser salvadora. N�o � garantido, mas � uma esperan�a. Entretanto a tribo dos �ltimos moicanos continuar� a ser dos �ltimos moicanos. At� ao �ltimo. * De facto, caso se estivesse a compor um gui�o ou um argumento acerca do fim da Civiliza��o do Ocidente, ou um daqueles livros de teorias conspirativas estilo Dan Brown, n�o faltariam acontecimentos onde se poderia buscar inspira��o.
11:14
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 844 - AUTRE MORALITE C'est sans doute un grand avantage, D'avoir de l'esprit, du courage, De la naissance, du bon sens, Et d'autres semblables talents, Qu'on re�oit du Ciel en partage; Mais vous aurez beau les avoir, Pour votre avancement ce seront choses vaines, Si vous n'avez, pour les faire valoir, Ou des parrains ou des marraines. (Charles Perrault,Contes, "moralidade" do "Cendrillon ou la petite pantoufle de verre". ) * Bom dia! 18.8.06
13:00
(JPP)
COISAS DA S�BADO: QUEM �GANHOU� A GUERRA ENTRE ISRAEL E O HEZBOLLAH? � cedo para se saber, mas Israel � o melhor candidato para uma resposta positiva. E no entanto� vai tudo depender do modo como for aplicada a resolu��o da ONU, em particular do modo como for constitu�da a for�a internacional que controlar� o sul do L�bano e o modo como esta actuar�. E o dilema � bastante simples: ou essa for�a impede os ataques contra o territ�rio de Israel e favorece um di�logo para a paz, enfraquecendo a actua��o dos grupos que pretendem exterminar Israel, ou constituir� um falhan�o da ONU e da �comunidade internacional�. Tudo indica que poder� verificar-se a segunda hip�tese, o que levar� Israel � guerra de novo, mas h� s�rias raz�es para dar uma �ltima oportunidade a um maior envolvimento internacional, em particular europeu.Se a Fran�a for o principal pa�s a assumir as responsabilidades de seguran�a no Sul do L�bano, na base do mandato da ONU, pode ser uma rara oportunidade para a Fran�a (e por interposta Fran�a para a UE) assumir um papel positivo na regi�o, onde s� tem tido um papel muito negativo, em particular pelas ambiguidades da sua pol�tica face ao conflito iraquiano. Mas conv�m n�o ter ilus�es, o mandato das tropas da ONU s� ser� eficaz se estas estiverem dispostas a actuar militarmente contra quem tomar a iniciativa de violar o cessar-fogo, e isso vai significar agir contra o Hezbollah. Em bom rigor, tamb�m significaria agir contra Israel, mas parece-me pouco prov�vel que o problema seja essa, pelo menos em teoria. Na pr�tica, situa��es complexas podem surgir, em particular porque Israel aceita a resolu��o com ressalva do direito de resposta, o que significa uma ainda maior responsabilidade para a for�a de interposi��o, que pode vir a ser apanhada entre dois fogos. Mas a pol�tica e a ac��o militar no M�dio Oriente n�o � para meninos de coro, pelo que se espera que quem se mete, saiba no que se mete. A for�a militar, cuja presen�a no Sul do L�bano � que d� consist�ncia � resolu��o da ONU, ter� tamb�m a dif�cil tarefa de impedir que o Hezbollah actue nessa zona como um grupo armado, ou seja, que se comporte como uma mil�cia que n�o responde ao governo liban�s e que desenvolve actividades b�licas por conta de outr�m, seja ofensivas, seja preparat�rias da ofensiva. A experi�ncia mostrou que no passado o Hezbollah debaixo dos olhos da ONU, em viola��o das suas resolu��es e � revelia de qualquer autoridade soberana nacional do governo liban�s, foi construindo uma infra-estrutura militar, centros de comando, rampas de lan�amento, t�neis, bunkers, toda a parafern�lia que lhe permitiu defrontar Israel no actual conflito e que levou uma destrui��o consider�vel do tecido urbano desde Beirute para o sul. Se Israel permitir que diante dos seus olhos, a for�a de interposi��o fa�a de conta que estas actividades militares do Hezbollah n�o s�o de sua responsabilidade evitar, ent�o esta guerra foi in�til e Israel perdeu-a. Ao aceitar a resolu��o da ONU, Israel jogou em factores que t�m consider�vel imprevisibilidade, mas t�m tamb�m uma l�gica de futuro. Tinha de facto sentido neste momento dar � comunidade internacional, eufemismo para uma parte da Uni�o Europeia, uma oportunidade de se envolver nos conflitos do M�dio Oriente, nem que seja para ter uma prova de vida e receber um banho de realidade. N�o � mal jogado, porque isso pode levar ao isolamento do Ir�o e da S�ria, e do seu grupo armado, o Hezbollah, ao aumentar o n�mero de participantes activos no conflito que inevitavelmente entrar�o em conflito com os grupos terroristas. Mas nem por isso deixa de ter elementos de jogo, risco. Vamos pois adiar a resposta � pergunta de quem �ganhou�. Tem sentido a pergunta? Claro que tem, n�o se anda a morrer e a matar para ficar na mesma ou pior, e isso � v�lido tanto para Israel como para o Hezbollah. Ambos pagaram um pre�o pela situa��o actual, que n�o � a mesmade antes da guerra. Vamos pois esperar para ver e deixemos para os propagandistas os gritos de vit�ria j�. * (Sem acentos) Quando se fala de Israel, e da sua continua luta pela sobrevivencia, estas intervencoes nao sao guerras mas sim batalhas, cujo fim esta longe de qualquer solucao. Como se diz por ai, Israel tem neste momento a populacao simbolica de 6 milhoes de habitantes, dos quias 2 milhoes sao Arabes. Este facto nao tem passado despercebido na comunicacao social do Medio Oriente, habitualmente de forma "ironica". Falr da relacao Israel/Europa implica remoer 2,000 anos de historia e fazer uma profunda analise dos ultimos 150 anos que levaram a criacao do Estado de Israel. A actual Russia, nessa altura Uniao Sovietica e primeiro estado a reconhecer Israel, tera um papel fulcral como teve nos acontecimentos que levaram a criacao desse mesmo estado. Espanta-me (ou talvez nao) a violencia com que grupos de bem pensantes, tanto criticam Israel, mas nao questionam sequer a criacao, pelos seus termos tambem arbitraria de tantos outros paises desde 1947. As proprias fronteiras de paises vizinhos podem ser alvo de questionamento assim como a criacao do Bangladesh, do Pakistao, enfim de tantos outros "estados" recortados pelos diferentes poderes colonialistas. Porque esta anonimosidade perante Israel? Continuo a nao questionar que e uma nva forma de anti semitismo.
11:46
(JPP)
OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: PAISAGENS EXTRA-TERRESTRES Jactos de di�xido de carbono no Polo Sul marciano. Marte move-se!
17.8.06
23:54
(JPP)
Em actualiza��o os ESTUDOS SOBRE COMUNISMO, com a publica��o da carta de ades�o de Jos� Carlos Rates, fundador e primeiro secret�rio-geral do PCP, � Uni�o Nacional em 1931. ![]()
23:13
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO PORTO, PORTUGAL
Na �ltima oficina em Portugal que faz caixas para rel�gios, uma empresa centen�ria instalada numa cave da baixa do Porto. Verdadeira arqueologia industrial. (Fernando Correia de Oliveira)
21:07
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 17 de Agosto de 2006 (2� s�rie) Quem ouvisse o telejornal das 20 horas da RTP, ficava a pensar que Marcello Caetano foi um benigno professor de Direito, que teve a infelicidade de o 25 de Abril lhe ter cortado uma carreira ao servi�o dos portugueses, cujo bem estar ele mais que tudo desejava. Dizer-se de um homem que fez a sua forma��o pol�tica nos anos do autoritarismo que n�o desejava o "poder", � apenas um exemplo do absurdo de toda a pe�a jornal�stica. Duvido que o pr�prio se revisse na vis�o wishy-washy que uma mistura de ignor�ncia e de revisionismo hist�rico d� da sua vida e carreira. * A prop�sito do centen�rio de Marcello Caetano, at� mesmo a entrevista com Fernando Rosas, no Jornal das 9, na SIC Not�cias, a achei uma amena cavaqueira sobre os m�ritos e bloqueios com que o ex-Presidente do Conselho se deparou nos seus 6 anos de magist�rio. A certa altura, perguntei-me mesmo se a v�tima era afinal ele e n�o os portugueses sem direito a voto, sem liberdade de express�o e policiados pela PIDE (ainda que rebaptizada).
18:20
(JPP)
QUANDO O MUNDO ERA SIMPLES:
COMPORTAMENTOS DE SAL�O DE BAILE ![]() ![]() de ![]()
12:21
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM F�O, PORTUGAL
As imagens mostram o trabalho de oper�rios na velha e encerrada ponte de F�o (nacional 13, Esposende). (Lu�s Miguel Reino)
10:46
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 17 de Agosto de 2006 Uma observa��o ainda muito impressionista, mas que justificava um estudo mais detalhado: os jornais e revistas, por ordem de proximidade, da blogosfera s�o o Di�rio de Not�cias, o 24 Horas, o P�blico, o Correio da Manh�, o Expresso, a S�bado e a Vis�o. Essa ordem de proximidade � vista da blogosfera para os jornais e revistas e n�o vice-versa (o que implicava outro estudo), em fun��o dos temas, cita��es, influ�ncia do conte�do dos blogues na agenda dos jornais. De qualquer modo, o lugar do Di�rio de Not�cias parece-me indesment�vel e, embora nem sempre os jornalistas reconhe�am o que devem aos blogues, � tamb�m o mais transparente nessa rela��o, o que � um m�rito. * BLOGOSFERA CONTRA PROMESSOSFERA Repito a pergunta do BLOGUITICA : "O que � feito do Projecto MIT?". Secundo tamb�m o apelo, que mais do que apelo � exig�ncia c�vica, de que est� na altura da imprensa fazer um balan�o sobre os an�ncios de projectos e obras, an�ncios de investimentos e outras promessas cujo tempo de realiza��o, ou o in�cio de concretiza��o j� deviam ser do dom�nio da atmosfera e n�o da promessosfera. � porque se n�o for assim tornam-se c�mplices na propaganda governamental. Recentemente, perguntei porque � que n�o � poss�vel usufruir do magn�fico jardim da Biblioteca das Galveias - que tem sombras, bancos, mesas e cadeiras, al�m de que as portas que lhe d�o acesso at� est�o escancaradas. A resposta foi que �o assunto j� est� a ser tratado�. * Se a informa��o do Di�rio de Not�cias � de fonte segura, o Governo faz bem em tomar esta posi��o, a mesma que aqui se defendeu em tempo �til: "O Governo recusa intromiss�es do Parlamento Europeu na defini��o da sua pol�tica, nomeadamente no cap�tulo da defesa e dos neg�cios estrangeiros. Com base neste princ�pio, prepara-se para recusar informa��es aos eurodeputados que investigam "o envolvimento e a cumplicidade" de Estados membros da Uni�o Europeia numa s�rie de alegadas actividades ilegais da CIA no Velho Continente a pretexto do combate aos terroristas isl�micos."
10:13
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM AVEIRO, PORTUGAL
Oleiro em actividade na FARAV 2006 (Feira de Artesanato de Aveiro). (Paulo Cardoso)
09:47
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 842 - Poema do jornal O fato ainda n�o acabou de acontecer e j� a m�o nervosa do rep�rter o transforma em not�cia. O marido est� matando a mulher. A mulher ensang�entada grita. Ladr�es arrombam o cofre. A pol�cia dissolve o meeting. A pena escreve. Vem da sala de linotipos a doce m�sica mec�nica. ( Carlos Drummond de Andrade) * Bom dia! 15.8.06
17:51
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM MONCHIQUE, PORTUGAL O Algarve no Ver�o serve banhistas veraneantes. Tamb�m h� os que trabalham. Passei de carro e tirei a foto. Pergunto-me: o que faz este senhor e o seu burro? No limiar da fantasia acho que posa para fotos de turistas e se assim for arrependo-me de n�o o ter remunerado. Aqui fica, em forma de reconhecimento. (Humberto Bernardo) Resposta: o senhor posa mesmo para turistas (ele, o burro e os turistas que quiserem); h� muitos anos que est� na quele lugar (a poucos quil�metros de onde moram os meus pais; desde crian�a que me habituei a v�-lo l�)
17:23
(JPP)
AS V�RIAS COISAS QUE EST�O A ARDER [2� s�rie] ![]() � perfeitamente not�rio que a estrat�gia comunicacional do Governo nesta �poca de fogos est� a revelar-se eficaz. J� a realidade da devasta��o que se assiste n�o tem paralelo com as promessas que antecederam a �poca dos fogos. Perante tal realidade eis que o nosso ministro mais intoc�vel do Governo, estatuto que ainda o vai levar bem longe, tira novamente da cartola o bode expiat�rio da falta de limpeza das matas, � semelhan�a do ocorrido o ano passado , com o benepl�cido do � data urbano-citadino presidente Sampaio. E ent�o verificamos que n�o s�o aqueles incautos e irrespons�veis milhares de pequenos propriet�rios , mas tamb�m o Estado �os respons�veis�, como se pud�ssemos afirmar peremptoriamente que a� est� o cerne do problema. Ora nem a floresta � um jardim ordenado, e circunscrito a fileiras de arvores militarmente dispostas em filas, nem a fauna e flora restante sobreviveria � uma tal disposi��o de jardim artificial.Ou seja , ou se mant�m alguma veracidade no que � uma floresta , ou ent�o de floresta n�o ter� nada. Quero dizer com isto, que ou se aposta na vigil�ncia das matas a s�rio , ou vale mais desistir e entregar a gest�o florestal , como parece ser a tend�ncia actual , subliminar, mas latente, �s ditas sociedades de gest�o florestal, ( cujos accionistas j� estamos a adivinhar quem s�o) as quais for�osamente nos dar�o um ambiente de jardim catalogado e inventariado.Pergunta-se, e depois qual seria o problema ? Bom , na tend�ncia actual em que o Pa�s caminha , nenhum. Afinal n�o se est� a desfigurar as zonas naturais no sentido de fomentar o abandono da actividade agr�cola em deterimento das novas �oportunidades� como os parques �olicos, os resorts , o turismo rural�ide de televis�o ? N�o � este o modelo para o qual Alquevas s�o reformulados, Otas devem ser constru�das, e TGVs instalados ? Afinal n�o � verdade que quem est� a mais no interior s�o os velhos e os pinheiros e eucaliptos ? Se o modelo de desenvolvimento futuro � este do turismo, das novas energias vale mais virem todos para o litoral para casa dos filhos que est�o a pagar casas � Banca a 40 anos.Deixem os montes do Algarve, as planuras Alentejanas, as quintas do Douro, h� por a� muita gentinha para as vender. Podemos ainda manter aquelas produ��eszitas DOC e Certificadas t�o do gostos da telejornalada e do turista europeu, as quais se pagam bem acima do seu real valor.Um Pa�s assim tem grande futuro.Afinal � o nosso Petr�leo verde , de campos de golfe e toalhinha na m�o. (Ant�nio Carrilho) * H� algum tempo, ainda antes da chamada "�poca de fogos", vieram a p�blico uns senhores garantir que algumas corpora��es de bombeiros poderiam recusar-se a actuar fora das suas �reas espec�ficas. N�o me recordo das raz�es que invocavam, mas ficou-me na mem�ria o facto de essa amea�a prefigurar uma situa��o totalmente sim�trica da que nos � mostrada em �Os Gangues de Nova Iorque� - um filme muito violento onde, a dada altura, o realizador introduziu um epis�dio c�mico para amenizar o excessivo dramatismo: Quando uma corpora��o de bombeiros se prepara para combater um inc�ndio num edif�cio, aparece uma outra a disputar-lhe o trabalho... e descamba tudo numa monumental cena de pancadaria. Para que a comicidade seja perfeitamente conseguida, a cena prossegue com as chamas a consumirem tudo at� aos alicerces... enquanto os soldados-da-paz (?), felizes e contentes, se entret�m a agredir-se mutuamente. Na plateia, � claro, a assist�ncia delira com o absurdo da cena - e descomprime da tens�o acumulada. Ah! Assim pud�ssemos n�s rir, com um riso aberto e inocente, de r�bulas ver�dicas como a que no in�cio se refere, bem como da falta de sintonia (passe o eufemismo...) entre os Minist�rios da Administra��o Interna, da Agricultura e do Ambiente a prop�sito do estado actual das nossas florestas que continuam, ano ap�s ano, impreparadas para enfrentar os fogos! (C. Medina Ribeiro) * � a segunda vez que lan�a o tema. A primeira tinha o assunto remetido para este t�tulo FOGOS, BALDES E BALDAS. Lan�a agora o debate sobre o tema em ep�grafe. Independentemente da justeza do debate, das justas cr�ticas ao governo e a todos os outros que consciente ou inconscientemente colaboram nesta desgra�a e das muito doutas e sapientes opini�es de Francisco M. Figueiredo, Pedro Almeida Vieira e outros que mais para frente se ouvir�o parece-me um bocado demag�gico lan�ar agora o tema. No mesmo sentido do prov�rbio espanhol que na minha anterior interven��o citei (os fogos apagam-se no Inverno) porque n�o lan�ar o tema por exemplo em Janeiro? E n�o nos preocupemos porque a imprensa (vide a caixa do Correio da Manh� de hoje) j� escolheu o pr�ximo assunto. Amanh� abre a ca�a �s esp�cies migrat�rias e passa a estar na ordem do dia a Gripe das Aves (mesmo assim com caixa alta). Os fogos deixam de existir na televis�o, na cabe�a das pessoas e dos jornalistas e, em breve, veremos os rep�rteres a correrem (raz�o t�m os Adiafa a prop�sito dos foguetes) na tonteria habitual atr�s do �ltimo Pato ou da �ltima Galinhola abatida perguntando em directo aos ca�adores se n�o t�m medo do bicho estar infectado. Acho que tem(os) obriga��o de fazer melhor. (Fernando Fraz�o) * 1 - No seu balan�o dos fogos florestais a meio de Agosto, o ministro Ant�nio Costa aludiu por alto � quest�o que tratei na m/ anterior interven��o: a expans�o incontrolada dos espa�os urbanos para junto das �reas florestais. F�-lo, por�m, em tom de mero lamento, sem perspectivar solu��o para o problema. N�o me pareceu que, entretanto, tenha aludido � n�o menos incontrolada expans�o do eucalipto e � extin��o desregrada das esp�cies aut�ctones (tomou-se o eucalipto de ponta, mas o pinheiro tamb�m tem que se lhe diga...). Apesar do que referi no anterior texto, o facto � que, para o ordenamento urban�stico ainda vai havendo algumas regras, que uma ou outra C�mara Municipal v�o tentando levar com mais ou menos rigor. Mas para o ordenamento agr�cola e florestal � que parece n�o haver praticamente rei nem roque. Aparecem extens�es enormes de novas planta��es, em muitos casos financiadas por fundos p�blicos, sem que as autarquias sejam consultadas. E no entanto trata-se de quest�es relevantes do ordenamento do territ�rio. A verdade � que existem capelas intoc�veis, cada institui��o tem (quando tem...) apenas a vis�o estreita dos par�metros de ordenamento do seu sector, que n�o coordena com os outros, as coisas passam-se em circuito fechado, ai de quem se intrometa! Est�o actualmente a ser elaborados pelas CCDR�s os Planos Regionais do Ordenamento do Territ�rio (PROT): � uma boa oportunidade para colocar ordem nestas mat�rias e rigor e exig�ncia nestas institui��es. 2 - Um erro estrat�gico na concep��o do modelo de preven��o dos fogos florestais foi ter apostado na limpeza coerciva das matas. Pelas raz�es que s�o sobejamente conhecidas, nas actuais circunst�ncias (e ent�o nos meios rurais...) as pessoas est�o-se nas tintas para as amea�as, e s� mandar�o limpar as suas matas quando isso voltar a ter vantagem econ�mica. Ora, esse potencial econ�mico est� bem � vista: o que est� nas matas com abund�ncia, e que as matas reproduzem regularmente, � biomassa, suscept�vel de ser transformada em energia. Sejamos construtivos: � capaz de valer a pena investir em centrais el�ctricas de biomassa, disseminadas pelo pa�s, uma por cada dois distritos ou assim. Isso geraria a cria��o de pequenas empresas recolectoras e transportadoras da biomassa, postos de trabalho, receita para os donos das matas, limpeza assegurada, menos condi��es para a propaga��o do fogo, etc. Esta ideia, ali�s, n�o � novidade nenhuma, custa entender porque � que, depois de tantos anos de inc�ndios, n�o vai para a frente. Suponho que haver� j� quem exclame: � o l�bi do sector energ�tico que ateia os inc�ndios para evidenciar a necessidade dessas centrais de biomassa! L�bis haver� muitos, e ent�o no sector das v�rias alternativas de produ��o de energia... calculo: ele � o vento, ele � o ur�nio, ele s�o as mini-h�dricas, s�o os produtores convencionais, s�o os distribuidores tradicionais, s�o os neg�cios da importa��o de energia... Mas que n�o seja por isso que, sem reflectir, se ponha de parte a hip�tese da biomassa, at� porque essa, parece-me, teria ades�o popular por distribuir amplamente receitas da venda da mat�ria prima, e por, a prazo, abrandar os inc�ndios. 3 � Houve erros, � certo, mas neste momento j� n�o parece muito relevante discutir as responsabilidades dos sucessivos governos (que ali�s s�o tamb�m de todos n�s, dos nossos pequenos ego�smos, etc.) Relevante � que, mais que os anteriores, o actual Governo est� politicamente em �ptimas condi��es para levar estes assuntos a (p)eito. A elabora��o dos PROT, que referi acima, � uma excelente oportunidade e uma �ptima inst�ncia para fazer as necess�rias reflex�es e tomar medidas concretas sobre todas as quest�es referidas: coordena��o efectiva dos crit�rios de ordenamento territorial dos diversos sectores da administra��o p�blica, mais rigor e exig�ncia contra a dispers�o das casas, penaliza��o dos solos urbanizados expectantes, conten��o dos investimentos em infraestruturas urbanas, rentabiliza��o efectiva das imensas infraestruturas p�blicas desperdi�adas, regras e ac��es eficientes para a gest�o cadastral dos solos, proibi��o efectiva do fraccionamento dos solos r�sticos, avalia��o s�ria do aproveitamento do recurso "biomassa", etc. Pelas especiais condi��es pol�ticas que n�s, os eleitores, lhes outorg�mos, espera-se deste Governo, e do Presidente da Rep�blica, que aprofundem o mais poss�vel a avalia��o do fen�meno dos inc�ndios e, sem contempla��es na defesa do interesse p�blico, que mexam a fundo nos problemas do ordenamento do territ�rio, na sua racionaliza��o e no aproveitamento real dos seus recursos. (Joaquim Jord�o) * No que diz respeito ao seu post sobre os inc�ndios � caso para dizer, �preso por ter c�o e preso por n�o ter�� Na verdade, a sua forma de argumenta��o pol�tica, consoante se trate ou n�o de um ministro ou personalidade da sua simpatia pessoal - e Ant�nio Costa �, j� todos percebemos, um ministro que claramente n�o gosta � inquina totalmente a discuss�o. Sen�o vejamos, quando n�o se deu import�ncia � chaga econ�mica e social dos inc�ndios, � mobiliza��o de meios dispersos e complementares, � chamada de profissionais militares e militarizados e ao refor�o de meios de ac��o e combate, nenhum governo pode ser merecedor de censura p�blica por aus�ncia de pol�ticas eficazes. Ao contr�rio, quando um decisor pol�tico, neste caso Ant�nio Costa, faz o que deve, n�o se resignando com o agravamento desta chaga social e procura refor�ar os meios como nunca antes tinha sido feito, mobilizando os profissionais mais capazes, envolvendo as for�as de seguran�a e as for�as armadas, ainda que com isso n�o consiga resolver o problema, a culpa j� passa a ser dele ?. (Jo�o Paulo Pedrosa)
10:33
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO RIBATEJO, PORTUGAL Apanhando legumes (courgettes) em trabalhos agr�colas no Ribatejo (Riachos concelho de Torres Novas, junto ao rio Almonda). Ao meio dia de s�bado, 29 de Julho de 2006, debaixo de um sol t�rrido. (Manuel Ferreira dos Santos) * Curioso olhar, ver a fotografia. V�rias milheres trabalham debaixo do tal sol implac�vel. � verdade. Mas o que faz o homem da foto? Controla? Admira? Ou simplesmente faz o que a grande maioria dos homens fazem: Contemplam, sem ver!
10:00
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 841 - It� Go, my songs, seek your praise from the young and from the intolerant, Move among the lovers of perfection alone. Seek ever to stand in the hard Sophoclean light And take your wounds from it gladly. (Ezra Pound) * Bom dia! 14.8.06
18:22
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 14 de Agosto de 2006 Isabel do Carmo escreve hoje no P�blico um artigo intitulado "Resposta a Esther Mucznik" com que n�o concordo nem com uma linha. Mas n�o � isso que vem ao caso, mas sim a bizarra nota da redac��o que foi acrescentada no fim: NR - O P�BLICO n�o alterou a grafia deste texto, designadamente o facto da autora escrever Holocausto com caixa baixa.Esta agora, ent�o num artigo de opini�o o seu autor n�o pode escrever "holocausto" com min�scula? Usar mai�sculas ou min�sculas, aspas ou outros mecanismos com significado � parte indissoci�vel da liberdade de opini�o. N�o percebo por que raz�o escrever "holocausto" em min�scula justifica uma nota da redac��o, nem me parece que o Livro de Estilo (que n�o posso consultar agora, nem sei se se aplica) se sobreponha sobre a intencionalidade valorativa da opini�o. De facto, independentemente do artigo de Isabel do Carmo, eu tamb�m escolheria escrever "holocausto" e n�o Holocausto se tivesse percebido o sentido interpretativo e ideol�gico que lhe d� a redac��o do P�blico que de todo recuso - a transforma��o do holocausto numa identidade a-hist�rica imposs�vel de interpretar fora do quadro de uma determinada leitura disfar�ada de intangibilidade moral.
10:07
(JPP)
AS V�RIAS COISAS QUE EST�O A ARDER [Actualizado] ![]() Os inc�ndios prestam-se a demagogia, responsabilizando-se com facilidade os governos de culpas que muitas vezes ou lhes s�o injustamente atribu�das, ou devem ser partilhadas por v�rios executivos. Nos tempos recentes, �ltimos dez anos, ningu�m fez mais demagogia com os inc�ndios do que o PS, em particular pela voz de Ant�nio Costa, em interven��es na Assembleia quando do governo de Dur�o Barroso. � um facto indesment�vel. O PSD e o CDS tamb�m ca�ram algumas vezes em declara��es demag�gicas mas parecem meninos de coro comparados com a ofensiva que o PS fez sobre os inc�ndios. Ontem. (Nuno Margarido) Este lastro do passado deve ser lembrado, porque se vive este ano uma situa��o peculiar que n�o pode nem deve continuar: se no ano anterior seria insensato culpar o governo da situa��o dram�tica dos fogos, agora n�o tem sentido iludir as suas responsabilidades, na exacta medida em que as tem. Como medimos essa responsabilidade? Pelas declara��es feitas pelos membros do governo antes e depois dos inc�ndios. � por essas declara��es, cujo objectivo tem sido essencialmente propaganda das medidas governativas ou desresponsabiliza��o pela sua inefic�cia, que se devem pedir contas. O Ministro da Administra��o Interna � um dos ministros mais protegidos por alguma comunica��o social, independentemente do seu m�rito, que o tem, e da sua intui��o pol�tica e ambi��es, que as tem. Alguns jornais e televis�es deram-lhe t�tulos e manchetes que nenhum outro ministro teve, sem escrut�nio, que pareciam vindas directamente do gabinete do ministro para as redac��es. Excelente trabalho dos seus assessores que merecem tudo quanto ganham, mas tamb�m resultado das rela��es de simpatia pol�tica que alguns jornalistas pr�ximos dos socialistas t�m com o ministro. Com Ant�nio Costa d�-se um feito que tamb�m j� se deu com Ant�nio Vitorino, a �protec��o do sucessor�, preservar sempre a imagem da alternativa ao actual poder do PS. � um efeito pol�tico que s� existe para o PS, mas existe. Seria, no entanto, injusto limitar a este efeito, o que se passa com Costa e os inc�ndios. O governo tem beneficiado de uma cobertura jornal�stica que tem minimizado a import�ncia dos inc�ndios este ano, e consequentemente, n�o confronta a realidade com o que foi prometido e anunciado. Parte desta situa��o vem dos compromissos que a comunica��o social, em particular as televis�es, assumiram quanto � cobertura dos fogos, corrigindo os excessos do ano passado. Mas, como quase sempre acontece, a correc��o do excesso foi desequilibrada e neste ano, a n�o ser os atingidos pelos inc�ndios, n�o h� percep��o p�blica da gravidade do que se est� a passar. Isso ajuda � desresponsabiliza��o do governo e impede o debate sobre a efic�cia das suas medidas e sobre o modo como est� a reagir � situa��o, assumindo uma atitude de de muito mau agoiro para o futuro. No Abrupto t�m sido recebidas muitas colabora��es dos leitores sobre os fogos, de que tenho apenas publicado uma pequena parte e evitado as f�ceis responsabiliza��es do governo, que ainda me pareciam prematuras. Agora est� aberto o debate. * N�o sei de quem � culpa mas lavra um inc�ndio em Arcos de Valdevez h� MAIS DE UMA SEMANA... O inc�ndio consome uma das mais sublimes paisagens do Parque NACIONAL Peneda-Ger�s, a �nica �rea protegida em Portugal digna desse estatuto (todas as outras s�o Parques Naturais), no entanto dos holofotes da imprensa pouca voz d�o a esta cat�strofe. Se calhar � demasiado longe de Lisboa... (Alberto Fernandes) * Devo come�ar por fazer uma 'declara��o de interesses': sou neste momento adjunto de um presidente de C�mara, depois de d�cada e meia de jornalismo em Leiria (ou a partir de Leiria...).Creio que conhe�o um pouco da realidade, quer atrav�s do meu trabalho enquanto jornalista quer agora, merc� das fun��es que desempenho. E sem entrar em 'condena��es' ou 'absolvi��es', h� algo que desde que acompanho o 'fen�meno' mais de perto muito me faz imensa confus�o: por que raz�o (ou raz�es) n�o se investe mais na preven��o/vigil�ncia, quando se conhecem alguns casos de (relativo) sucesso? H� dois ou tr�s anos (talvez quatro), o ent�o governador civil do Distrito de Leiria teve a iniciativa de mobilizar os militares do Regimento aqui aquartelado para ac��es de vigil�ncia nas �reas mais florestadas do Distrito. Todos os dias, quatro equipas partiam sem conhecimento antecipado do respectivo itiner�rio e, durante todo o dia, 'mergulhavam' em pinhais e matas... A campanha foi devidamente divulgada pelos media regionais e o facto � que nesses anos ardeu pouco (e, em alguns casos, o que ardeu foi mais por defici�ncias de comando dos bombeiros...). Tamb�m desde h� tr�s anos, a C�mara Municipal de Leiria, com os agrupamentos de escuteiros e outros volunt�rios oriundos dos programas do IPJ, montou uma opera��o de vigil�ncia de todo o territ�rio que permite a 'detec��o precoce' e o imediato alerta dos bombeiros. � verdade que o ano passado houve uma situa��o muito complicada (tr�s fogos em pontos distintos e bastante afastados num per�odo de 15 minutos), mas a verdade � que o sistema ajuda a atacar os fogos na fase 'emergente'. Isto custa dinheiro, � verdade, mas custa muito menos do que o combate que, j� se sabe, est� condenado ao insucesso: com os meios que Portugal tem, com bombeiros volunt�rios insuficientemente preparados e equipados, com comandos deficientes e dispersos, com o clima, a orografia e a 'porcaria' em que se tornaram as matas... j� se sabe o resultado. Culpar os propriet�rios (como agora fez o ministro), as autarquias, o clima e sei l� que mais n�o resolve coisa alguma. Propagandear o que se vai fazer, muito menos. 'Enterrar' dinheiro em mais meios de combate, pode ser necess�rio, mas n�o resolve nada, como se tem visto. Enquanto os fogos de um ano n�o come�arem a ser combatidos em Setembro do ano anterior... nada feito! Apenas mais uns segundos de fama na televis�o, se poss�vel a 'desoras' e com um ar bastante compungido. (Francisco M. Figueiredo) * N�o me pretendo alongar muito sobre o desafio que lan�ou no Abrupto sobre um debate em redor dos inc�ndios florestais - nesse aspecto, escrevi durante meio ano o livro �Portugal: O Vermelho e o Negro�, (...), mas gostaria somente de fazer algumas considera��es r�pidas. a) Responsabilizar o partido que, conjunturalmente, ocupa o Governo pelos inc�ndios soa sempre a demagogia. Mas, claro, choca-me ainda mais a forma demag�gica (e irrespons�vel) como estas quest�es s�o tratadas pelas classe pol�tica. Os problemas s�o demasiado estruturais e de longo prazo - e a� n�o se v� nada de concreto, al�m de legisla��o, que � c�pia da que tem sa�do desde os tempos de Marcelo Caetano), passando pelo modo como deix�mos o mundo rural ao abandono, como se liquidou a agricultura (que permitia a presen�a de popula��o no interior e funcionava como zona-tamp�o � progress�o dos fogos), como n�o se incentivou a gest�o em espa�os florestais descapitalizados, como os PDM permitiram a constru��o de casas dentro das florestas, como n�o se faz vigil�ncia (para a detec��o r�pida dos inc�ndios), como se permitiu a manuten��o do status quo das corpora��es de bombeiros (com um voluntariado que nos custa muito dinheiro e de efic�cia fraca), etc., etc., etc.. Na verdade, perde-se demasiado tempo a tentar identificar respons�veis (mas em Portugal, isso d� em nada...), quando, na verdade, a culpa � de todos os pol�ticos que passaram pelos Governos nas �ltimas, pelo menos, duas d�cadas. Isto pode ser visto como uma cr�tica demag�gica, mas n�o �. Qualquer primeiro-ministro que continue a insistir no actual modelo � culpado por um ano calamitoso de inc�ndios, independentemente de este ocorrer durante ou ap�s o seu mandato. E isto porque a contabilidade n�o deve ser vista a curto prazo (um ano pode arder pouco ou muito por raz�es conjunturais, como a chuva; ou por em anos imediatamente anteriores ter ardido muito e as zonas mais cr�ticas estarem em �pousio�, como � o caso deste ano). Permita-me, por outro lado, discordar de se conceder o direito de um Ver�o de �estado de gra�a� aos novos Governo. Temos tido demasiadas desgra�as por causa desses anos de gra�a. b) Quanto � �boa sorte� de Ant�nio Costa, de facto h� um excelente trabalho dos assessores de imprensa, com mais uns pozinhos de manipula��o da informa��o � mistura (o caso mais evidente passa-se com o n�mero de fogos - para ver como, consulte um texto que saiu hoje publicado no DN, da minha autoria) e de aproveitamento de alguns desconhecimento da generalidade dos jornalistas (ardeu 900 mil hectares nos �ltimos tr�s anos, nas zonas de maior risco e com maior manchas florestal em cont�nuo; nessas circunst�ncias, � quase imposs�vel termos este ano inc�ndios de mais de 10 mil hectares). Na verdade, a situa��o � mais grave do que aparenta, pois os maiores inc�ndios est�o a ocorrer em zonas que pouco arderam na �ltima d�cada, o que mostra estar a intensificar-se a �globaliza��o� do fogo em Portugal. b) A minha opini�o sobre a efic�cia das medidas deste Governo � de que, para j�, se confirmam erros que detectei desde o in�cio e n�o me admiram os resultados actuais (muito maus...). Por exemplo, na localiza��o das brigadas helitransportadas de primeira interven��o, colocar duas em Sines e em Faro foi um absurdo. Primeiro porque metade da sua �rea potencial de interven��o � no mar (onde � suposto n�o haver inc�ndios); segundo porque, sobretudo no Algarve, n�o haver� grandes problemas nos pr�ximos 2-3 anos, porque ardeu quase tudo nos �ltimos tr�s. Onde era preciso, e n�o havia, era no Alentejo interior (p.ex., na zona da serra de Ossa), onde os r�cios de efic�cia de primeira interven��o foram, pelo menos no ano passado, deplor�veis; ou ent�o nas �rea protegidas, onde se torna fundamental extinguir os fogos nascentes, sob risco de acontecer os desastres do Parque Nacional da Peneda-Ger�s (uma aut�ntica vergonha...) ou no Parque Natural da serra de Aire e Candeeiros. A estrat�gia de combate apenas assente na protec��o das casas (onde n�o s�o feitas limpezas em redor) � tamb�m uma das causas para arder tanto em Portugal. � uma aunt�ntica bola de neve, perigos�ssima: salva-se uma casa, continua a arder floresta; continua a arder mais floresta, colocam-se mais casas em perigo. Em suma, temos bombeiros para as casas; n�o temos para a floresta. (sobre estas quest�es, o livro aborda uma poss�vel solu��o...). De resto, tenho tentado, na medida do poss�vel, dar o meu contributo. Al�m do livro, tenho acompanhado estas quest�es no meu blog Estrago da Na��o . L� poder� encontrar alguma informa��o, eventualmente �til. (Pedro Almeida Vieira) * Os fogos de Ver�o s�o um exemplo brilhante, pela pior da raz�es, da forma como quando n�o queremos nada funciona. Fatalmente este � daqueles casos em que a culpa � de todos. E por isso n�o � de ningu�m. Mas h� culpados. Na minha opini�o s�o os respons�veis governamentais. Precisamente aqueles que tendo autoridade para, negaram sempre uma realidade bem real na expectativa que no pr�ximo ano o vento e o calor fossem mais brandos com a nossa trag�dia colectiva. Precisamente aqueles que deviam h� muito ter tido a coragem para, depois da casa arrombada, colocar trancas na porta. Mas as prioridades pol�ticas deste governo do politicamente correcto e da propaganda pol�tica que nos faz acreditar que vivemos no pa�s das maravilhas, ou a caminho dele, est�o sempre invertidas. � demasiado f�cil culpar os bombeiros. � demasiado f�cil culpar os incendi�rios. � demasiado f�cil culpar os propriet�rios que n�o fazem a limpeza dos seus terrenos e dos terrenos adjacentes � sua propriedade mesmo n�o sendo seus. � demasiado f�cil culpar o vento e o calor. E todos eles, � primeira vista, t�m culpa. Os bombeiros porque s�o poucos e os poucos que s�o n�o servem. Como n�o servem as latas vermelhas a que chamam �carros de bombeiros� e as rid�culas mangueiras de quintal. Os incendi�rios, por outro lado, s�o a escumalha sem rosto. Nunca ningu�m os viu a n�o ser em n�mero. E mesmo assim gritam-lhes senten�as de morte em espect�culos de regozijo p�blico propagandeado como a vingan�a do bem contra o mal. Seguem-se os propriet�rios. Esses inconsequentes que constr�em casas ao p� de �rvores. E que n�o cumprem com os seus deveres na limpeza da mata e dos terrenos adjacentes � sua propriedade porque as C�maras Municipais n�o t�m nem dinheiro nem pessoal para o fazer. E finalmente o clima. Essa fatalidade dos deuses que n�o param de nos atazanar. Tudo isto � ir�nico. E verdadeiro. O assunto dos fogos � complexo. Vejamos o que falha e porque falha. 1. PREVEN��O. A preven��o � aqui um caso bicudo e de dif�cil oper�ncia. Exigir a limpeza das matas n�o chega. A n�o ser que o princ�pio seja ciment�-las. H� um elo muito importante da cadeia que � a vigil�ncia. Terrestre e a�rea. N�o no sentido de evitar o inevit�vel, porque o h�, mas de actuar com rapidez e efic�cia. N�o se incendeia uma mata de centenas de hectares em meia d�zia de minutos. A preven��o falha sobretudo porque d� o alerta muito tarde, na maioria dos casos tarde demais. Desconhe�o o que a lei portuguesa reserva para os incendi�rios. E falo dos incendi�rios porque a teoria do vidrinho e do sol n�o me convencem. H� gente por a� gravemente doente. Em todas as frentes. Do lado de c� e do lado de l�. A comunica��o social, involuntariamente, acaba por sustentar o motivo desta gentalha que delira, muito provavelmente no conforto do seu lar, com as magn�ficas imagens do fogo que consome, que destr�i e que mata. 2. LUTA CONTRA O FOGO. Quando o alerta vem tarde demais, a luta contra o fogo torna-se tarefa particularmente dif�cil. Mais ainda quando os meios materiais e humanos s�o ineficientes e, na maioria dos casos, ignorantes quanto �s formas de luta contra o fogo florestal. � deprimente ver as latas vermelhas de um lado para o outro a transportar homens cansados, exaustos, absolutamente frustrados. Precisamente os mesmos que o ministro, depois dos tempos de c�lera, vai agradecer e homenagear em cerim�nia pomposa. Chegamos ent�o � parte do governo. H�, por parte deste, uma posi��o de fundo que me parece bem clara. Para este governo o patrim�nio natural representado pela floresta n�o � uma prioridade. Ele diz que �. Mas n�o �. Sen�o vejamos a t�tulo de exemplo a mais recente trapalhada pol�tica: Nunes Correia, Ministro do Ambiente, afirmou ao Correio da Manh� que �n�o podemos ter uma econmia predadora das condi��es naturais, a biodiversidade e a paisagem s�o um dos principais patrim�nios de Portugal�. Curiosamente, no dia seguinte o Conselho de Ministros aprovava as altera��es � Reserva Ecol�gica Nacional que vai permitir que os agricultores possam construir casas de habita��o em �reas classificadas. O diploma abre tamb�m a possibilidade de se realizarem amplia��es de empreendimentos tur�sticos, instala��es de aquacultura, planta��es de olivais, vinha e pomares, abertura de caminhos e implanta��o de projectos de energias renov�veis. Este swing faz-me suspeitar das inten��es do governo mas isso � mat�ria especulativa. Vamos ao que realmente interessa. E o que realmente interessa � o que o governo deveria ter feito e n�o fez. 1. � urgente criar um corpo de bombeiros profissionais. A imagem do �soldado da paz� � anacr�nica. A luta contra o fogo � t�o importante como a manuten��o da ordem p�blica. 2. � urgente criar uma for�a (porque n�o militar?) de vigil�ncia capaz de detectar e accionar imediatamente o alerta de fogo e intervir numa primeira frente. 3. � urgente dotar os bombeiros de meios materiais REALMENTE eficazes. N�o basta lamentar as inacessibilidades que me parecem �bvias. � necess�rio um investimento s�rio em meios a�reos. 4. � urgente assumir a luta contra o fogo florestal como uma prioridade pol�tica e de interesse nacional. Ao fim e ao cabo, � na interven��o que o governo deveria investir. E � na administra��o interna que o nosso ministro deveria investir. Em detrimento das suas transum�ncias imbecis. N�o chega rezar pelos tempos de bonan�a. � preciso agir. Nas v�rias frentes. E j�. Antes que os nossos tempos se tornem tempos da terra queimada. (Ricardo S. Reis dos Santos ) * Qualquer an�lise que se fa�a � actua��o de um governo PS, seja qual for a �rea de actua��o governativa, ter� de ter sempre em conta esta permissa b�sica da democracia portuguesa: o PS tem sempre raz�o. Sempre que algu�m consegue convencer o eleitorado do contr�rio, l� temos n�s o perigo para a democracia, a ditadura da maioria, o cart�o laranja, os tenebrosos tr�ficos de influ�ncias, o nepotismo, a incompet�ncia, a insensibilidade social, as pol�ticas de direita, os atentados aos b�sicos direitos dos cidad�os... e a vaga e difusa impress�o de que os eleitores s�o est�pidos. Concentrando-me nos inc�ndios, o resultado deste tipo de interpreta��o do mundo � simples: - se o governo for PS, a lei n�o � cumprida (coisa esot�rica esta de a lei n�o ser cumprida), as pessoas s�o negligentes na limpeza das matas, as temperaturas s�o muito elevadas, h� muito vento, o vento muda de direc��o, quando muda de direc��o muda sempre para a pior direc��o poss�vel frustrando as medidas tomadas pelo governo no combate aos inc�ndios... - se o governo for PSD, a lei n�o � cumprida porque o governo n�o quer, as pessoas s�o vitimas da neglig�ncia do governo que n�o imp�e a limpeza das matas, as temperaturas s�o elevadas, o vento muda de direc��o e quando muda muda sempre na pior direc��o por inc�ria do governo que n�o soube planear a tempo a �poca de fogos... Isto aprende-se em qualquer faculdade de jornalismo em Portugal... digo eu. (M�rio Almeida ) * �cerca do seu post sobre demagogia e inc�ndios, permita-me que lhe diga o seguinte: O exerc�cio de reflex�o � coerente mas o resultado � igual �s situa��es que critica, isto �, pura demagogia. J� � tempo de acabar com este tipo de racioc�nio - os da Direita n�o foram maus mas estes da esquerda s�o muito piores porque s�o ... da esquerda. Esse parece ser o seu principal defeito. J� n�o h� muita pachorra para esta conversa, basta pensar um bocadinho para ver que se os da Direita s�o maus � porque, de facto, quando est�o no poder passam o tempo a fazer de conta que fazem alguma coisa e, mal de l� sa�m, come�am a clamar pelas reformas que n�o tiveram coragem de fazer. Se o ministro Ant�nio Costa tem boa imprensa � porque tem algum m�rito, pelo menos � assim que o senhor escreve quando o mimnistro � de Direita. Pe�o desculpa pela frontalidade mas j� come�am a passar das marcas estes "com�cios" de m� disposi��o s� porque temos um governo qu� n�o � da sua c�r. Deixe os "com�cios" para o Prof. Marcelo, o senhor j� nos habituou a muito melhor que isso. E j� agora uma sugest�o, v� para fora c� dentro, este pa�s que o senhor tanto desdenha tem coisas que valem a pena, mesmo os portugueses nos quais v� tantos defeitos tamb�m t�m coisas boas. (...) tinha esta atravessada h� muito tempo, s� criticar pode n�o ser a melhor ajuda. (Jorge Silva) * N�o sei quem constr�i o Google News Portugal, mas deve ser algu�m com experi�ncia na TVI. Ontem a noticia da morte do Bombeiro encontrava-se na sec��o entretenimento. Hoje a noticia mantinha-se l� acompanhada por uma outra que relatava o ataque de um Pitbull a uma crian�a!!!!!! No meio das duas o concerto dos Rollinng Stones. Estranhos crit�rios (Lu�s Bonif�cio) * Como deve saber, nas �ltimas 72 horas faleceram dois bombeiros em Portugal. Na sexta-feira de manh�, a operadora do CDOS de Leiria, Viviana Dion�sio, foi encontrada morta no ve�culo que servia de posto de comando, estacionado perto da frente de inc�ndios de Porto de M�s, ap�s ter trabalhado mais de 36 horas. No domingo � tarde, o bombeiro Joel Gomes morreu em consequ�ncia de um despiste da viatura de interven��o r�pida onde seguia a caminho de um inc�ndio na serra da Aboboreira. Ontem, o ministro Ant�nio Costa declarou "em nove dias, n�o houve mortos nem feridos graves em combate", frase que, podendo ser tecnicamente verdade, se entendermos que estas duas mortes n�o ocorreram na frente de fogo, escamoteia completamente a realidade. (Nuno M. Cabe�adas)
10:03
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 840 - ... n�o h� ladr�es sen�o onde h� que furtar. A terra � abastada de pastos, e assim como cria o bom, cria o mau. E j� ouvi dizer um grande homem que era dado �s cousas do outro mundo, falando na povoac�o deste terra (que ainda que a vedes assim por partes metida a mato, � de pastores em muita maneira povoada) que esta era uma das maravilhas da natureza, de uma terra mesma nasceram duas t�o contr�rias uma � outra. E que isto n�o era s� nas alim�rias, mas nos homens: que n�o h� maus sen�o onde h� os bons, e n�o h� ladr�es sen�o onde h� que furtar. (Bernardim Ribeiro) * Bom dia! 13.8.06
10:23
(JPP)
J Marshall Cornwall, Napoleon as Military Commander No in�cio da sua expedi��o ao Egipto, Napole�o mandou distribuir um panfleto em �rabe em que dizia que os franceses eram verdadeiros mu�ulmanos, tinham deposto o Papa, culpado de ter "sempre incitado os crist�os a combater os mu�ulmanos" e apelava a uma esp�cie de jihad contra os mamelucos, seus advers�rios e aliados dos ingleses e turcos. Chamou os imans e colocou-lhes fitinhas tricolores. Vive la France. De facto, nunca � tarde para aprender.
09:41
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 839 - Icebergs ![]() Icebergs, sans garde-fou, sans ceinture, o� de vieux cormorans abattus et les �mes des matelots morts r�cemment viennent s'accouder aux nuits enchanteresses de l`hyperbor�al. Icebergs, Icebergs, cath�drales sans religion de l'hiver �ternel, enrob�s dans la calotte glaciaire de la plan�te Terre. Combien hauts, combien purs sont tes bords enfant�s par le froid. Icebergs, Icebergs, dos du Nord-Atlantique, augustes Bouddhas gel�s sur des mers incontempl�es. Phares scintillants de la Mort sans issue, le cri �perdu du silence dure des si�cles. Icebergs, Icebergs, Solitaires sans besoin, des pays bouch�s, distants, et libres de vermine. Parents des �les, parents des sources, comme je vous vois, comme vous m'�tes familiers... (Henri Michaux ) * Bom dia! 12.8.06
16:07
(JPP)
BIBLIOFILIA: GRANDES CAPAS
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12:02
(JPP)
A RECUPERA��O DAS IMAGENS come�ou a ser feita, com prioridade para os "Retratos do Trabalho". A s�rie � em grande parte constitu�da por trabalhos dos leitores que merecem toda a considera��o pelo seu esfor�o, at� porque iniciativas como esta est�o em curso usando o material do Abrupto.
10:23
(JPP)
NUNCA � TARDE PARA APRENDER: KUBRICK COMO FOT�GRAFO EXISTENCIALISTA ![]() O trabalho de Kubrick como fot�grafo � uma descoberta relativamente recente. No final dos anos quarenta, Kubrick trabalhou como fot�grafo da Look, � qual vendia os seus trabalhos sem manter os direitos de autor nem ficar com c�pias. O esquecimento do fot�grafo tinha crescido com a sua fama de cineasta. Descobertas no arquivo da revista, agrupadas em s�ries, como o autor as tinha realizado, as fotografias retratam a Am�rica de um modo mais sombrio e cruel do que se podia imaginar nesses anos do p�s-guerra. A preto e branco, num tom felliniano, "drama" e "sombras" quanto baste. Foi a fotografia da capa que me fez comprar o livro, um momento e um olhar de medo de cair que quem transportou muitas pilhas de livros por escadas, conhece muito bem. Depois encontrei poucos livros no �lbum, a n�o ser fotos do metropolitano em que se v� muita gente a ler, mas tamb�m n�o era suposto ser um livro sobre livros. Mas quase tudo vale a pena nestes retratos de um mundo essencialmente urbano perdido numa solid�o individual, perdido nas imagens quando as pessoas se tornam personae, figuras, tra�os, sinais numa paisagem em que n�o h� nada para se agarrarem. As fotos de Kubrick s�o contempor�neas do existencialismo franc�s do p�s-guerra, e mostram como o "esp�rito do tempo" lavra pelo tempo, pelo mesmo tempo ao mesmo tempo.
10:18
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 838 - Aubade The lark now leaves his wat�ry nest, And climbing shakes his dewy wings. He takes this window for the East, And to implore your light he sings � Awake, awake! the morn will never rise Till she can dress her beauty at your eyes. The merchant bows unto the seaman�s star, The ploughman from the sun his season takes, But still the lover wonders what they are Who look for day before his mistress wakes. Awake, awake! break thro� your veils of lawn! Then draw your curtains, and begin the dawn! (William Davenant) * Bom dia! 11.8.06
16:01
(JPP)
BIBLIOFILIA: GRANDES CAPAS
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11:46
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 11 de Agosto de 2006 A ler WARNING... no BLOGUITICA. A quest�o tem todo o sentido, porque, se em mat�ria de defesa, o governo tem a capacidade de governar nas mat�rias "habituais" sem droit de regard, em tudo o que seja mais sens�vel, o PR tem mais do que um direito de "olhar", tem capacidade pol�tica para decidir, enquanto Comandante Supremo das For�as Armadas. Foi o que se viu quando Sampaio impediu a ida de tropas regulares para o Iraque impondo a presen�a apenas de um contingente da GNR. � um mau precedente por parte do governo, mas pode ser desaten��o e inc�ria que venha a ser corrigida. Mas que foi notada, foi. E bem. * No Di�rio de Not�cias, Fernanda C�ncio, Assumir a rela��o : "As pessoas t�m o direito de saber", ouve-se nas rodas de comadres das TV e repete-se em publica��es consideradas de "informa��o geral", em nome, imagine-se, da "democracia". Este "direito de saber" inclui as fotos � trai��o e � for�a, "revela��es" sobre quem dan�ou com quem , quem beijou quem, quem fez topless. As regras s�o simples: � fora de casa, � p�blico; � p�blico, � public�vel; quem se mostra uma vez legitima todas as intrus�es; quem n�o se mostra est� a esconder algo, logo, legitima todas as intrus�es. A ind�stria tem sempre raz�o.H� j� muitos anos, este tema foi discutido no "Ter�a � Noite" e lembro-me de me opor a Miguel Sousa Tavares que dizia que "isto" nunca iria acontecer na imprensa portuguesa. Tanto iria que foi mesmo. Um dia que se fa�a a genealogia desta intrus�o obscena na privacidade e intimidade, ver-se-� como tudo come�ou na "Gente" do Expresso, passou por uma p�gina de "revela��es" nunca esclarecida na sua autoria e inten��es do Seman�rio, e depois disseminou-se nas "revistas cor-de-rosa". Isto para que n�o se pense que come�ou na imprensa pimba. N�o, come�ou na imprensa "s�ria".
10:05
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM �LHAVO, PORTUGAL �lhavo (Praia da Costa Nova do Prado). Esta senhora passou por mim por volta das 11 horas da manh�. Faz a limpeza da praia a horas impr�prias, sob um sol abrasador! A vida custa a ganhar! A senhora tem certamente mais de 50 anos! Ainda por cima vestida daquela maneira - imagino o sofrimento! (�ngelo Eduardo Ferreira)
09:28
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 837 - Proserpina, Cyane Libro V - vv 385-520 ![]() Ora, mentre scorrevo per i gorghi dello Stige, vidi Proserpina, triste ed ancora spaurita nel volto, ma regina del mondo delle ombre, ma gi� sposa potente del re dell'Averno.� E a questo parole, la madre parve di pietra, e a lungo rimase stupita, come presa dal fulmine. Ma quando il dolore vinse la sua grave inerzia, allora si lev� col carro su per l'alto cielo. E l�, cupa in volto, coi capelli sparsi, irata, ferma davanti a Giove, cos� disse: �O Giove, per il sangue mio, ti prego, per il tuo sangue. Se non hai amore per me, chiedo piet� per la figlia: invoco il tuo aiuto, anche se nacque da me. Ho ritrovato la figlia che cos� a lungo cercai, se ritrovarla vuol dire sapere d'averla perduta; se sapere dov'� vuol dire averla trovata.� (Salvatore Quasimodo, Dalle "Metamarfosi" di Ovidio) * 10.8.06
17:39
(JPP)
J Marshall Cornwall, Napoleon as Military Commander O livro, escrito por um militar ingl�s, tem como tese que Napole�o nunca inovou no plano militar, foi apenas (e este "apenas" n�o � pouco) um brilhante estudioso da teoria e da hist�ria militar e um n�o menos brilhante comandante no terreno. Por exemplo, nas suas travessias alpinas nas campanhas no norte da actual It�lia, Napole�o estudou a passagem dos Alpes por An�bal. (Continua) * Sobre o seu coment�rio em rela��o a Napole�o, o historiador alem�o Hans Delbruch (no seu livro "Hist�ria da Arte da guerra") dissera o mesmo sobre J�lio C�sar, que n�o inovara mas se limitara a usar a m�quina romana ao limite das suas capacidades (e com uma genial capacidade de improvisa��o).
15:27
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO PORTO, PORTUGAL
Engraxador. (Gil Coelho)
13:27
(JPP)
![]() O "ataque" ao outro blogue portugu�s � falso. O facto foi comunicado ao Blogger.
10:53
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM LISBOA, PORTUGAL
Pintura de uma torre de telecomunica��es em Lisboa (zona expo). (Lu�s Campos Pinto)
10:39
(JPP)
![]() Os ataques ao Abrupto repetiram-se durante a noite, o que j� n�o � , infelizmente, novidade. A novidade � que o "Mike" se chama agora "Pimpinha" e atacou outro blogue portugu�s, o Licenciosidades (sem liga��o para n�o haver benef�cio do infractor), exactamente da mesma forma, e com o mesmo template. Estranho californiano, t�o versado em coisas portuguesas, leitor fiel do Abrupto, seguidor das suas notas e dos seus hor�rios... Deve ser uma m�quina a actuar ao acaso, como diziam os "t�cnicos".
09:29
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 836 - Proserpina, Cyane Libro V - vv 385-520 ![]() Lungo sarebbe dire per quante terre e mari vag� la dea: non c'era pi� luogo al mondo dove ancora cercare. E ritorn� in Sicilia, e and� per tutta l'isola e giunse fino a Ciane, che certo, se ninfa, le avrebbe detto ogni cosa; ma non aveva pi� bocca, n� lingua per parlare, n� modo per esprimersi; pure le mostr� un segno: caduta l�, galleggiava sull'acqua della sorgente la cintura di Proserpina, nota alla madre. E appena Cerere la vide, come se allora sapesse la sorte della figlia, cominci� a strapparsi i capelli e a lungo a battersi il petto. E ancora non sa dove si trovi la figlia, e d� colpa a tutta la terra (e la chiama nemica e indegna del dono delle messi), e pi� alla Sicilia, dove vide quel segno, ragione del suo pianto. E l� con mano spietata rompe gli aratri che voltano le zolle, e con ira d� morte ai coloni ed ai giovenchi, e vuole i campi sterili, e guasta le sementi. E si perde la fama della terra siciliana, dovunque esaltata come fertile; e le messi muoiono appena verdi, ora perch� il sole infuria pioggia, e avversi sono i venti e le stelle. E gli uccelli divorano i semi appena sparsi, e il loglio e l'erbe spinose e la tenace gramigna frmano il grano che cresce. Allora Aretusa lev� il capo fuori dall'acque dell'Elide e, gettate le chiome stillanti dalla fronte dietro le orecchie, cos� disse: �O madre delle messi, madre della vergine cercata in ogni luogo, riposa della lunga fatica, non fare violenza alla terra. La terra � fedele, non ha colpa, senza volere si apr� quando veniva rapita Proserpina. Non prego per la mia terra, sono qui straniera, io nacqui a Pisa. la mia patria � l'Elide. Abito la Sicilia come ospite; ma questa terra mi � cara pi� d'ogni altra; e per me, Aretusa, questi sono i Penati, questa la casa, e tu, dea benigna, difendila. Perch� venni in Ortigia dalla mia terra lungo infinite onde del mare, dir� a suo tempo, quando avrai meno dolore e pi� sereno il volto. Vado per un sentiero aperto sotto terra e per caverne profonde sollevo qui il capo e vedo stelle ignote. (Continua) (Salvatore Quasimodo, Dalle "Metamarfosi" di Ovidio) *
00:31
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO PORTO, PORTUGAL
Seguran�a do Metro do Porto. (Tiago Azevedo Fernandes) 9.8.06
19:18
(JPP)
![]() "(...) In regards to your images, unfortunately we believe they were lost in the process of trying to move the second blog to another URL. We attempted to recover them but were unsuccessful. We apologize greatly for the inconvenience and hope you are able to upload them again, if possible." Tr�s anos de trabalho e ainda h� uns imbecis que dizem que n�o aconteceu nada.
18:58
(JPP)
Actualizada a nota O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: FOGOS, BALDES E BALDAS.
16:19
(JPP)
QUANDO O MUNDO ERA SIMPLES: "NENHUM POVO DO MUNDO..."
![]() ![]()
11:02
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO TOGO No Togo h� zonas que de t�o pobres serem n�o � possivel adquirir o que quer que seja com notas (Franco CFA) de maior valor uma vez que ningu�m tem troco para essas notas, pelo que existem estes individuos, geralmente sentados num banco � beira das estradas, que as trocam por notas de pequeno valor cobrando para o efeito uma comiss�o. S�o os bancos. (A. Bento)
10:16
(JPP)
![]() Muito obrigado a todos que altas horas da noite, consultando o Abrupto, me enviam dados importantes para combater o pirata, assim como a todos que est�o a ajudar a identificar e resolver o problema.
09:56
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 836 - Proserpina, Cyane Libro V - vv 385-520 ![]() N� l'Aurora dai capelli freschi di rugiada, non Espero la vide mai in riposo, and� con due torce di pino accese nel fuoco dell'Etna, lungo le gelide notti, quando la dolce luce oscura le stelle. E sempre cercava la figlia dal sorgere Al tramonto del sole; e stanca, arsa di sete, dai aveva bagnato le labbra ad una fonte, vide una capanna dal tetto di paglia and� subito a battere alla piccola porta. Ina vecchia venne ad aprire, e alla dea che chiedeva da bere, offr� dell'acqua dolce da lei preparata con il grano cotto. E mentre beve, un fanciullo senza grazia in volto, anche audace, si ferma davanti alla dea, e la deride dicendole: �Avida!� E la dea offesa riversa sul fanciullo ci� che ancora restava dell'acqua mescolata al grano. E subito quel volto si copre di macchie, e le braccia diventano gambe, e la coda s'aggiunge alle membra mutate, e il corpo (perch� non abbia molto potere nel male) si contrae in piccola forma: non pi� lungo d'una lucertola. E la vecchia, stupita, piangendo vuole toccare il mostro che fugge e si nasconde: il mostro ha un nome che s'addice al suo colore, screziato sul corpo di macchie variopinte. (Continua) (Salvatore Quasimodo, Dalle "Metamarfosi" di Ovidio) *
09:51
(JPP)
8.8.06
23:35
(JPP)
HOJE, AGORA
Lua cheia, imperfeita como tudo, perfeita uma vez s�.
23:22
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: FOGOS, BALDES E BALDAS ![]() H� cerca de um ano, Jorge Sampaio, acompanhado por Ant�nio Costa, visitou uma zona martirizada pelo fogo. A certa altura, perplexo com o facto de haver casas com a floresta a entrar pelo quintal adentro, o Presidente perguntou ao Ministro como � que tal era poss�vel - e a resposta foi t�o curta quanto esclarecedora: �� proibido, mas a lei n�o � cumprida�. N�o fic�mos a saber se, porventura, Sampaio lhe ter� respondido que um Ministro da Administra��o Interna � pago, precisamente, para fazer com que a lei seja cumprida - porque, se as �rvores est�o junto �s casas, n�o � s� porque algu�m l� as meteu, mas tamb�m porque as autoridades o n�o impedem. Suponhamos, no entanto, que esta ac��o, pela sua envergadura, � impratic�vel. Mas... e se algu�m dissesse a essas pessoas - que parece que convidam o fogo para almo�ar... - que o Estado n�o pagar� os preju�zos que venham a ter? E se os bombeiros fizessem saber que, em caso de escassez de meios, elas n�o ter�o prioridade no socorro? Que diabo! N�o h� autarcas, bombeiros nem GNR que ajudem ou obriguem as pessoas a cumprir a lei, cortando, atempadamente, as �rvores que est�o onde n�o deviam estar, mesmo que seja preciso intervir em propriedades de donos desconhecidos ou ausentes? Mas, � claro, palpita-me que vamos continuar indefinidamente a ver gente desesperada, a clamar por meios a�reos enquanto enfrenta as chamas do quintal com mangueiras de jardim e baldes de pl�stico - porque o mais certo � que desabafos como este n�o passem de conversa... debalde. (C. Medina Ribeiro) * Em jeito de coment�rio sobre o assunto e sobre o que escreveu o C. Medina Ribeiro apetece-me citar o velho prov�rbio que diz �s� te lembras de S. Barbara quando fazem trov�es�, e j� agora aquela velha filosofia do �isto s� acontece aos outros�.
10:14
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NA RIA DE AVEIRO, PORTUGAL
(Gil Coelho)
10:03
(JPP)
COISAS DA S�BADO: Felizmente que n�s, a minha gera��o europeia, perdemos a no��o do que era a guerra. Infelizmente que n�s, a minha gera��o europeia e as gera��es seguintes, perdemos a dimens�o do que � a guerra. Pode parecer contradit�rio mas n�o �. Entre 1945 e 1990, os europeus conheceram o per�odo maior de paz continuada de toda a sua hist�ria. Toda, desde h� mais de dois mil anos, se � que se pode contar a Europa desde o imp�rio romano e o nascimento de Cristo no M�dio Oriente.GUERRA, A DIMENS�O QUE N�S PERDEMOS, FELIZMENTE / INFELIZMENTE ![]() Pudemos viver grande parte da nossa vida em paz, em Portugal mais do que no resto da Europa, sem sequer as ang�stias dos nossos pais e av�s, com a guerra espanhola ao lado e a segunda guerra europeia de que escapamos por um fio. Como os europeus desde 1945, vivemos a guerra fria protegidos pelo guarda-chuva nuclear americano, nem sequer tivemos que pagar os custos plenos da defesa, construindo um �modelo social� que deve muito da sua exist�ncia aos gastos americanos com a defesa. Foi bom, enquanto durou, mas est� a acabar. Subitamente, a guerra da Jugosl�via e os terrorismos de Madrid e Londres, mostraram que a guerra est� mais perto do que imaginamos, mas continuamos a n�o querer ver e a confiar no destino. O conflito no M�dio Oriente, o terrorismo em Nova Iorque s�o muito nossos, mas continuamos a meter a cabe�a na areia e a desejar que os americanos e os israelitas paguem o pre�o do sangue e nos protejam. � por isso que, ou estamos dispostos a assumir que a paz se defende, inclusive por meios militares, ou teremos guerra na nossa casa em condi��es de muito maior fragilidade. Um teste importante pode ser a disposi��o europeia de participar numa for�a efectiva que garanta que n�o h� ataques na fronteira norte de Israel, diminuindo assim significativamente a tens�o na zona, construindo a paz com os moderados �rabes e impedindo que os extremistas a sabotem todos os dias. Uma for�a efectiva, disse eu.
09:45
(JPP)
![]() Nos �ltimos quatro dias o Abrupto foi ele mesmo, sem perturba��es alheias. A �ltima vez que o falso apareceu, a uma hora habitual, por volta das 20 horas, o Blogger prometeu mais uma vez "investigar". J� tive retornos suficientes para ainda n�o considerar a pirataria encerrada e o Abrupto navegando como habitual. O(s) respons�vel(eis) ainda n�o teve (tiveram) que se passear pela prancha ou ver a vista de uma corda alta, pelo que continua a vigil�ncia.
09:09
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 835 - Proserpina, Cyane Libro V - vv 385-520 ![]() (Continua��o) Fra Ciane ed Aretusa si stende una zona di mare chiusa da due esili punte di terra: qui visse Ciane, la ninfa pi� famosa di Sicilia, e da lei ebbe nome lo stagno. Ora la ninfa uscendo improvvisa dall'acque sino ai fianchi, riconobbe la dea e cos� disse: �O Plutone, non andrai lontano; se Cerere non vuole non potrai avere la fanciulla: dovevi chiedere Proserpina, non prenderla con forza. E se piccole cose posso accostare alle grandi, anch'io, amata da Anapo, divenni la sua sposa alle vive preghiere, non per timore.� Disse, e aprendo le braccia cercava di fermarlo. Ma non tenne pi� l'ira il figlio di Saturno, e incitando i tremendi cavalli, col braccio potente vibr� lo scettro dentro il profondo dell'acque: e la terra percossa apr� la via del Tartaro, e riport� nell'abisso l'obliquo carro veloce. Ora Ciane piangendo la dea rapita e le leggi della fonte spezzate da Plutone, ha come ferito il cuore silenzioso, e si consuma in lacrime e si scioglie in quelle acque di cui fu dea suprema. Avresti potuto vedere le membra farsi tenere, le ossa Flessibili, le unghie perdere durezza, e sciogliersi in acqua le parti pi� sottili: le chiome azzurre, i piedi, le dita, le gambe, perch� pi� rapide mutano le esili membra in acque gelide. Poi gli �meri, la schiena, fianchi e il petto furono piccoli ruscelli, l'acqua giunse al sangue per le vene guaste, nulla rimase di lei che si potesse prendere. Intanto la madre cercava con ansia la figlia per tutta la terra e nel profondo del mare. (Continua) (Salvatore Quasimodo, Dalle "Metamarfosi" di Ovidio) * 7.8.06
22:19
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NA TUN�SIA
(Jos� Farinha)
21:59
(JPP)
COISAS DA S�BADO: SER� QUE O MINIST�RIO P�BLICO N�O CONSEGUE FAZER AS COISAS BEM UMA �NICA VEZ? ![]() A mediatiza��o da justi�a podia ser inevit�vel, era s� uma quest�o de tempo, mas, no caso nacional, essa mediatiza��o foi deliberadamente procurada por um dos �agentes da justi�a�, o Minist�rio P�blico. Tudo resultou de uma pr�tica que uniu dois interesses convergentes: o Minist�rio P�blico no tempo de Narciso da Cunha Rodrigues, que exerceu o cargo de 1984 a 2000 e moldou a institui��o e um jornal populista, e o Independente, destinado a combater o governo do PSD e a abrir caminho para a carreira pol�tica de Paulo Portas. Esta coliga��o de interesses era muito semelhante � que se tinha verificado em It�lia durante os tempos da �rep�blica dos ju�zes� e associava o justicialismo comunista e da extrema-esquerda, muito bem representado na corpora��o dos procuradores, com o populismo anti-pol�ticos e anti-parlamentar da direita radical. Com o tempo, esta alian�a come�ou a desgastar-se e a revelar os seus efeitos perversos. O MP, afinal s� anunciava n�o �produzia� e aqueles que viam o seu nome envolvido em suspeitas p�blicas e publicadas nunca eram levados a tribunal e, se o eram, saiam inocentes. Por outro lado, o principal pol�tico populista, Portas, a quem esta estrat�gia serviu para colocar o PS no poder (com quem objectivamente se aliou) em vez do PSD, acabou por provar da sua pr�pria medicina no �caso Moderna�. No intervalo, os pol�ticos do PSD, do PS, do CDS e do PCP deram ao MP quase tudo que ele exigia, em particular um modelo de autonomia quase sem limites, � italiana, com medo de parecerem pouco zelosos na luta contra a corrup��o. Com a mudan�a do Procurador, este encontrou um MP fortalecido com poderes at� ao limite da afronta �s liberdades pessoais e direitos de defesa, com utiliza��o quase indiscriminada e incontrolada das escutas telef�nicas (respons�vel: Ant�nio Costa) e da pris�o preventiva como instrumento de coa��o. A institui��o estava solidamente ancorada no justicialismo. S� que o monstro que o anterior Procurador tinha despertado, a comunica��o social, j� n�o era apenas e s� um jornal e um pol�tico, mas sim uma multid�o de voyeurs (no meio de alguns poucos bons jornalistas) que queria sangue dos pol�ticos e queria resultados, queria barras da cadeia � frente de caras conhecidas. Como isso n�o acontecia, come�ou a olhar para os lados do pr�prio MP com uma nova curiosidade e com perguntas cada vez mais complicadas. A chave de todo este �sistema� era a viola��o programada do segredo de justi�a, mas, a uma dada altura, o �programado� passou a ser �programado por A contra B� e vice-versa. O vice-versa estragou tudo e o caso Casa Pia explodiu no ar rarefeito. Come�ou a perceber-se que o MP usava e abusava das escutas telef�nicas e que os m�todos de investiga��o mostravam que esta descambara de uma procura de respons�veis para os crimes que se sabiam ter sido cometidos, para uma investiga��o sistem�tica de todos os pol�ticos. O caso chamado do �envelope 9�, que � um subproduto do caso Casa Pia, tornou-se revelador dessa inquiri��o sistem�tica, tipo rede de arrasto, o que pouco tem a ver com a investiga��o de um crime. � outra coisa, � pol�tica. SER� QUE O MINIST�RIO P�BLICO N�O CONSEGUE FAZER AS COISAS BEM UMA �NICA VEZ? - 2 As not�cias sobre a iliba��o de Nobre Guedes, cuja busca ao escrit�rio foi precedida de indica��o � comunica��o social de que esta ia ser realizada, (como aconteceu tamb�m com Jorge Coelho) , obriga a condenar a forma como se fez uma penaliza��o social grav�ssima para pessoas que acabam por ser inocentadas sem nada de semelhante �s parangonas com que foram culpabilizadas. Isto, junto com a nega��o pelo tribunal do acesso aos computadores do 24 Horas, cortando cerce uma cortina de fumo sobre o objectivo inicial do inqu�rito (saber por que raz�o estavam no processo Casa Pia listagens que n�o deveriam estar e quem foi respons�vel por esse acto), s�o importantes revezes do Minist�rio P�blico. Somam-se a muitos outros revezes, do caso Apito Dourado ao que aconteceu com F�tima Felgueiras e Isaltino de Morais. O MP atira para v�rios lados, as fugas de informa��o criam expectativas de culpas e de penas e depois, nada, nada, nada� No intervalo, ficam estilha�os por todos os lados, inocentes que carregar�o sempre a culpa que lhes foi lan�ada nos jornais, culpados que se escapam no meio de m�todos de investiga��o, que se revelam incompetentes e negligentes. Mais do que isso: os abusos entretanto cometidos revelam os efeitos perigosos de uma atitude justicialista, ou seja, de uma pol�tica que nada tem a ver com a democracia. Quando uma institui��o central do nosso sistema de justi�a entra na pol�tica est� posto em causa o funcionamento normal da democracia. Esta � a quest�o de fundo do que se passa no MP e, hoje, � responsabilidade do Primeiro-Ministro e do Presidente da Rep�blica. Assim n�o pode continuar.
13:15
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM VALADARES, PORTUGAL
Venda ambulante na praia. (Gil Coelho)
10:27
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS Bom dia!
![]() 834 - Proserpina, Cyane Libro V - vv 385-520 ![]() Non lontano dalle mura di Enna s'apre il Pergo, lago d'acque profonde; mai il Caistro, nelle sue onde fuggenti, ode canti di cigni pi� di quello. Una selva corona le sue acque e ne avvolge le rive, e le fronde come velo allontanano l'impeto di Febo. I rami danno ombra e l'umida terra fiori d'ogni specie: l� eterna � primavera. Mentre in quel bosco giocava Proserpina cogliendo bianchi gigli e viole con gioia di fanciulla, a gara con le amiche, colmandone il grembo e i canestri, la vide Plutone e subito l'am� e la rap�: tanto fu rapido amore. Proserpina, impaurita, chiamava con voce dolente la madre e le compagne, ma pi� la madre; e poi che lacerata alle spalle pendeva la sua veste, caddero dalla tunica sciolta tutti i fiori. V'era tanta innocenza nella sua fresca et�, che per i fiori caduti fu in pena la fanciulla. E intanto Plutone dal carro incitava i cavalli chiamandoli per nome ad uno ad uno, e sul collo e la criniera scuoteva le briglie d'oscuro colore di ferro. E pass� dai profondi laghi e gli stagni acri di zolfo dei P�liei che su ribollono da squarci della terra, e l� dove i Bacchiadi, gente di Corinto, fra due porti ineguali, alzarono una citt�. (Continua) (Salvatore Quasimodo, Dalle "Metamarfosi" di Ovidio) * 6.8.06
14:35
(JPP)
QUANDO O MUNDO ERA SIMPLES:
UMA TEORIA DAS "IDEIAS PERTURBADORAS" 2 ![]() ![]()
11:28
(JPP)
QUANDO O MUNDO ERA SIMPLES:
UMA TEORIA DAS "IDEIAS PERTURBADORAS" ![]() ![]()
10:25
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 833 - Prov�rbios El tiempo es el que haze Y deshaze lo ya hecho, Y lo baxo sube al techo. El frayle va por estremos: O es diablo o es sancto, O consuela o pone espanto. Si usares de virtud, Fueres rico y de buen gesto, Imbidia saldr� tras esto. El tiempo es sabio doctor, Lleno de tanta prudencia Que con �l no ay competencia. Al ave de tuyo en fabor Ning�n ave se yguala, Ni que ans� ayude y vala. Renzillas, muertes descubren El hablar ser muy da�oso, Y el callar m�s provechoso. Ninguna cosa se olvida Tan presto como el servicio Que se haze, o beneficio. Alguna vez desmampara Al sin culpa la fortuna, M�s la esperan�a ninguna. (Trezientos proverbios, consejos y avisos muy provechosos para el discurso de nuestra humana vida. Compuestos por muy breve estillo por el noble don Pedro Luys Sanz, Doctor en derechos, advogado de la insigne ciudad de Valencia, 1545?) * Bom dia!
00:29
(JPP)
OUTRA VEZ DE NOVO
O inc�ndio de Paredes h� poucas horas.
00:18
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM T�NGER
Peixeiro no mercado de T�nger em 2004. (Jos� Fernando Guedes Correia) 4.8.06
09:28
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 832 - Portugal Ent�o Jo�o Gouveia abandonou o recosto do banco de pedra e teso na estrada, com o coco � banda, reabotoando a sobrecasaca, como sempre que estabelecia um resumo: - Pois eu tenho estudado muito o nosso amigo Gon�alo Mendes. E sabem voc�s, sabe o Sr. Padre Soeiro quem ele me lembra? - Quem? - Talvez se riam. Mas eu sustento a semelhan�a. Aquele todo de Gon�alo, a franqueza, a do�ura, a bondade, a imensa bondade, que notou o Sr. Padre Soeiro... Os fogachos e entusiasmos, que acabam logo em fumo, e juntamente muita persist�ncia, muito aferro quando se fila � sua id�ia... A generosidade, o desleixo, a constante trapalhada nos neg�cios, e sentimentos de muita honra, uns escr�pulos, quase pueris, n�o � verdade?... A imagina��o que o leva sempre a exagerar at� � mentira, e ao mesmo tempo um esp�rito pr�tico, sempre atento � realidade �til. A viveza, a facilidade em compreender, em apanhar... A esperan�a constante nalgum milagre, no velho milagre de Ourique, que sanar� todas as dificuldades... A vaidade, o gosto de se arrebicar, de luzir, e uma simplicidade t�o grande, que d� na rua o bra�o a um mendigo... Um fundo de melancolia, apesar de t�o palrador, t�o soci�vel. A desconfian�a terr�vel de si mesmo, que o acovarda, o encolhe, at� que um dia se decide, e aparece um her�i, que tudo arrasa... At� aquela antig�idade de ra�a, aqui pegada � sua velha Torre, h� mil anos... At� agora aquele arranque para a �frica... Assim todo completo, com o bem, com o mal, sabem voc�s quem ele me lembra? - Quem?... - Portugal. (E�a de Queiroz) * Bom dia! 3.8.06
17:11
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO PORTO, PORTUGAL
Vendedores ambulantes em Cimo de Vila, junto � esta��o de S.Bento (Porto). (Vieira Pinto) 2.8.06
11:51
(JPP)
![]() Para os que nunca viram o falso, - ah! maus leitores por onde � que andam? ah! gente de pouca f� que acha que "ele" n�o existe! -, aqui fica a reprodu��o de uma das suas vers�es: a vers�o "abrupto.blogspot.com" (tamb�m houve a "abrupto") e de "Mike" (tamb�m houve a de "Alex").
09:27
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM CHINATOWN, NOVA IORQUE, EUA
Filmagens de um filme, o 16 Blocks que deve estrear c� em Outubro. (Andr� Ferreira)
09:02
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 831 - Prov�rbios Cosa es muy vil y baxa, Y lexos de hombre bueno, Gozarse de mal ageno. Quando m�s seguro piensa Estar en s� [e]l enga�oso, �l est� m�s peligroso. Sin duda oye sus males Quien no calla los agenos, Y le hinchen bien sus senos. Recrescer grandes peligros Dela mala compa��a Pru�vanse de noche y d�a El falso y malicioso Guardese bien quien lo fuere, Que antes de tiempo muere. Los que fueren virtuosos Son verdaderos amigos Y los malos, enemigos. Por mucho que dissimule, Y simule cada qual, Buelve a su natural. (Trezientos proverbios, consejos y avisos muy provechosos para el discurso de nuestra humana vida. Compuestos por muy breve estillo por el noble don Pedro Luys Sanz, Doctor en derechos, advogado de la insigne ciudad de Valencia, 1545?) * Bom dia! 1.8.06
22:27
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM HANOI, VIETNAM
(C�sar Branco)
17:34
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: DRESDEN E OS BOMBARDEAMENTOS DE CIVIS ![]() Claro que isto vem a prop�sito da morte de civis no actual conflito no M�dio-Oriente, que tem conduzido �s an�lises menos rigorosas e mais manique�stas a que tenho assistido, consoante o lado da barricada em que cada um se situa. N�o tenho qualquer d�vida que grupos como o Hezbollah recorram a "civis" como "escudos humanos" (dada a natureza deste tipo de organiza��es, ser� mais rigoroso dizer que, por vezes, o que � dif�cil ser� distinguir o que s�o "civis", como j� o era, por exemplo, na guerra colonial ou no Vietnam), que, outras vezes, Israel bombardeie popula��es civis efectivamente "por engano" ou erro t�cnico e que, aqui e ali, recorra ao bombardeamento dessas mesmas popula��es civis propositadamente, com objectivos id�nticos ao de Dresden. Tal como os fundamentalistas isl�micos e os �rabes da Palestina o fazem, j� que, para eles, o inimigo n�o � o ex�rcito de Israel e os seus aliados, mas toda a popula��o, que ter� ocupado as suas terras e expulso para os campos de refugiados. Destruir a capacidade de resist�ncia "moral" ser� tamb�m aqui um dos seus objectivos. De facto, a guerra "limpa" e cir�rgica, que salvaguarda os civis e as chamadas "popula��es indefesas", � um dos primeiros mitos do s�culo XXI e a guerra tal qual ela �, na realidade, cada vez mais dif�cil de aceitar, nos pa�ses democr�ticos, por uma opini�o p�blica apesar de tudo mais informada e que tem, hoje em dia, acesso � "guerra em directo". (Jo�o C�lia)
17:02
(JPP)
GRANDES CAPAS
(Arrumando os livros comprados a peso.) ![]() ![]() ![]() ![]() ![]()
10:26
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 1 de Agosto de 2006 Hoje � o dia oficial da transum�ncia nacional para o Algarve. Algu�m levanta uma ponta do pa�s, como se de uma t�bua se tratasse, e a gravidade faz o resto. S� quem est� apegado � terra, quase sempre por pobreza e trabalho, e os originais que rumam a norte, a uma outra estrela, escapam do declive nacional para as semi-ondas de �gua morna. O meu mar � outro, mais bravio e frio. * So what? * Uma das coisas que recebo por dia no correio � uma cita��o b�blica enviada por um grupo evang�lico brasileiro. A de hoje � apropriada a tudo: 21 - E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite.
10:23
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM LUBLIANA, ESLOV�NIA
Vestindo os manequins de uma montra de loja de roupa, 2002 (Carlos Fernandes)
10:22
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 830 - To Put One Brick Upon Another To put one brick upon another, Add a third and then a forth, Leaves no time to wonder whether What you do has any worth. But to sit with bricks around you While the winds of heaven bawl Weighing what you should or can do Leaves no doubt of it at all. (Philip Larkin) * Bom dia!
� Jos� Pacheco Pereira
In�cio |