ABRUPTO |
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jppereira@gmail.com
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31.7.06
21:56
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16:36
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RETRATOS DO TRABALHO EM CHINATOWN, NOVA IORQUE, EUA
Nova Iorque, cabeleireiro em Chinatown, 2001 (Carlos Fernandes)
10:07
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![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 31 de Julho de 2006 "M� f�" no Kontratempos. Acrescento mais um exemplo: a utiliza��o da palavra "massacre" nos notici�rios da RTP1 e no P�blico de hoje (os que vi, � prov�vel que apare�a noutros meios de comunica��o). No Dicion�rio da Academia � claro que a palavra implica matar "indiscriminadamente" "com selvajaria e crueldade", tendo como significados "chacina", "matan�a", e o acto de massacrar significa "chacinar" "trucidar", "dizimar", "exterminar". Podem parecer cru�is estes preciosismos vocabulares, mas o uso da palavra "massacre" n�o � descritivo � propagand�stico porque implica haver dolo por parte de Israel. Se um inqu�rito revelar que o ataque a civis foi deliberado, ent�o � leg�timo usar a palavra "massacre", at� l� � uma opini�o disfar�ada de not�cia. Qualquer manual de deontologia jornal�stica ensina o que se deve fazer em casos destes, seja qual for a opini�o do jornalista, a indigna��o que possa ter perante a viol�ncia da guerra e a sua inerente injusti�a face a inocentes. * Confesso que me incomodam alguns coment�rios de leitores do Abrupto que na minha opini�o fazem uma leitura muito ligeira do que se passa no L�bano. Como se v� pelos v�rios coment�rios, opini�es e �not�cias� � cada vez mais dif�cil a uma Democracia fazer a Guerra. H� at� quem defenda que a barb�rie n�o depende dos actos, mas antes da condi��o de quem os pratica.
09:52
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EARLY MORNING BLOGS ![]() 829 -Lune de Miel Ils ont vu les Pays-Bas, ils rentrent � Terre Haute; Mais une nuit d'�t�, les voici � Ravenne, A l'sur le dos �cartant les genoux De quatre jambes molles tout gonfl�es de morsures. On rel�ve le drap pour mieux �gratigner. Moins d'une lieue d'ici est Saint Apollinaire In Classe, basilique connue des amateurs De chapitaux d'acanthe que touraoie le vent. Ils vont prendre le train de huit heures Prolonger leurs mis�res de Padoue � Milan Ou se trouvent le C�ne, et un restaurant pas cher. Lui pense aux pourboires, et redige son bilan. Ils auront vu la Suisse et travers� la France. Et Saint Apollinaire, raide et asc�tique, Vieille usine d�saffect�e de Dieu, tient encore Dans ses pierres �croulantes la forme precise de Byzance. (Thomas Stearns Eliot) * Bom dia! 30.7.06
11:58
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RETRATOS DO TRABALHO EM LOURES, PORTUGAL
Oper�rio da constru��o na nova fase da Urbaniza��o do Infantado-Loures. (Lu�s Miguel Reino)
10:27
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![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 30 de Julho de 2006 Vale cem n�meros da Vis�o a entrevista a Miguel Veiga. O Miguel Veiga � um dos �ltimos originais antigos, - os originais modernos s�o muito menos originais -, um exc�ntrico na melhor tradi��o inglesa, logo portuense, ou vice-versa, e um homem de grande dignidade pessoal, bem rara qualidade. Meu amigo, de momentos bons e maus, como � suposto nos amigos. * ![]() O rolo de On the Road de Kerouac, um dos manuscritos (bom, n�o � bem manuscrito mas escrito � m�quina com correc��es) mais originais da hist�ria da literatura vai ser publicado na vers�o original, a enrolada. * Como eu o percebo: "Ce n'est pas pour me vanter mais dans quelques jours, je partirais en vacances. Ne croyez pas que je vous l�cherais pour autant, chers amis et chers ennemis : mon PC me suit partout et le tavernier continuera � servir � boire et � manger tous les jours ou presque. Si je vous raconte �a, c'est parce qu'en songeant � la valise � faire, le m�me doute m'envahit comme toujours en cette occasion : quels livres emporter ? Il faut dire que je suis du genre � emporter deux livres plut�t qu'un lorsque je dois prendre le bus ou le m�tro, c'est � dire tous les jours, par prudence au cas o� il y aurait une panne. Pour les trajets en avion, j'emm�ne trois livres plut�t que deux en cas de d�tournement prolong�. Vous aurez compris que la perspective de me retrouver bloqu� quelque part sans avoir rien � lire me rend malade par avance. Je n'en suis pas � emmener un livre avant de prendre l'ascenseur (et puis on peut toujours relire la notice) mais je n'en suis pas loin." Eu levo mais, mas � doen�a. * No Scientific American : "A man walks along the inside of a circle of chess tables, glancing at each for two or three seconds before making his move. On the outer rim, dozens of amateurs sit pondering their replies until he completes the circuit. The year is 1909, the man is Jos� Ra�l Capablanca of Cuba, and the result is a whitewash: 28 wins in as many games. The exhibition was part of a tour in which Capablanca won 168 games in a row. * Aqueles para quem o fim do mundo (o fim de um mundo) chega antes: os �ltimos Shakers.
09:44
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 828 - ...haviam de achar homens homens, haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos, haviam de achar homens pedras. Quando Cristo mandou pregar os Ap�stolos pelo Mundo, disse-lhes desta maneira: Euntes in mundum universum, praedicate omni creaturae: �Ide, e pregai a toda a criatura�. Como assim, Senhor?! Os animais n�o s�o criaturas?! As �rvores n�o s�o criaturas?! As pedras n�o s�o criaturas?! Pois h�o os Ap�stolos de pregar �s pedras?! H�o-de pregar aos troncos?! H�o-de pregar aos animais?! Sim, diz S. Greg�rio, depois de Santo Agostinho. Porque como os Ap�stolos iam pregar a todas as na��es do Mundo, muitas delas b�rbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as esp�cies de criaturas: haviam de achar homens homens, haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos, haviam de achar homens pedras. E quando os pregadores evang�licos v�o pregar a toda a criatura, que se armem contra eles todas as criaturas?! Grande desgra�a! (Padre Ant�nio Vieira) * Bom dia!
09:38
(JPP)
![]() Vinte e quatro horas sem "perder" o Abrupto genu�no a favor do falso. � bom, mas ainda � cedo para pensar que tudo est� resolvido e acabaram as tentativas de "substitui��o". Pelo caminho ficaram as imagens de arquivo que estou a ver se recupero. 29.7.06
16:46
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RETRATOS DO TRABALHO Os Retratos t�m um programa simples: pessoas normais a trabalharem normalmente. � o lado da vida das pessoas que mais lhes determina o quotidiano, a que horas se levantam, os caminhos que levam, o tempo que t�m ou n�o t�m, o esfor�o de todos os dias, o modo como se relacionam socialmente, o dinheiro que t�m. O trabalho raras vezes � fonte de felicidade, mas ter trabalho d� uma dignidade que faz muita diferen�a, em tempos de desemprego. O trabalho, salvo rar�ssimas excep��es, � o resultado de uma maldi��o: o "suor do teu rosto" come�ou na expuls�o do Para�so e os nazis escreveram a mais c�nica (porque infinitamente verdadeira no outro sentido que as coisas t�m) frase sobre ele: "Arbeit macht Frei".Muitos leitores do Abrupto t�m olhado assim para o trabalho. Obrigado.
11:31
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM MATOSINHOS, PORTUGAL
� entrada da lota de Matosinhos. Esta manh�. (Gil Coelho)
11:15
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EARLY MORNING BLOGS ![]() 827 - Executive I am a young executive. No cuffs than mine are cleaner; I have a Slimline brief-case and I use the firm's Cortina. In every roadside hostelry from here to Burgess Hill The ma�tres d'h�tel all know me well, and let me sign the bill. You ask me what it is I do. Well, actually, you know, I'm partly a liaison man, and partly P.R.O. Essentially, I integrate the current export drive And basically I'm viable from ten o'clock till five. For vital off-the-record work - that's talking transport-wise - I've a scarlet Aston-Martin - and does she go? She flies! Pedestrians and dogs and cats, we mark them down for slaughter. I also own a speedboat which has never touched the water. She's built of fibre-glass, of course. I call her 'Mandy Jane' After a bird I used to know - No soda, please, just plain - And how did I acquire her? Well, to tell you about that And to put you in the picture, I must wear my other hat. I do some mild developing. The sort of place I need Is a quiet country market town that's rather run to seed A luncheon and a drink or two, a little savoir faire - I fix the Planning Officer, the Town Clerk and the Mayor. And if some Preservationist attempts to interfere A 'dangerous structure' notice from the Borough Engineer Will settle any buildings that are standing in our way - The modern style, sir, with respect, has really come to stay. (John Betjeman) * Bom dia!
00:03
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CONTRIBUI��ES PARA AS MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S (�ltima s�rie) ![]() Os eventos dos �ltimos dias que perturbaram a publica��o do Abrupto impediram a finaliza��o desta s�rie. Aqui ficam as �ltimas sugest�es antes da lista final. Qualquer lista que pretenda elecar as vinte melhores obras de refer�ncia em Portugu�s, e que n�o inclua a B�blia Sagrada, � manifestamente incompleta. Ainda por cima no ano em que se comemora o 325�. anivers�rio da primeira edi��o do Novo Testamento da tradu��o para a l�ngua portuguesa, por Jo�o Ferreira de Almeida (1681). A B�blia n�o � s� um livro de f�, � uma obra basilar da Cultura e da Literatura, que pertence ao patrim�nio da humanidade. Ignor�-lo, s� por preconceito ou ignor�ncia... (Brissos Lino ) * (...) algumas obras de refer�ncia: a) No campo da poesia (al�m de alguns j� referidos): - As quatro s�ries das L�ricas Portuguesas : Primeira (1944), organizada por Jos� R�gio, com autores nascidos desde o s�c. XII at� 1894; Segunda (1945), organizada por Cabral do Nascimento, com autores nascidos entre 1859 e 1908; Terceira (1958/1972/1983), organizada por Jorge de Sena, em dois volumes, com autores nascidos entre 1871 e 1929; Quarta (1969), organizada por Ant�nio Ramos Rosa, com autores nascidos entre 1930 e 1941. - N�mero especial da revista da editora Ass�rio & Alvim, "A Phala", intitulada "Um S�culo de Poesia" (1989 - ideia de Manuel Herm�nio Monteiro), com textos de v�rios autores sobre a poesia portuguesa entre 1888 e 1988. b) No campo da religi�o: - Hist�ria da Igreja em Portugal de Fortunato de Almeida (4 vo. - 1967-1971) - Hist�ria Religiosa de Portugal (3 vol. - 2000-2002) e Dicion�rio da Hist�ria Religiosa de Portugal (4 vol. - 2000-2001), sob a direc��o de Carlos Moreira Azevedo c) No campo da hist�ria: - A colec��o de biografias que o C�rculo de Leitores est� a editar, de todos os Reis de Portugal - Colec��o de fotobiografias de todos os Presidentes at� Jorge Sampaio, que o Museu da Presid�ncia da Rep�blica editou no �ltimo ano (Rui Almeida) * H� o "livro das saudades da Terra" de Gaspar frutuoso. Obra fundamental (e monumental) sobre os A�ores de Quinhentos. Depois estou a lembrar-me sobre um livro sobre a arquitectura popular dos A�ores (n�o tenho aqui a refer�ncia). H� ali�s um conjunto de livros sobre a arquitectura vern�cula de portugal tem tem bastante interesse. (Gilberto Carreira) * Gostei da sua iniciativa sobre as melhores obras de refer�ncia em portugu�s. Aqui v�o as minhas sugest�es (algo regionalistas � certo): - Maria Nat�lia Almeida d'E�a, Roteiro artes�o portugu�s, Porto, Tipografia Inova, v�rias datas (1980s - 2000). Tem v�rios volumes, nunca os consultei a todos, sobre a totalidade (?) das regi�es do pa�s. - Pedro Branco (com colab. de Lu�s Vidigal), Notas para a hist�ria dos bonifrates, pres�pios, fantoches, robertos e marionetas em Portugal, Oeiras, Biblioteca Oper�ria, 1983. [Colec��o Cadernos da Biblioteca Oper�ria Oeirense] - T�lio Espanca (1913-1993), �vora, 2� ed., Lisboa : Presen�a, 1996. [Colec��o Cidades e vilas de Portugal] - Jos� Augusto Alegria (c�nego), Arquivo das M�sicas da S� de �vora. Cat�logo, Lisboa, Funda��o Calouste Gulbenkian, 1973. (Jorge Moleirinho) 28.7.06
09:05
(JPP)
COISAS DA S�BADO ISRAEL, A ESQUERDA E A DIREITA, AMERICANISMO, ANTI-AMERICANISMO J� se escreveu que o anti-americanismo � o anti-semitismo dos nossos dias. � um anti-semitismo diferente, mas � muito parecido. Israel est� a ser v�tima dessa forma peculiar de anti-semitismo. A hist�ria n�o ensina tanto como pensamos, mas d�-nos compara��es �teis. O caso de Israel � muito interessante para a an�lise das evolu��es pol�ticas e ideol�gicas do s�culo XX. Quando nasceu o estado de Israel, a ferro e fogo contra os ingleses e os partid�rios do Grande Mufti de Jerusal�m, amigo dos nazis, a causa sionista era sentida como uma causa da esquerda. Foi a URSS uma grande impulsionadora das resolu��es da ONU para a partilha da Palestina, e o primeiro estado a reconhecer Israel. Estava-se na altura em que o nosso Avante! clandestino saudava a luta de Israel contra as �monarquias feudais �rabes� que lhe faziam guerra e a saga socialista dos kibutz fazia parte do imagin�rio ut�pico de toda a esquerda e n�o s� da comunista. Os socialistas e a sua Internacional deram grande apoio pol�tico ao jovem estado. Ora, desde o primeiro minuto que a �causa� de Israel dependeu de ganhar as guerras aos pa�ses que o rodeavam e mesmo aos que estavam longe. Recordo-me de visitar a Arg�lia h� uns anos e ter verificado com alguma surpresa que ainda havia um estado de guerra com Israel, muitos anos depois do �ltimo conflito militar que op�s o estado judeu a outros estados e n�o a grupos de guerrilha ou grupos terroristas. Ora, nas suas guerras, sempre de natureza defensiva � n�o adianta explicar aos que est�o de m� f� que o car�cter ofensivo de algumas opera��es militares nada tem a ver com o car�cter defensivo do conflito - , o Israel de hoje n�o � distinto do do fim dos anos quarenta. No centro dessas guerras esteve sempre a pura sobreviv�ncia do estado de Israel , quer de um lado quer do outro. A recusa da exist�ncia de Israel esteve sempre no centro das guerras �rabes, agora cada vez mais mu�ulmanas, e s� muito mais tarde � que a �quest�o palestiniana� surgiu. A inflex�o da esquerda contra Israel acompanhou a pol�tica sovi�tica de Krutchev de apoio ao nacionalismo �rabe, que levou a prazo a uma mudan�a de aliados na regi�o. Apoiando Nasser, reagindo ao �ltimo estertor do colonialismo, o conflito do Suez, a URSS abriu caminho ao progressivo isolamento de Israel dos seus apoios na esquerda socialista e comunista. Nos anos sessenta, setenta, oitenta, at� ao fim da pr�pria URSS, esta tornou-se um dos principais apoios log�sticos e pol�ticos dos movimentos de guerrilha e terroristas palestinianos, ou pr�-palestinianos, embora o seu controle nunca fosse total, devido ao emaranhado muito complexo das intrigas nacionais e de cl�s que sempre atravessaram o Norte de Africa e o M�dio oriente. Ter que lidar com a L�bia, a S�ria, o Iraque, o Ir�o, a rede de terrorismo internacional que ia do Jap�o � Alemanha, era dif�cil, mas mesmo assim os sovi�ticos estiveram sempre presentes nesse mundo e sub-mundo. Foram os americanos, nem sempre muito voluntaristas na regi�o (como mostraram durante a guerra do Suez), que acabaram por se tornar os principais aliados de Israel. Para que isso acontecesse houve raz�es de guerra fria e press�es do importante lobi judaico na Am�rica, mas foi assim que se criou a realidade das alian�as actuais. Logo, os israelitas acabam tamb�m por ser alvo, e nalguns casos mais do que isso, pretexto central, do anti-americanismo contempor�neo. A paralisia europeia numa regi�o do mundo que faz parte da sua esfera geopol�tica vem desse anti-americanismo, em que a Europa, em grande parte por press�o de uma Fran�a p�s-gaullista, se deixou enredar tornando-a irrelevante. Ver um estado que foi uma cria��o francesa como o L�bano hoje ser vassalo da S�ria e assistir � completa impot�ncia militar e pol�tica da Fran�a � apenas o sintoma maior da mesma impot�ncia da Uni�o Europeia separada dos EUA. Tudo isto � fora, � margem. Para Israel muito pouco mudou desde o dia 15 de Maio de 1948 em que imediatamente a seguir � formaliza��o da independ�ncia pela ONU, os estados da Liga �rabe declararam guerra a Israel que foi atacada pela Jord�nia, o L�bano, o Egipto, o Iraque, e Ar�bia Saudita. O secret�rio geral da Liga �rabe, Azzam Pasha, invocou a jihad e apelou a uma �guerra de exterm�nio�. Algumas coisas mudaram desde este dia e algumas para melhor, mas para Israel continua a ser uma quest�o de pura sobreviv�ncia. � por ser assim que em Israel, nunca a esquerda e a direita se dividiram no essencial sobre a conduta de opera��es militares para defender o estado de Israel. * Ao ler o artigo de hoje fiquei com s�rias d�vidas se existe uma correspond�ncia entre estas duas fobias ideol�gicas. Parece-me que o antisemitismo � essencialmente racista e n�o diferencia judeus bons e judeus maus. Nesse sentido, o anti-sionismo tem sido confundido com o antisemitismo quando, creio eu, se trata da oposi��o ao regresso dos judeus da Di�spora � Terra Santa e/ou consequente refunda��o dum estado judaico.
08:49
(JPP)
![]() O meu dilema est� entre n�o querer conceder aos energ�menos que est�o a criar e a reavivar o falso Abrupto e o tempo que me fazem perder a mim e aos outros que gentilmente se t�m dedicado a ajudar a acabar com este ataque.
08:48
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 826 - Before Sleep The lateral vibrations caress me, They leap and caress me, They work pathetically in my favour, They seek my financial good. She of the spear stands present. The gods of the underworld attend me, O Annubis, These are they of thy company. With a pathetic solicitude they attend me; Undulant, Their realm is the lateral courses. Light! I am up to follow thee, Pallas. Up and out of their caresses. You were gone up as a rocket, Bending your passages from right to left and from left to right In the flat projection of a spiral. The gods of drugged sleep attend me, Wishing me well; I am up to follow thee, Pallas. (Ezra Pound) * Bom dia! 27.7.06
23:42
(JPP)
PIRATARIAS 9 ![]() O Blogger comunicou-me (�s 19.30) que conseguiu finalmente apagar o falso Abrupto. Espero para ver, dado que h� dois dias me disse estar o problema resolvido e ele voltou de novo. Se algu�m l� for parar pelo genu�no endere�o, fa�a o favor de me comunicar. Esta quest�o n�o est� encerrada, porque de facto n�o est� encerrada, mas podem ter a certeza que o que mais desejo � voltar ao business as usual aqui no Abrupto. NOTA (�s 23.30) - O problema continua exactamente na mesma. Obrigada a quem me alertou. A actualiza��o desta nota deve apag�-lo, mas mostra que o Blogger n�o resolveu o assunto e continuam os ataques contra o Abrupto. Para quem acreditava na "hist�ria" de um inocente do outro lado, ele agora mudou de nome de Alex para Mike.
21:09
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO PORTO, PORTUGAL
Repara��o dos telhados. Igreja de S.Francisco no Porto, h� instantes. (Gil Coelho)
16:55
(JPP)
QUE SEJA BEM CLARO ![]() que acho que Rui Rio tem raz�o, no essencial, quanto �s posi��es que toma em defesa das institui��es e do poder democr�tico face � arrog�ncia dos poderes f�cticos e dos interesses n�o escrutinados que muitas vezes defendem. Rui Rio � uma enorme raridade na vida pol�tica portuguesa e o facto de a minha cidade o ter eleito s� pode prestigiar o Porto. Mas exactamente por pensar assim e o ter defendido (na �ltima Quadratura do C�rculo) n�o quer dizer que n�o considere isto inadm�ssivel numa p�gina de uma autarquia.
11:32
(JPP)
PIRATARIAS 8 ![]() Para uma discuss�o (entre outras) da falha do Blogger que permite o ataque ao Abrupto veja-se aqui e aqui. O problema parece estar a ser controlado, mas ainda n�o est� resolvido. Para n�o facilitar a vida ao autor do ataque e identific�-lo se poss�vel, alguns elementos j� existentes n�o podem nem devem ser divulgados. Mas h� fantasmas e fantasmas de fantasmas em ac��o. Como � habitual neste mundo, nada do que parece �.
10:50
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 27 de Julho de 2006 Vale a pena o artigo de Carlos Gaspar no P�blico (sem liga��o) em defesa de uma interven��o militar da UE no L�bano: "A Uni�o Europeia, desde a crise iraquiana e os referenda negativos do ano passado, entrou numa crise profunda: as divis�es internas minaram a sua credibilidade, num momento crucial. A guerra do L�bano e a interven��o militar nesse conflito pode inverter o veredicto iraquiano, quer quanto � decomposi��o da comunidade transatl�ntica de defesa, quer quanto � comunidade europeia de defesa. H� tr�s anos, a interven��o dos Estados Unidos no Iraque abriu uma dupla crise da unidade atl�ntica e da alian�a europeia, que est� longe de ter sido ultrapassada, sobretudo na opini�o p�blica norte-americana. Hoje, por�m, s�o os Estados Unidos que n�o querem intervir no L�bano, para n�o abrir uma segunda frente ou correr o risco de criar um "segundo Iraque", desta vez contra uma minoria xiita. A oportunidade da Uni�o Europeia � tamb�m uma forma de revelar a sua capacidade para ultrapassar as divis�es internas e para resolver uma crise decisiva. Essa demonstra��o, com a interven��o militar da Uni�o Europeia na guerra do L�bano, podia ser o primeiro passo da pol�tica europeia de seguran�a e de defesa, a primeira demonstra��o de que existe uma vontade pol�tica e estrat�gica europeia para l� das f�rmulas opacas e est�reis sobre as virtudes da pot�ncia normativa e os valores �ticos da Uni�o Europeia."
09:46
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 825 - ...obra m� de m� argila... E agora o mundo parece-me um imenso mont�o de ru�nas onde a minha alma solit�ria, como um exilado que erra por entre colunas tombadas, geme, sem descontinuar... As flores dos meus aposentos murcham e ningu�m as renova: toda a luz me parece uma tocha: e quando as minhas amantes v�m, na brancura dos seus penteadores, encostar-se ao meu leito, eu choro - como se avistasse a legi�o amortalhada das minhas alegrias defuntas... Sinto-me morrer. Tenho o meu testamento feito. Nele lego os meus milh�es ao Dem�nio; pertencem-lhe; ele que os reclame e que os reparta... E a v�s, homens, lego-vos apenas, sem coment�rios, estas palavras: �S� sabe bem o p�o que dia a dia ganham as nossas m�os: nunca mates o Mandarim!� E todavia, ao expirar, consola-me prodigiosamente esta ideia: que do norte ao sul e do oeste a leste, desde a Grande Muralha da Tart�ria at� �s ondas do mar Amarelo, em todo o vasto Imp�rio da China, nenhum mandarim ficaria vivo, se tu, t�o facilmente como eu, o pudesses suprimir e herdar-lhe os milh�es, � leitor, criatura improvisada por Deus, obra m� de m� argila, meu semelhante e meu irm�o! (E�a de Queiroz, O Mandarim) * Bom dia! 26.7.06
23:53
(JPP)
PIRATARIAS 7 ![]() O problema subsiste com a apari��o h� cerca de meia-hora, ap�s um dia de calma, do falso Abrupto. Este n�o tem nada escrito de novo, mas apresenta uma "identidade" americana, certamente para refor�ar a "hist�ria" que alguns tomam � letra, de um inocente surpreendido com um hacker portugu�s, eu, que lhe assalta o blogue. E ele t�o preso ao nome de "Abrupto" v�-se l� saber porqu�, n�o quer mudar o endere�o, nem percebe o que se passa. Para bot, como alguns "t�cnicos" diziam, � muito esperto. A falha � do Blogger, isso j� se sabe e o Blogger admite, mas a explora��o da falha � feita contra o Abrupto e continua.
22:51
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM FEZ, MARROCOS
Tintureiros. (Diogo Vasconcelos)
16:14
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 26 de Julho de 2006 Jos� Rodrigues dos Santos no telejornal da RTP1 das 20 horas disse as primeiras coisas sensatas a� ditas h� muito tempo. S�o sensatas, evidentes e conhecidas de h� muito, mas parecem blasf�mias ditas nos notici�rios mais anti-americanos e israelitas da televis�o portuguesa. Disse que muitos libaneses sentem que o seu pa�s est� a ser violado por s�rios e iranianos para o usarem para uma guerra estrangeira ao L�bano. Disse que era preciso cuidado com a utiliza��o do termo "civis" porque o Hezbollah era s� constitu�do por civis e que usava casas civis de fam�lias civis para esconder o armamento. N�o � novidade nenhuma e n�o precisava de ir ao L�bano para nos dizer isto, mas no meio da cont�nua manipula��o das palavras que constitui o grosso das not�cias sobre o conflito foi um o�sis, mais para o lado do jornalismo do que do "jornalismo de causas". Relativamente ao seu post comentando a desri��o feita por Jos� Rodrigues dos Santos no Telejornal, fiquei tamb�m surpreendido pois soava um pouco distante tom habitual dos notici�rios nacionais. Aquela descri��o, como disse, n�o trazia de facto nada de novo em termos noticiosos mas causou impacto por ser verdadeira e imparcial! * No BLOGUITICA: Pe�o desculpa, mas ter�o de me explicar como se eu fosse muito burro: a que prop�sito � que o l�der do principal partido pol�tico da Oposi��o vem exigir esclarecimentos p�blicos sobre a reforma de Manuel Alegre? Trata-se de uma atitude populista que n�o o dignifica.Inteiramente de acordo. H� �guas turvas em que o peixe que vem � linha est� sempre envenenado. * ![]() Todos os n�meros s�o excelentes para os cientistas, mas nem todos para os amadores. Este � excelente para os curiosos: uma nota muito cr�tica sobre o PowerPoint, uma s�rie de artigos que levantam a quest�o do "homem bi�nico", e um balan�o do estado da geologia, "Geology: The start of the world as we know it" (sem liga��o).
11:30
(JPP)
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00:24
(JPP)
FIM DA PIRATARIA? ![]() talvez sim, talvez n�o. Vamos ver. O autor do falso Abrupto, que � uma pessoa e n�o um programa automatizado, passou o dia todo num pingue-pongue com o Abrupto e o Blogger. Ah! e sabe portugu�s... Como estou em tr�nsito, os detalhes ficam para depois. PS.[Actualizado] talvez ... ainda n�o. Actualiza��o 2 - Cuidado! N�o enviar coment�rios quando o falso Abrupto aparece! Actualiza��o 3 - Obrigado �s muitas pessoas, que nomearei depois, que est�o a tentar solucionar o ataque contra o Abrupto. Sim, porque � disso que se trata, basta ver o teatro que est� a fazer o pseudo-autor. mimando as queixas genu�nas do verdadeiro Abrupto. 25.7.06
23:12
(JPP)
PIRATARIAS 6 ![]() N�o sei se v�o conseguir ver esta nota e durante quanto tempo. Os textos publicados hoje no falso Abrupto deixam poucas d�vidas quanto � intencionalidade do ataque.
12:40
(JPP)
CONTRIBUI��ES PARA AS MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S ![]() Se continua o levantamento das obras de refer�ncia, h� ainda duas que n�o devem ser esquecidas. S�o ambas do Pe. Francisco Leite de Faria: - Estudos bibliogr�ficos sobre Dami�o de G�is e a sua �poca (Lisboa, SEC, 1977) - uma obra-prima da bibliografia! - As muitas edi��es da "Peregrina��o" de Fern�o Mendes Pinto (Lisboa, Academia Portuguesa da Hist�ria, 1992). N�o esquecer tamb�m dois cat�logos monumentais, ambos de 1972 e relativos ao IV Centen�rio da publica��o de Os Lus�adas: - Cat�logo da exposi��o bibliogr�fica, iconogr�fica e medalh�stica de Cam�es (da responsabilidade de J. V. de Pina Martins), Lisboa, BN, 1972. - IV Centen�rio de Os Lus�adas de Cam�es (da responsabilidade do Dr. Coimbra Martins), Madrid, Biblioteca Nacional, 1972. E, j� que estamos em Cam�es, n�o esquecer ainda duas obras: - A Colec��o Camoniana, de Jos� do Canto. - o CDRom Cam�es and the first edition of the Lusiads, 1572,editado por Keneth David Jackson. (Vasco Gra�a Moura) * J� agora Religi�es da Lusit�nia, de Leite de Vasconcelos (ou Vasconcellos?) - n�o tenho comigo o livro (Jos� Pimentel Teixeira) * Portugaliae monumenta cartographica [ Material cartogr�fico / Armando Cortes�o, Avelino Teixeira da Mota ; pref. J. Caeiro da Mota Cartografia e cart�grafos portugueses dos s�culos XV e XVI : (contribui��o para um estudo completo) / Armando Cortes�o Hist�ria da cartografia portuguesa / Armando Cortes�o (Isabel Goul�o)
10:51
(JPP)
PIRATARIAS 5 ![]() Durante a noite o falso Abrupto voltou, de manh� esvaneceu-se. Faz-lhe mal o sol.
09:17
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM FEZ, MARROCOS
Curtidor de peles. (Diogo Vasconcelos)
08:26
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 824 - De la graja y de los pavones.
La graja, llena de sobervia, tomando una vana osad�a, presumi� de se componer y vestir de las plumas de los pavones que hall�. E ass� mucho guarnecida, menospreciando a sus yguales, ella se entr� en la compa��a de los pavones, los quales, conociendo que era de su naturaleza, por fuer�a le quitaron las plumas y le dieron picadas e la acocearon. E ass�, escapando medio muerta e gravemente llagada, av�a verg�en�a, como estava ass� destro�ada o despeda�ada, a su propia generaci�n, donde en el tiempo de su pompa, a muchos de los amigos injuri� e menospreci�. A la qual se dize que dixo una de su linaje: -Si t� oviesses amado y estimado estas vestiduras que tu naturaleza te dio, assaz te ovieran abastado, como son d' ellas contentas otras tus semejantes. E ass� no padescieras injuria, ni de nosotras fueras lan�ada y echada, y te fuera buena si bivieras contenta con lo que naturaleza te dava. (La vida y f�bulas del Ysopo, Valencia, 1520) * Bom dia! 24.7.06
17:20
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: DEZOITO QUILOS DE CREME ![]() Segundo o PortugalDi�rio de ontem, e em rela��o a um dos grandes p�nicos regularmente cultivados nesta �poca estival � o cancro da pele e o h�bito obviamente suicid�rio que as sociedades (ocidentais, claro) t�m em se expor ao sol � o presidente da Associa��o Portuguesa do Cancro Cut�neo ter� afirmado, sobre a necessidade de protec��o solar, que a quantidade ideal de creme a aplicar �, nada mais, nada menos, do que um grama por cent�metro quadrado. �� essa a quantidade recomendada�, sublinha o dermatologista S� um pequeno coment�rio, na sequ�ncia de um h�bito, tamb�m saud�vel, que � o de fazer contas aos n�meros que com tanto gosto como displic�ncia os senhores jornalistas gostam de nos alarmar: A superf�cie m�dia do corpo humano anda por volta dos 1,80 metros quadrados (1,81 para uma pessoa de 70 quilos e 1,70 metros). S�o portanto 18.000 (DEZOITO MIL) cent�metros quadrados. A um grama cada, s�o DEZOITO QUILOS DE CREME (a aplicar de duas em duas horas se tamb�m seguirmos as regras)! Mesmo descontando as partes n�o expostas (poucas, como sabemos), convenhamos que � uma bela besuntadela e um excelente neg�cio para as farm�cias e fabricantes. Pode mesmo criar novos postos de trabalho para "carregadores balne�rios", uma vez que uma fam�lia de 4 indiv�duos precisar� de transportar, para cada duas horas de praia, qualquer coisa como 60 a 80 quilos de cremes. N�o imagino com que aspecto ficar� uma pessoa depois de aplicar o creme recomendado, mas calculo que n�o lhe ficaria mal colocar por cima meia d�zia de azeitonas e um raminho de salsa. Fernando Gomes da Costa (m�dico) ... E SELEC��O NATURAL... Foi not�cia em quase todos os �rg�os de informa��o nacionais que, no passado fim-de-semana, na praia do Magoito, uma pedra de 40 kg caiu, esmagando a perna de um senhor que estava no s�tio errado na hora errada. O caso n�o seria mais do que um lament�vel acidente (n�o totalmente inesperado para quem, como eu, conhece o s�tio), se n�o se desse o caso de, pouco depois dessa ocorr�ncia, uma equipa de reportagem de TV ter ido ao mesmo local, onde entrevistou pessoas que, segundo declararam com o ar mais natural do mundo, sabiam perfeitamente o perigo que corriam (pois a zona perigosa estava bem assinalada) mas n�o tencionavam sair dali. A minha primeira reac��o resumiu-se a lamentar a possibilidade de, atrav�s dos meus impostos, ter de vir a pagar o transporte e o tratamento de pessoas que agem assim. No entanto, se analisar o assunto em termos de longo prazo, a conclus�o j� poder� ser optimista: Sucede que a chamada �selec��o natural� (como Darwin t�o bem explicou) funciona sempre no sentido da �melhoria das esp�cies�: as mais fracas (de corpo ou de mente) acabam, a longo prazo, por desaparecer - ou porque s�o comidas por predadores, ou porque s�o v�timas de desastres aos quais a sua diminuta intelig�ncia n�o permite que se furtem. (C. Medina Ribeiro)
12:04
(JPP)
NOTA SOBRE AS MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S Ainda h� um grupo de contribui��es a acrescentar �s que j� foram publicadas. Em fun��o dos contributos recebidos vou fazer uma pequena altera��o na proposta inicial - farei uma lista com cinquenta obras de refer�ncia, para cobrir as v�rias �reas de forma equilibrada, por ordem alfab�tica, e uma lista mais curta de dez, para as obras-primas da erudi��o nacional, em fun��o do seu car�cter exaustivo, qualidade da investiga��o e utilidade actual. S�o bem-vindas todas as sugest�es, mas a responsabilidade da lista final ser� minha.
![]()
11:48
(JPP)
![]() � por tudo isto que a melhor comemora��o do anivers�rio � a exposi��o sobre a �arte do livro do Oriente para o Ocidente�, que atrav�s dos livros da colec��o Gulbenkian nos lembra essa origem e essa hist�ria entre dois mundos que se conhecem pouco. NOTA: Livro veneziano do s�culo XVI, com capa ao estilo oriental.
10:00
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 24 de Julho de 2006 ![]() ![]() Se vem no Cebolinha, o mundo est� perdido de todo. E vem, pela voz do Bloguinho que fala internet�s. :)! * Msg d Z e M :)
09:57
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM LISBOA, PORTUGAL Obras em curso no Laborat�rio Chimico da Universidade de Lisboa. O edif�cio �, agora, parte do Museu de Ci�ncia da mesma Universidade. Est� em curso a recupera��o e musealiza��o do �nico laborat�rio qu�mico do s�culo XIX ainda existente em Portugal e na Europa Ocidental. Na realidade, os grandes laborat�rios qu�micos universit�rios da Europa foram sendo sucessivamente remodelados e modernizados enquanto o "nosso" parou, a dado momento, no tempo. O atraso cient�fico do Pa�s e a falta de investimento torno-o, agora, um espa�o �nico. (Vasco Teixeira, Museu de Ci�ncia (MCUL))
09:30
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 823 - �Quem muito viu...� Quem muito viu, sofreu, passou trabalhos, m�goas, humilha��es, tristes surpresas; e foi tra�do, e foi roubado, e foi privado em extremo da justi�a justa; e andou terras e gentes, conheceu os mundos e submundos; e viveu dentro de si o amor de ter criado; quem tudo leu e amou, quem tudo foi - n�o sabe nada, nem triunfar lhe cabe em sorte como a todos os que vivem. Apenas n�o viver lhe dava tudo. Inquieto e franco, altivo e carinhoso, ser� sempre sem p�tria. E a pr�pria morte, quando o buscar, h�-de encontr�-lo morto. (Jorge de Sena) * Bom dia! 23.7.06
23:25
(JPP)
COISAS DA S�BADO: 70� ANIVERS�RIO DA GUERRA CIVIL DE ESPANHA : DILEMAS ![]() Uma nova historiografia revisionista entende arrombar portas de h� muito abertas, insistindo em que na guerra civil espanhola n�o havia lado �bom�. O motivo � evidentemente pol�tico: ao se igualizar os �lados� e ao se retirar qualquer conota��o moral �s escolhas dram�ticas da �poca, ajuda-se a igualizar ambos os beligerantes e a justificar quase sempre, o que ganha. Quem precisava desesperadamente desta revis�o da hist�ria eram os franquistas, n�o os republicanos, o que tamb�m mostra a dificuldade de iludir dilemas que s� nos parecem neutros porque j� estamos distantes dos eventos. H� nesta hist�ria revisionista um pequeno problema; � que se os dois lados eram maus, n�o era poss�vel na �poca deixar de escolher um. Quem, dos muito poucos que achavam na altura que os dois lados eram maus, n�o o fazia explicitamente, acabava sempre por servir o mais forte que estava geograficamente do seu lado. Unamuno percebeu-o muito bem. � que a hist�ria n�o dilui a moralidade, nem o dilema das escolhas feitas sob o fio da navalha, mas torna algumas coisas imposs�veis a um momento dado. H� coisas que pura e simplesmente n�o se podem fazer em determinados momentos, sem n�o as fazendo, escolhermos. Os manique�smos n�o s�o desej�veis, mas nem sempre s�o evit�veis. Para alguns homens, provavelmente dos melhores, isso � de uma enorme viol�ncia, que nalguns conduziu ao suic�dio, f�sico ou �tico, e a muitos a remorsos e culpas que arrastam toda a vida. Mas a verdadeira trag�dia da hist�ria � que h� momentos em que n�o nos deixa escolhas. � mesmo assim. * A prop�sito da guerra civil de Espanha, j� por vezes meditei no que faria eu se l� tivesse estado, sabendo daquela guerra o que sabemos hoje. E n�o partilho a sua opini�o de que h� momentos em que n�o temos escolha entre dois lados maus.
10:58
(JPP)
PIRATARIAS 4 ![]() A pirataria (como � que eu chamo a algu�m apropriar-se do trabalho de outrem?) continua. Entre ontem e hoje o falso Abrupto esteve em linha em vez do verdadeiro. A investiga��o do que se passa continua e j� tem alguns frutos. Como muitas vezes acontece na mesquinhez colectiva, as v�timas s�o os culpados. Pelos vistos nada aconteceu, nada acontece e se acontece � o acaso a funcionar,. Entre dois mil ou tr�s mil blogues portugueses foi o Abrupto a v�tima, certamente porque tem uma culpabilidade "objectiva". Em vez de palavras de preocupa��o (pode vir a suceder a outros...) e condena��o com o que acontece, � o Abrupto que criticam. Por existir, presumo. Eu devia ter-me calado caladinho. Pouca sorte, meus amigos, enquanto n�o me explicarem a raz�o porque foi comigo e que se saiba, n�o h� um surto de ataques do mesmo tipo um pouco por todo o lado (a maioria dos exemplos que me s�o dados, ali�s escass�ssimos, ou nada tem a ver com o que se passou, ou foram h� muito tempo, ou ocorreram em circunst�ncias � roubos de password, ou apagamentos de blogues reclamados por outr�m, por exemplo � que n�o se aplicam ao Abrupto), eu n�o posso dexar de pensar que o Abrupto foi o alvo deliberado. Devo dizer ali�s que h� mais racionalidade em pensar assim do que em imaginar que me calhou o azar entre quarenta e cinco milh�es de blogues. Muitos dos falsos exemplos que me s�o dados s�o ali�s um exerc�cio de m� f� pura, apenas para enganar quem n�o vai ler as explica��es sobre o que aconteceu. Este af� de dizer que o que aconteceu ao Abrupto � normal, legitima o autor da pirataria, porque algu�m a fez, n�o � verdade? Um qualquer hacker da Tail�ndia que encontrou uma falha no Blogger e escolheu ao acaso um blogue portugu�s, n�o � do que me querem convencer? Devo ignorar que numa certa lama da blogosfera, se houvesse um bot�o miraculoso como a campainha do Mandarim que matasse o chin�s na China, j� havia h� muito uma sinfonia de toques e empurr�es para chegar ao bot�o. Ali�s a campainha n�o parava, tantos eram os candidatos a quererem "matar" o Abrupto. Basta ler alguns blogues, entre a pura m� f�, at� ao enorme contentamento e festejos pela "morte" anunciada. N�o ter�o muita sorte, mas � uma atitude reveladora do inc�modo que a mera exist�ncia de um blogue como o Abrupto traz � mediocridade invejosa. O mundo para eles seria muito mais aceit�vel se tudo fosse med�ocre, igual na lama. Compreendo bem, mas sigo a regra de George Bernard Shaw: "Never wrestle with a pig. You get dirty and besides the pig likes it". 21.7.06
23:18
(JPP)
OS NOVOS DESCOBRIMENTOS: XANADU EM TIT� ![]() ![]() In Xanadu did Kubla Khan A stately pleasure-dome decree : Where Alph, the sacred river, ran Through caverns measureless to man Down to a sunless sea. Um filme com faces familiares.
23:12
(JPP)
HOJE, CORES DE UM CERTO FIM DA TARDE
18:27
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES. O P�NICO DO DIA ![]() Mote do dia na �rea do alarmismo pac�vio: �O Paracetamol destr�i o f�gado� (diversos jornais on-line, r�dios e logo � noite, provavelmente, na RTP e SIC e de certeza na TVI. Diz, por exemplo, o �Portugal Di�rio� que �O medicamento mais vendido sem receita m�dica provocou, nos �ltimos tr�s anos, meia centena de reac��es adversas em Portugal, segundo o Instituto Nacional da Farm�cia e do Medicamento (Infarmed), e foi recentemente associado � destrui��o do f�gado, mesmo quando tomado em doses recomendadas�Para o estudo foram utilizados 106 participantes, divididos por tr�s grupos: dois tomaram diariamente quatro gramas de paracetamol ao longo de duas semanas, e o terceiro tomou apenas placebo�Entre quem tomou o �rem�dio falso� n�o houve problemas de f�gado, mas cerca de 40 por cento dos restantes participantes revelaram ind�cios de danifica��o daquele �rg�o.� PRIMEIRO: 4 gramas de paracetamol s�o OITO "Ben-u-rons" por dia. Vezes duas semanas d� a m�dica quantia de 112 comprimidos. O facto de s� haver "ind�cios" de les�o hep�tica (algo muito subjectivo de analisar em termos m�dicos, uma vez que existem muitas outras coisas, a come�ar pelo �lcool e gorduras que o podem fazer) � antes de mais uma mostra da inocuidade do produto. Do mesmo modo, 50 reac��es adversas em Portugal (que muitas vezes s�o uma simples urtic�ria e nenhuma grave foi comunicada � classe m�dica) em 3 anos, sendo que em cada dia s�o prescritas embalagens na ordem dos milhares (fora as adquiridas sem receita), mostra que as probabilidades de haver problemas s�o bem menores que as de ser, por exemplo, atropelado por um jornalista. SEGUNDO: nas recomenda��es de uso deste medicamento SEMPRE constaram avisos sobre os cuidados a ter em caso de toma prolongada ou em altas doses, sobretudo em rela��o ao f�gado e rins. N�o se percebe bem o porqu� desta not�cia ou "estudo" sobre uma coisa que n�o � novidade nenhuma, mas que pode ser alguma prepara��o para um novo produto a chegar ao mercado... TERCEIRO: todos sabemos da papalvice e gosto pelo alarmismo de muito jornalista e da generalidade do p�blico portugu�s. Fica ent�o a sugest�o: TODOS os medicamentos t�m normas de utiliza��o, taxas de efeitos secund�rios e contra-indica��es, como poder� ser facilmente constatado, por exemplo, no Prontu�rio Terap�utico. Fazendo contas aos milhares de medicamentos comercializados, j� viram o manancial de not�cias assustadoras n�o devidamente aproveitadas? V� l� senhores jornalistas: aproveitem a silly season, para lan�arem uns belos p�nicos. J� agora: se levarem os vossos filhos � consulta, cheios de febre, preferem que lhes d�em chazinhos? Fernando Gomes da Costa (m�dico)
16:07
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES; O EDUQU�S EM AVALIA��O ![]() Muito se tem falado de processos de avalia��o, centrada a discuss�o no teste de F�sica da primeira fase. N�o posso deixar de verificar escandalizada o seguinte, que diz respeito � maioria dos testes do Secund�rio que pelos quais se tem avaliado os nossos alunos : 1- As quest�es s�o de tal maneira sui generis, enviesadas e distantes do programa e da realidade escolar (aten��o, meus senhores, o pa�s vai de Tr�s-os-Montes ao Algarve), que ter investido ou n�o em estudo n�o � relevante; 2- Numa reforma que pela primeira vez � testada, n�o foram enviadas provas- refer�ncia; 3-O exame de 11� de Biologia e Geologia, por exemplo, para al�m da formula��o imprecisa de perguntas, tem aspectos absolutamente mirabolantes: a) depois do investimento,por parte das escolas e col�gios,em material de laborat�rio para p�r a funcionar os trabalhos laboratoriais, ao abrigo da pen�ltima reforma, os trabalhos laboratoriais foram "extintos"na �ltima e actual reforma. E � precisamente o exame de Biologia e Geologia, 1� fase, que pede ao aluno que invente uma experi�ncia; b)depois da inven��o da experi�ncia, prop�e-se que crie um projecto de investiga��o (!). Isto � muito interessante como experi�ncia para preencher 90 m de aula - ser� oportuno num exame? Fico a saber que a figura de "jovens investigadores" , utilizada pela Funda��o para a Ci�ncia e Tecnologia, se deve aplicar a jovens examinandos do Secund�rio. 4-Como Coordenadora Cient�fica de um Centro de Investiga��o (e m�e de uma aluna sujeita a esta brincadeira de mau gosto), pergunto: andam a brincar com o contribuinte, com os nossos jovens ou aos investigadores? 5- Fa�o outra pergunta, do fundo da minha indigna��o c�vica - a um professor que ouse "reter" um aluno s�o pedidos x formul�rios, relat�rios, justifica��es - e a uma comiss�o de incompetentes, aquartelada no semi-anonimato do GAVE, que � respons�vel pela desestabiliza��o e hecatombe de um pa�s inteiro, pela motiva��o de jovens para irem estudar para fora destas fronteiras, ? que se faz? n�o h� responsabilidades a pedir? bate-se palmas? de ci�ncia pouco sabem e da realidade de aplica��o e aplicabilidade dos programas ainda menos. Sinceramente, a Senhora Ministra pode estar cheia de boas inten��es para impor regras ao sistema, mas a primeira regra � n�o se rodear de incompetentes ...e brincalh�es. (Maria do C�u Fialho, Prof. Cater�tica da Universidade de Coimbra e Coordenadora Cient�fica de um Centro de Investiga��o sem alunos do Secund�rio nem membros do GAVE.) * Vi ontem no canal parlamento e em directo, a presta��o da Ministra da Educa��o. Fiquei com a sensa��o que n�o � ela quem governa o seu minist�rio, devendo algu�m trabalhar por ela. Como � que por detr�s de tantas pol�ticas educativas pode estar uma pessoa que n�o sabe falar, n�o compreende o teor das perguntas directas feitas pelos demais intervenientes, engasgando-se, ruborizando, como se fosse uma caloira? Porque � que n�o responsabiliza o GAVE? Porque � que n�o demite quem est� � frente do referido Gabinete? Isto deixa-nos perceber claramente que existem motivos obscuros que �obrigaram� �s conhecidas medidas pol�ticas. V�rios exames tinham erros, eram extensos, quem os realizou � os �experts� ao servi�o da Ministra, deviam ser devidamente responsabilizados/demitidos. Outra quest�o foi a declara��o mentirosa da Ministra relativamente aos resultados do exame nacional de matem�tica do 9� ano. A dita afirmou que a �bvia melhoria dos resultados do exame a matem�tica neste ano, se devia � implementa��o das suas novas pol�ticas. Eu vigiei esse exame, e tive a oportunidade de o ler: espantar-se-ia se lhe dissesse que qualquer pessoa com a antiga quarta classe, o saberia fazer tirando positiva. Pois �, at� o fiz de cabe�a. Algumas quest�es pareciam aqueles passatempos que compramos no quiosque para levarmos para f�rias. A� est� a pol�tica de rigor e exig�ncia da Ministra � a mentira. E j� falou que o pr�ximo objectivo ser� a L�ngua Portuguesa � adivinhe como ser� o exame nacional do 9� ano no pr�ximo ano: fazer uma c�pia sobre o texto �O capuchinho vermelho�, dizer o presente do indicativo do verbo mentir, e escrever uma composi��o sobre as f�rias de Ver�o que h�o-de vir� � uma vergonha. (Sofia Silveira)
09:32
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 21 de Julho de 2006 Staline, Chostakovitch e a arte de agradar e desprezar no fio da navalha ou do tiro na nuca no Guardian. * Grundsprache. Freud e o alem�o em La R�publique des Livres: "Freud aurait-il pu d�couvrir l'inconscient dans une autre langue que l'allemand ? Voil� probablement l'une des questions les plus sens�es que les professionnels de la profession aient pos�e � l'occasion du 150 �me anniversaire de la naissance de cher Sigmund." * Lu�s na Natureza do Mal: "A minha gera��o sofreu tr�s grav�ssimas contrariedades: primeiro aprendeu o mundo pelos comp�ndios do salazarismo. Depois pela vulgata marxista. A seguir veio o ru�do insuport�vel do entertainment."
09:31
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO PORTO, PORTUGAL (...) uuma foto que tirei ontem, algures na cidade do Porto e que v�-se l� saber porqu� me fez recordar os primeiros versos da t�o conhecida e bel�ssima "TABACARIA", de �lvaro de Campos: N�o sou nada. Nunca serei nada. N�o posso querer ser nada. � parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milh�es do mundo que ningu�m sabe quem � (E se soubessem quem �, o que saberiam?), Dais para o mist�rio de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacess�vel a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mist�rio das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a p�r humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carro�a de tudo pela estrada de nada (�lvaro Mendon�a)
09:07
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 822 - Devemos perdonar a los ignorantes y resistir a los locos.
Algunos hombres son enojosos y burladores, y escarnecedores de otros, mas a s� mismos causan y fazen mal, ass� como un asno que encontr� con un le�n, y d�xole burl�ndose d' �l: -�Dios te salve, hermano! Y ri�se d' �l. E le�n, indign�ndose de sus palabras, dixo entre s�: -No quiera Dios que vana sangre ensuzie mis dientes, ca convern�a dexarte injuriado o despeda�ado. Significa esta f�bula que devemos perdonar a los ignorantes, mas devemos resistir y defendernos de los locos que quieren acometer a otros mejores de s�. Y que el loco fant�stico no deve de reyrse de los hombres nobles y sabios y virtuosos, ni se ygualar con ellos. (La vida y f�bulas del Ysopo, Valencia, 1520.) * Bom dia!
00:16
(JPP)
A SOLID�O DOS GUERREIROS A gente � feita pelas nossas conversas. Conversas que nunca se esquecem, conversas que ficam e ficam e ficam, mudando, dizendo coisas diferentes em tempos diferentes. Mas ficam, l� atr�s de qualquer coisa que somos. Recordo-me nestes dias de ferro e fogo no M�dio Oriente de uma que tive com a mais improv�vel pessoa para lembrar neste contexto: Jonas Savimbi. Ou talvez n�o. A Jamba, quartel operacional de Savimbi no Sul de Angola, quando se tornou na sua sala de visitas, caiu no mesmo logro de que era parte: o logro da propaganda para ocidentais desejosos de exotismo e de um pouco de aventura. Savimbi aprendera com os chineses, que por sua vez tinham aprendido com os sovi�ticos, a arte das aldeias Potemkine, a arte da "massagem do ego", a arte de iludir. Nas "excurs�es" � Jamba como lhe chamavam os seus detractores, tudo era cuidadosamente pensado para responder �s ilus�es, obtendo efeitos de propaganda, mas havia outra Jamba por detr�s da que era mostrada e essa era bem menos am�vel e bem menos ut�pica. Numa viagem que l� fiz, pude ver e ser sujeito a todas estas artes da ilus�o e da propaganda mas, sem querer gabar-me de qualquer omnisci�ncia ou cinismo militante, nem por isso deixava de saber que havia muito cen�rio. Mas havia uma coisa na Jamba de natureza diferente do seu "sinaleiro", das suas aulas de Latim, da sua fanfarra marcial, e essa coisa era Jonas Savimbi ele mesmo, personagem maior que a vida, maior que a morte, personagem da hist�ria, cruel, obsessivo, tenebroso, mas uma "car�cter". Fiel aos mitos que alimentava, um dos quais era de que n�o dormia, encontrei-o uma vez �s tr�s da manh�. O local era uma cabana de madeira e colmo, com umas cadeiras de pl�stico e uma improv�vel cortina florida daquelas que se encontram nos quartos de banho suburbanos. Era mesmo uma cortina, triste e pobre, o improv�vel cen�rio dos homens que rodeavam Savimbi, todos hoje j� fantasmas no Inferno. Era uma noite de crise, havia combates em Mavinga, e Magnus Malan tinha feito declara��es inc�modas para Savimbi, pelo que as rela��es com os aliados sul-africanos n�o deviam estar pelo melhor dos mundos. A guerra corria-lhe bem, talvez fosse isso que levou os sul-africanos a reivindicar o seu papel, o que atrapalhava a propaganda da UNITA. Talvez por isso, a meio da conversa e sem qualquer necessidade, Savimbi come�ou um longo mon�logo, meio interior, meio para eu ouvir, muito longe do que se podia esperar pela ocasi�o e pelo interlocutor portugu�s. Savimbi come�ou a falar da solid�o na luta. Disse-me: "Agora tenho todos comigo, os sul-africanos, os americanos, mas sei que isso n�o pode durar." "J� vi todos os meus aliados deixarem-me sozinhos, j� vi os americanos com a s�ndrome do p�s-Vietname, a abandonar os seus amigos... Quando fiz a minha "Longa Marcha" , at� comemos cascas de �rvore e cheg�mos � Jamba meia d�zia de homens para come�ar tudo de novo." E insistia: "Agora tenho amigos, mas sei que posso ficar outra vez sozinho, s� posso contar comigo e com os meus maninhos..." Havia um tom de tristeza e de resigna��o, pouco habitual em Savimbi, que n�o era dado a ter estados de alma. ![]() Recordo-me desta conversa nocturna, quando vejo mais uma vez o modo como os israelitas s�o deixados sozinhos para se defenderem, o que eles s� podem fazer atacando (olhe-se para um mapa de Israel para se perceber), perante uma opini�o p�blica e publicada que tamb�m ela, como os sul-africanos e americanos a Savimbi, os abandonou. Israel n�o � defens�vel em termos de um conflito cl�ssico, e s� com muito saber de experi�ncia feita consegue conter em termos aceit�veis o terrorismo de que � v�tima. � sua volta s� tem inimigos, que n�o datam da "quest�o palestiniana" como muitos pensam, mas do dia seguinte � cria��o do Estado de Israel, quando este foi invadido por todos os ex�rcitos dos pa�ses �rabes. O mesmo cen�rio repetiu-se v�rias vezes, at� que as ofensivas militares tradicionais, todas derrotadas, foram progressivamente substitu�das por actos de terrorismo localizado, mas sist�mico. Apesar de tudo, a situa��o de seguran�a de Israel melhorou, em grande parte porque a ocupa��o dos territ�rios da Cisjord�nia e da S�ria melhorou a sua capacidade de defesa, deu-lhe profundidade. A situa��o de Israel tamb�m melhorou, porque o "mundo �rabe" se dividiu, alguns corajosos chefes de Estado no Egipto e na Jord�nia aceitaram a realidade do seu Estado e o mesmo aconteceu com alguns palestinianos, a come�ar por dirigentes da OLP e da Fatah. Esse caminho foi positivo e � positivo. ![]() Mas h� uma realidade nova no M�dio Oriente que pode inverter completamente a situa��o e fragilizar Israel e os seus amigos �rabes, de novo: a combina��o do fundamentalismo isl�mico com a nucleariza��o do Ir�o. O Ir�o e a S�ria s�o hoje a vanguarda de todos os que negam a pura exist�ncia de Israel, e o Hamas e o Hezbollah s�o os bra�os armados dessa nova realidade. Se somarmos a essa situa��o o caminho perigos�ssimo do Ir�o, Israel tem hoje de novo um desequil�brio que se est� a construir � sua volta. O problema n�o s�o os palestinianos, � o choque de pol�ticas nacionais de hegemonia regional, e a utiliza��o da religi�o como arma de mobiliza��o e radicalismo. Israel tem que conter o Ir�o, a S�ria, o Hamas e o Hezbollah quanto antes, antes de terem armamento nuclear, antes de se armarem com as novas armas do terrorismo, incluindo uma capacidade maior de projec��o de m�sseis sobre o seu territ�rio sem profundidade. � uma realidade militar antes de ser pol�tica. Os israelitas fazem certamente muitas asneiras, porque n�o s�o passivos mas pr�-activos. N�o assistem sentados � sua progressiva neutraliza��o e destrui��o. N�o podem deixar de o ser e � por isso que conservadores e trabalhistas, partidos religiosos e socialistas n�o diferem muito na legitima��o da actua��o militar. � mesmo uma quest�o de sobreviv�ncia e a ideia de que se trata de "um conflito assim�trico" onde os "poderosos" esmagam os "fracos" � enganadora: h� assimetrias de tamanho que s�o a favor dos aparentemente mais fracos. Percebe-se o que os israelitas querem com esta resposta violenta aos actos de guerra do Hezbollah e do Hamas: mostrar que a paz s� � poss�vel se n�o houver qualquer transig�ncia com os grupos que s�o os bra�os armados de estrat�gias de aniquila��o do Estado de Israel. E estes, e os Estados que os alimentam, s� percebem uma �nica linguagem, a da for�a. Israel tamb�m de h� muito sabe que s� pode haver paz com quem a deseja e, do mesmo modo que o Ir�o lhe quis enviar uma mensagem, Israel responde em esp�cie. � duro, mas naquele canto do mundo n�o h� muito terreno para amabilidades, e, infelizmente, muita gente sofre de passagem. A express�o "danos colaterais" � cruel na sua frieza, mas verdadeira. � face a esta situa��o que a comunidade internacional n�o cumpriu as suas obriga��es. Fechou os olhos � presen�a de mil�cias s�rio-iranianas no Sul do L�bano, n�o se disp�s a fornecer reais garantias a Israel da sua seguran�a, para poder exigir o fim da ocupa��o dos territ�rios palestinianos com razoabilidade e sem risco para Israel. O �ltimo passo para a paz, a retirada unilateral da Faixa de Gaza, n�o foi acompanhada pelas devidas press�es sobre o Hamas para que mude de pol�tica face a Israel. Bem pelo contr�rio, a Uni�o Europeia, cuja pol�tica no M�dio Oriente � claramente anti-israelita e por isso in�til para mediar qualquer coisa, continua a financiar a Autoridade Palestiniana controlada pelo Hamas. Os americanos d�o uma �ltima garantia de seguran�a a Israel, mas essa s� funciona num ambiente de Armaged�o, e a B�blia e os seus apocalipses n�o s�o os melhores conselheiros. At� l�, e esperamos, sem necessidade de chegar l� (um conflito nuclear), Israel est� sozinho e s� pode contar consigo mesmo. Eles sabem muito bem disso, como Savimbi sabia. Ele perdeu tudo, os israelitas fazem tudo para que o mesmo n�o lhes aconte�a. (No P�blico de 20/7/2006) 20.7.06
17:00
(JPP)
COISAS SIMPLES: A NOITE
![]() (I. Levitan)
10:29
(JPP)
PIRATARIAS 3 ![]() A pirataria ainda n�o est� resolvida, mas est� a ser investigada. Uma informa��o preciosa seria a de saber que outros blogues em portugu�s, ou casos recentes fora de Portugal, conheceram o mesmo problema. At� agora nos blogues portugueses no Blogger apenas se conhece o caso do Abrupto, o que parece indicar deliberada inten��o e n�o ataque ao acaso como alguns se apressam a concluir. Exemplos portugueses seriam importantes para ajudar a compreender a pirataria e o seu car�cter.
10:18
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 20 de Julho de 2006 Interessante e intrigante artigo de Ruben de Carvalho no Di�rio de Not�cias: "A acompanhar uma am�vel entrevista com Francisco Lou��, o Expresso da passada semana publicou o que pretende ser o at� hoje mais completo estudo sobre a realidade org�nica do Bloco, clinicamente ali�s intitulado Radiografia do Bloco de Esquerda. Com direito a um pormenorizado mapa de Portugal, especificando os n�meros bloquistas por distrito e regi�es aut�nomas, de militantes e de votos nas legislativas de 2005. * O jornal Expresso publicou na sua �ltima edi��o uma Radiografia do Bloco de Esquerda onde publicava uma pequena discri��o sobre a implanta��o distrital do movimento, nomeadamente o seu n�mero de militantes. No gr�fico que acompanhava a not�cia, podia ver-se que, em v�rios distritos, o Bloco parecia ter o mesmo n�mero de filiados. Como � natural, essa informa��o poder� suscitar uma sensa��o de estranheza nos leitores, e por essa raz�o o Bloco entende prestar o seguinte esclarecimento.
09:43
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM NOVA DELI, �NDIA
Na �ndia, h� um m�s - homem ganhando a vida a pesar pessoas, com balan�a port�til. (Fernando Correia de Oliveira)
09:42
(JPP)
MAIS CONTRIBUTOS PARA AS VINTE MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S 1.0 (2� s�rie) ![]() E � tamb�m no seguimento dos contributos para as vinte melhores obras de referer�ncia em portugu�s que lhe escrevo.E mais um par delas: _ ANSELMO, Ant�nio Joaquim [1977], Bibliografia das obras impressas em Portugal no s�culo XVI, Lisboa. B.N. _ PEREIRA, Paulo (dir. de) [1995], Hist�ria da Arte Portuguesa. Lisboa. C�rculo de Leitores. _CARVALHO, Joaquim de [1947, 1948, 1949], Estudos sobre a Cultura Portuguesa dos s�culos XV e XVI. _ Como complemento �s Normas do Padre Avelino, servindo de treino paleogr�fico: COSTA, P. Avelino de Jesus [1997], �lbum de Paleografia e Diplom�tica portuguesas. Estampas. 6� Edi��o. Coimbra. FLUC. _BRAND�O, Fr. Francisco. [1976], Monarquia Lusitana. Ed. facsimilada. Lisboa. INCM. _ N�o esquecer nunca: SERR�O, Joel e MARQUES, A.H. de Oliveira (dir. de), Nova Hist�ria de Portugal. Ed. Presen�a. _ CARDOSO, Pe. Jorge [1652], Agiologia Lusitana. _ Como express�o paradigm�tica do movimento de Erudi��o em Portugal, a obra orientada por Alexandre Herculano: Portugaliae Monumenta Historica a saeculo octavo post Christum usque ad quintumdecimun, jussu Academiae Scientiarum Olisiponensis edita, nova s�rie. _ GODINHO, Vitorino Magalh�es, Os Descobrimentos e a Economia Mundial. Ed. Presen�a.4 vols. _ FIGUEIREDO, C�ndido de [1996], Grande Dicion�rio da L�ngua Portuguesa. 25� Ed., 2 vols. _ De elevada utilidade, um guia fundamental de obras gerais, disciplinas documentais e outras disciplinas de incid�ncia Hist�rica: REPERT�RIO BIBLIOGR�FICO DA HISTORIOGRAFIA PORTUGUESA. [1974-1994], FLUC, Inst. Cam�es. sandra costa * Noto que as obras de refer�ncia que t�m entrado no Abrupto v�o sempre para as mesmas �reas: filosofias, hist�rias, literaturas. Que tal meter um pouco de outra ci�ncia nisso: Desenho T�cnico, de Lu�s Veiga da Cunha, FCG Introdu��o � An�lise Matem�tica, de Campos Ferreira, FCG (nuno de magalh�es) * Tr�s sugest�es na �rea da �pera e do espect�culo: MOREAU, M�rio - Teatro de S. Carlos : dois s�culos de hist�ria. Lisboa : Hugin, 1999. 2 vol. ISBN 972-8534-50-5 Est� l� tudo. Todos os concertos, todas as r�citas, todas as �peras, todos os bailados, todos os cantores, todos os maestros, todos os bailarinos, todos os actores, todos os encenadores, todos os cen�grafos, todos, todos, todos. MOREAU, M�rio - Cantores de �pera portugueses. Amadora : Bertrand, 1981. 3 vol. Tamb�m est�o todos, do S�c. 18 at� 1981. BASTOS, Sousa - Carteira do artista : apontamentos para a hist�ria do theatro portuguez e brazileiro acompanhados de noticias sobre os principaes artistas, escriptores dramaticos e compositores estrangeiros. Lisboa : Antiga Casa Bartrand - Jos� Bastos, 1898 O autor era o marido da actriz Palmira Bastos. Um trabalho muito interessante que pretendeu ser exaustivo. Est� organizado em jeito de efem�rides e cont�m, no final, uma bibliografia e v�rios �ndices (actores portugueses e brasileiros, aderecistas, arquitectos e figurinistas, actores estrangeiros, benem�ritos, cabeleireiros, cantores portugueses, companhias, contraregras, curiosidades, decretos, portarias, tratados e outros documentos, empregados diversos, dramas, com�dias, trag�dias, operas-c�micas, revistas e pe�as, empres�rios, ensaiadores, escritores e cr�ticos, guarda-roupas, maquinistas, m�sicos, �peras e dan�as, pontos, cen�grafos, teatros e ainda um �ndice de gravuras). Uma preciosidade! Maria Clara Assun��o * Eu juntaria: A Poesia dos Trovadores (S�culos XII-XV), selec��o e pref�cio de Vitorino Nem�sio, edi��o do Instituto para a Alta Cultura, Lisboa, 1950. (Torquato da Luz) * N�o sei se li todas as sugest�es todas, mas pareceu-me que faltava esta: Portugaliae Monumenta Historica, fruto da enorme capacidade de trabalho e dedica��o de Alexandre Herculano. (Maria Pereira Stocker)
09:07
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 821 - Vinte mil r�is mensais s�o uma vergonha social! - Ent�o, realmente, aconselha-me que toque a campainha? Ele ergueu um pouco o chap�u, descobrindo a fronte estreita, enfeitada de uma gaforinha crespa e negrejante como a do fabuloso Alcides, e respondeu, palavra a palavra: - Aqui est� o seu caso, estim�vel Teodoro. Vinte mil r�is mensais s�o uma vergonha social! Por outro lado, h� sobre este globo coisas prodigiosas: h� vinhos de Borgonha, como por exemplo o Roman�e-Conti de 58 e o Chambertin, de 61, que custam, cada garrafa, de dez a onze mil r�is; e quem bebe o primeiro c�lice, n�o hesitar�, para beber o segundo, em assassinar seu pai... Fabricam-se em Paris e em Londres carruagens de t�o suaves molas, de t�o mimosos estofos, que � prefer�vel percorrer nelas o Campo Grande, a viajar, como os antigos deuses, pelos c�us, sobre os fofos coxins das nuvens... N�o farei � sua instru��o a ofensa de o informar que se mobilam hoje casas, de um estilo e de um conforto, que s�o elas que realizam superiormente esse regalo fict�cio, chamado outrora a �bem-aventuran�a�. N�o lhe falarei, Teodoro, de outros gozos terrestres: como, por exemplo, o Teatro do Palais Royal, o baile Laborde, o Caf� Anglais... S� chamarei a sua aten��o para este facto: existem seres que se chamam Mulheres - diferentes daqueles que conhece, e que se denominam F�meas. Estes seres, Teodoro, no meu tempo, a p�ginas 3 da B�blia, apenas usavam exteriormente uma folha de vinha. Hoje, Teodoro, � toda uma sinfonia, todo um engenhoso e delicado poema de rendas, baptistes, cetins, flores, j�ias, caxemiras, gazes e veludos... Compreende a satisfa��o inenarr�vel que haver�, para os cinco dedos de um crist�o, em percorrer, palpar estas maravilhas macias; - mas tamb�m percebe que n�o � com o troco de uma placa honesta de cinco tost�es que se pagam as contas destes querubins... Mas elas possuem melhor, Teodoro: s�o os cabelos cor do ouro ou cor da treva, tendo assim nas suas tran�as a apar�ncia emblem�tica das duas grandes tenta��es humanas - a fome do metal precioso e o conhecimento do absoluto transcendente. E ainda t�m mais: s�o os bra�os cor de m�rmore, de uma frescura de l�rio orvalhado; s�o os seios, sobre os quais o grande Prax�teles modelou a sua Ta�a, que � a linha mais pura e mais ideal da Antiguidade... Os seios, outrora (na ideia desse ing�nuo Anci�o que os formou, que fabricou o mundo, e de quem uma inimizade secular me veda de pronunciar o nome), eram destinados � nutri��o augusta da humanidade; sossegue por�m, Teodoro; hoje nenhuma mam� racional os exp�e a essa fun��o deterioradora e severa; servem s� para resplandecer, aninhados em rendas, ao g�s das soir�es, - e para outros usos secretos. As conveni�ncias impedem-me de prosseguir nesta exposi��o radiosa das belezas que constituem o fatal feminino... De resto as suas pupilas j� rebrilham... Ora todas estas coisas, Teodoro, est�o para al�m, infinitamente para al�m dos seus vinte mil r�is por m�s... Confesse, ao menos, que estas palavras t�m o vener�vel selo da verdade!... Eu murmurei, com as faces abrasadas: - T�m. (E�a de Queiroz, O Mandarim) * Bom dia!
00:08
(JPP)
PIRATARIAS 2 ![]() Desde o momento em que a pirataria surgiu, ontem ao fim da tarde, n�o tive muito tempo para me dedicar ao assunto. Vou faz�-lo agora, come�ando por ler as mais de trezentas mensagens entretanto recebidas e que desde j� agrade�o. Desde o in�cio da tarde que o Abrupto genu�no tem estado continuamente em linha, mas ,como n�o sei ainda o que realmente aconteceu, parto do pr�ncipio de que o problema continua. Amanh� tratarei do assunto em mais detalhe, mas podem ter a certeza de que aconte�a o que acontecer o Abrupto continuar�. N�o ser� por esta via que acabam com ele. 19.7.06
07:24
(JPP)
PIRATARIAS O problema continua. Quando acrescento uma nota nova ou refresco uma antiga, o falso "abrupto" desaparece, regressando mais tarde. N�o penso ser um problema de password, visto que a mudei mal surgiu a pirataria e a anterior s� pode ter sido "roubada" electronicamente. O conte�do no Blogger parece intacto. Muito obrigada a todos que est�o a dar-me sugest�es para resolver o problema e identificar a origem.
![]() 18.7.06
22:00
(JPP)
INTERMIT�NCIAS ![]() O Abrupto continua a ser substitu�do intermitentemente por outro abrupto pirata. Algu�m sabe se o mesmo est� a acontecer a outros blogues do Blogger? * Suponho que isso poder� acontecer, mas s� parcialmente
20:56
(JPP)
tem sido muitas e repetidas desde o in�cio. Hoje durante algum tempo um outro Abrupto aparecia no mesmo endere�o. Obrigado a quem me alertou. Vou ver se percebo o que aconteceu mas � certamente um caso de pirataria.
15:32
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO BOMBARRAL, PORTUGAL
Bombarral, Festival do Vinho, Julho, 2006 (M�rio Rui Ara�jo)
13:03
(JPP)
MAIS CONTRIBUTOS PARA AS VINTE MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S 1.0 ![]() Col�quio dos simples e drogas e cousas medicinais da �ndia, de Garcia da Orta, Goa, 1563. Est� dispon�vel numa edi��o de 1963 da Academia das Ci�ncias de lisboa. Na Europa da altura, e durante muito tempo, foi considerado O livro", a refer�ncia sobre a psicogeografia das drogas. Em certo sentido, � absolutamente actual ( veja-se o cap�tulo sobre o anfi�o, ou seja, o �pio). (Filipe Nunes Vicente) * Nova Gram�tica do Portugu�s Contempor�neo, Celso Cunha e L. F. Lindley Cintra Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o Futuro/Porto 2001-Ass�rio & Alvim Dicion�rio Latino-Portugu�s, Francisco Torrinha Dicion�rio Portugu�s-Latim, Francisco Torrinha Teoria da Literatura, V�tor Manuel de Aguiar e Silva, Almedina Gram�tica Simb�lica do Portugu�s, �scar Lopes, Funda��o Calouste Gulbenkian Dicion�rio Etimol�gico da L�ngua Portuguesa, Jos� Pedro Machado Dicion�rio Onom�stico Etimol�gico da L�ngua Portuguesa, Jos� Pedro Machado Dicion�rio da L�ngua Portuguesa, Porto Editora Prontu�rio Ortogr�fico e Guia da L�ngua Portuguesa, Magnus Bergstrom e Neves Reis Dicion�rio de Literatura, direc��o de Jacinto do Prado Coelho, Figueirinhas Biblos - Enciclop�dia Verbo das Literaturas de L�ngua Portuguesa Novo Aur�lio S�culo XXI: o Dicion�rio da L�ngua Portuguesa, 3.� Edi��o Hist�ria Cr�tica da Literatura Portuguesa, direc��o de Carlos Reis, Verbo Hist�ria da L�ngua Portuguesa, Paul Teyssier O Ritmo na Poesia de Ant�nio Nobre, Lu�s Filipe Lindley Cintra, IN-CM Hist�ria de Portugal, dir. de Jos� Mattoso Hist�ria Concisa de Portugal, Jos� Hermano Saraiva Ditos Portugueses Dignos de Mem�ria, Jos� Hermano Saraiva Ao Contr�rio de Pen�lope, Jacinto do Prado Coelho Tratado de Versifica��o Portuguesa, Amorim de Carvalho Edoi Lelia Doura: antologia das vozes comunicantes da poesia moderna portuguesa, organiza��o de Herberto Helder Dicion�rio Bibliogr�fico Portugu�s, Inoc�ncio Francisco da Silva Dicion�rio da L�ngua Portuguesa, Ant�nio de Morais Silva (Dicion�rio de Morais) Ret�rica e Teoriza��o Liter�ria em Portugal: do Humanismo ao Neoclassicismo, An�bal Pinto de Castro A Orat�ria Barroca de Vieira, Margarida Vieira Mendes H�lade: Antologia da Cultura Grega, Maria Helena da Rocha Pereira Romana: Antologia da Cultura Latina, Maria Helena da Rocha Pereira Hist�ria da Literatura Portuguesa, Ant�nio Jos� Saraiva e �scar Lopes Gram�tica da L�ngua Portuguesa, Maria Helena Mira Mateus et al., Caminho Dicion�rio Houaiss da L�ngua Portuguesa Enciclop�dia Verbo Luso-Brasileira da Cultura - Edi��o S�culo XXI, dir. de Jo�o Bigotte Chor�o Lello Universal - Dicion�rio Enciclop�dico em 2 Volumes Dicion�rio da Literatura Medieval Galega e Portuguesa, org. e coord. de Giulia Lanciani e Giuseppe Tavani (Nelson B.) * Casanova - O Direito nas Revistas Portuguesas. Pesquis�veis por autor, por t�tulo, por assunto, por revista, por ramo do direito, est�o l� todos, absolutamente todos, os artigos jur�dicos publicados em revistas portuguesas (e n�o s� revistas jur�dicas), desde os finais do s�c. XIX, at� 1990. A obra n�o se vendeu e a Almedina desinteressou-se da sua actualiza��o ou da sua convers�o para uma base de dados on-line. Se fosse futebol... (Ant�noio Cardoso da Concei��o) * Duas sugest�es na �rea da Filosofia: Logos. Enciclop�dia Luso-Brasileira de Filosofia (Verbo) Hist�ria do pensamento filos�fico portugu�s , dir. Pedro Calafate (Caminho ou C�rculo de Leitores) (Pedro Valadares) * A sua leitora Isabel G recomendou-lhe a Hist�ria da Igreja em Portugal, de Fortunato de Almeida, como obra de refer�ncia. Quer-me parecer que, dentro daquela �rea, ser�o talvez prefer�veis a Hist�ria Religiosa de Portugal e o Dicion�rio de Hist�ria Religiosa de Portugal, ambos escritos sob a direc��o de Carlos Moreira Azevedo. (Jos� Carlos Santos) * Dicion�rio de autores de literaturas africanas de l�ngua portuguesa / Ald�nio Gomes, Fernanda Cavacas (Ed Caminho) Dicion�rio de pseud�nimos e iniciais de escritores portugueses / Adriano da Guerra Andrade (ed. Biblioteca Nacional) Jornais e revistas portugueses do s�c. XIX / Biblioteca Nacional Marqu�s de Pombal : cat�logo bibliogr�fico e iconogr�fico / Comiss�o Organizadora das Comemora��es do Bicenten�rio da Morte do Marqu�s de Pombal (ed. Biblioteca Nacional) A inquisi��o em Portugal (1536-1821) : cat�logo da exposi��o organizada por ocasi�o do 1o Congresso Luso-Brasileiro sobre Inquisi��o / Biblioteca Nacional. (Ed. Biblioteca Nacional) (Isabel G)
11:46
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 18 de Julho de 2006 No P�blico de hoje, sem liga��o, Vital Moreira escreve um artigo exemplar da "m� f�" de que falavam Fernando Gil e Paulo Tunhas em Impasses: Quando um Estado, para responder a uma ac��o b�lica inimiga, resolve atacar alvos civis, matar gente inocente a esmo, destruir estradas e pontes, portos e aeroportos, centrais el�ctricas e bairros urbanos, isso tem um nome feio: terrorismo. No caso, terrorismo de Estado. Na vertigem da viol�ncia que � o intermin�vel conflito israelo-palestiniano, Israel adopta decididamente a mesma l�gica fatal de que acusa os seus inimigos, ou seja, transformar os civis em carne para canh�o. � dif�cil fazer melhor (pior). * No Correio da Manh�, Ferreira Fernandes pergunta: George W. Bush merece san��o? * Dava um Pr�mio Nobel da Paz imediato, excepcional, autom�tico a quem inventasse um mecanismo eficaz para "farejar" explosivos a uma certa dist�ncia. N�o resolvia os imensos problemas do Iraque, mas ajudava muito. E seria uma homenagem ir�nica ao inventor dos explosivos modernos, o senhor Alfred Nobel.
10:27
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO BOMBARRAL, PORTUGAL
Bombarral, Festival do Vinho, Julho, 2006. (M�rio Rui Ara�jo)
10:06
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 820 - As felicidades haviam de vir... N�o posso negar, por�m, que nesse tempo eu era ambicioso - como o reconheciam sagazmente a Madame Marques e o l�pido Couceiro. N�o que me revolvesse o peito o apetite her�ico de dirigir, do alto de um trono, vastos rebanhos humanos; n�o que a minha louca alma jamais aspirasse a rodar pela Baixa em trem da Companhia, seguida de um correio choutando; - mas pungia-me o desejo de poder jantar no Hotel Central com champanhe, apertar a m�o mimosa de viscondessas, e, pelo menos duas vezes por semana, adormecer, num �xtase mudo, sobre o seio fresco de V�nus. Oh! mo�os que vos dirig�eis vivamente a S. Carlos, atabafados em palet�s caros onde alvejava a gravata de soir�e! Oh! tip�ias, apinhadas de andaluzas, batendo galhardamente para os touros - quantas vezes me fizestes suspirar! Porque a certeza de que os meus vinte mil r�is por m�s e o meu jeito encolhido de engui�o, me exclu�am para sempre dessas alegrias sociais, vinha-me ent�o ferir o peito - como uma frecha que se crava num tronco, e fica muito tempo vibrando! Ainda assim, eu n�o me considerava sombriamente um �p�ria�. A vida humilde tem do�uras: � grato, numa manh� de sol alegre, com o guardanapo ao pesco�o, diante do bife de grelha, desdobrar o �Di�rio de Not�cias�; pelas tardes de Ver�o, nos bancos gratuitos do Passeio, gozam-se suavidades de id�lio; � saboroso � noite no Martinho, sorvendo aos goles um caf�, ouvir os verbosos injuriar a p�tria... Depois, nunca fui excessivamente infeliz - porque n�o tenho imagina��o: n�o me consumia, rondando e almejando em torno de para�sos fict�cios, nascidos da minha pr�pria alma desejosa como nuvens da evapora��o de um lago; n�o suspirava, olhando as l�cidas estrelas, por um amor � Romeu ou por uma gl�ria social � Camors. Sou um positivo. S� aspirava ao racional, ao tang�vel, ao que j� fora alcan�ado por outros no meu bairro, ao que � acess�vel ao bacharel. E ia-me resignando, como quem a uma table d'h�te mastiga a bucha de p�o seco � espera que lhe chegue o prato rico da charlotte russe. As felicidades haviam de vir: e para as apressar eu fazia tudo o que devia como portugu�s e como constitucional: - pedia-as todas as noites a Nossa Senhora das Dores, e comprava d�cimos da lotaria. (E�a de Queiroz) * Bom dia! 17.7.06
18:51
(JPP)
COISAS DA S�BADO: SOLID�O QUEM A TEM CHAMA-LHE SUA - UM LIVRO SOBRE AS PESSOAS S�S
O �ltimo livro intitulado Nos Rastos da Solid�o � um estudo sobre o quotidiano na grande cidade onde quase todos vivemos e a sua produ��o de solid�o, de pessoas s�s que se sentem s�s, e sobre as estrat�gias de combate e de esquecimento dessa solid�o. Compreende um conjunto de ensaios sobre os sem-abrigo, o consumismo, a velhice, o "desencanto", os emigrantes de Leste, os "animais de companhia". Dois estudos mostram os p�los opostos da solid�o urbana, opostos social, et�ria e intelectualmente, mas nem por isso menos diferentes na solid�o: as tabernas e os chats. Este livro deveria ser de leitura obrigat�ria para todos os que querem saber as linhas menos vis�veis que se cosem nos centros comerciais, � noite diante de um computador, nos ajuntamentos de madrugada dos trabalhadores ucranianos para as obras, nas velhas dos gatos que em cada rua antiga s�o os alvos da ira popular. Os gatos, os c�es e os pombos sujam tudo, mas sujam bastante menos do que estas solid�es. A ler absolutamente.
16:39
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO NO TIBETE
Pastora. (Jos� Manuel Fernandes)
13:57
(JPP)
CONTRIBUTOS PARA AS VINTE MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S 1.0 ![]() O Dicion�rio de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal / Fernando de Pamplona ; pref. Ricardo do Esp�rito Santo Silva Diccion�rio hist�rico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a servi�o de Portugal / coordenado por Sousa Viterbo Invent�rio art�stico ilustrado de Portugal / Jos� Correia de Azevedo Invent�rio art�stico de Portugal / [ed.] Academia Nacional de Belas Artes Hist�ria da igreja em Portugal / Fortunato de Almeida Nobili�rio de fam�lias de Portugal / Manuel Jos� da Costa Felgueiras Gayo Hist�ria geneal�gica da casa real portuguesa / D. Ant�nio Caetano de Sousa Portugal antigo e moderno : diccion�rio geogr�phico, estat�stico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguesias de Portugal e grande n�mero de aldeias / Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho Leal Dicion�rio de express�es populares portuguesas / Guilherme Augusto Sim�es Dicion�rio do cinema portugu�s 1962-1988 / Jorge Leit�o Ramos Dicion�rio do teatro portugu�s / dir. de Lu�s Francisco Rebello Diccionario do Theatro portuguez / Sousa Bastos Dicion�rio de hist�ria da Igreja em Portugal / dir. de Ant�nio Alberto Banha de Andrade Lello Universal : dicion�rio enciclop�dico luso-brasileiro / Jos� Lello e Edgar Lello Descrip��o geral e hist�rica das moedas cunhadas em nome dos reis, regentes e governadores de Portugal / A. C. Teixeira de Arag�o (Isabel G) * Lombadas da Europa Portuguesa do Manuel de Faria e Sousa (fotos de Ana Gaiaz) * Uma sugest�o para as "AS VINTE MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S 1.0" (s� vinte ser�o suficientes?): Avelino de Jesus da Costa, Normas gerais de transcri��o e publica��o de documentos medievais e modernos, 3� ed., Coimbra, 1993 Trata-se de um companheiro essencial para os Historiadores que queiram fazer um boa transcri��o e edi��o de manuscritos medievais e modernos. E bem precisamos que essas transcri��es e edi��es se fa�am, para acordarmos a nossa mem�ria, adormecida no p� dos arquivos. (Paulo Agostinho) * Parecem-me certeiras as suas escolhas (desconhecendo, embora, duas ou tr�s refer�ncias). Uma delas, por�m, cuja selec��o subscrevo inteiramente, apesar de conter inevit�veis erros e algumas omiss�es, a Grande Enciclop�dia Portuguesa e Brasileira, � comentada como sendo �(�) o t�tulo singular mais �til para qualquer investiga��o sobre o per�odo anterior aos anos cinquenta do s�culo XIX�. Eu tenho a �Portuguesa e Brasileira� e penso que apenas por equ�voco baliza a sua utilidade at� ao per�odo que refere. Na verdade parece-me mais correcto afirmar �anterior aos anos cinquenta do s�culo XX�. [NOTA JPP: foi uma gralha que j� est� corrigida, � mesmo s�culo XX.] Seja como for, � curioso reparar como muitas figuras do nosso burgo, quando entrevistadas em casa, fazem quest�o de se colocar para a fotografia, frente � estante onde a �Grande Enciclop�dia� repousa. J� a vi no �lar� de muita gente �not�vel�. Esta recorr�ncia comprova um m�rito adicional da obra. Se h� �lombadas� que d�o cau��o cultural � nossa gente p�blica s�o estas, intermin�veis e s�lidas, imensas na latitude da estante, imponentes no seu vermelho e negro avivado a ouro. � como se se pudesse pensar: �Ah, este tem, este deve saber muito!�. Uma curiosidade complementar, a prop�sito das omiss�es: eu moro na Rua Damasceno Monteiro e, pesquisando na Net e noutras fontes, n�o descobri em lugar nenhum quem foi o senhor. At� que me lembrei da �Grande Enciclop�dia�. �Estou safo�, pensei. Enganei-me. Foi o primeiro grande desapontamento que a minha �luso-tropical� (nome carinhoso com que � tratada l� em casa) me deu. At� hoje n�o sei quem foi o cidad�o homenageado com o seu nome nesta extensa rua de Lisboa. (Manuel Margarido) Para o seu leitor Manuel Margarido, milagres do Google. * O Dicion�rio de Hist�ria dos Descobrimentos Portugueses (dir. Lu�s de Albuquerque) o �ndice Anal�tico do vocabul�rio de Os Lus�adas (dir. A. Geraldo da Cunha) o Dicion�rio de Camilo Castelo Branco (Caminho) o Dicion�rio de personagens da novela camiliana (Caminho) o Elucid�rio de Fr. Joaquim de Santa Rosa de Viterbo os "dicion�rios" e repert�rios de Sousa Viterbo (p. ex., Trabalhos n�uticos dos Portugueses, ou o dicon�rio dos artistas...) o Vocabul�rio ortogr�fico da L�ngua Portuguesa, de Rebelo Gon�alves (conquanto de 1940, � insuper�vel) o Tratado das alcunhas alentejanas, de Francisco Martins Ramos e Carlos Alberto da Silva a Bibliografia Geral Portuguesa a "Tradu��o em Portugal", de Gon�alves Rodrigues o Dicion�rio Etimol�gico de J. Pedro Machado Nova gram�tica do Portugu�s contempor�neo, de Lindley Cintra e Celso Cunha a Biblos, Enciclop�dia Verbo das Literaturas de L�ngua Portuguesa o Dicion�rio de Literatura Portuguesa de A. Manuel Machado a Monarchia Lusitana de D. Ant�nio Caetano de Sousa a Enciclop�dia Verbo (nova edi��o) a Biblioteca Lusitana, de Barbosa Machado ... sem esquecer a Micrologia Camoniana, de Jo�o Franco Barreto, os �ndices dos livros pro�bidos em Portugal no s�culo XVI (ed. Moreira de S�) e a Bibliografia das obras impressas em Portugal no s�c. XVI de Ant�nio Joaquim Anselmo... E h� mais. (Vasco Gra�a Moura) * Uma sugest�o: dentro das obras de refer�ncia, uma h� da minha �rea profissional que julgo que n�o s� em Portugal, como tamb�m no estrangeiro, � reconhecida como obra marcante e invlugar, que � a recolha feita por grupos de arquitectos nos anos 50 sobre a Arquitectura Popular Portuguesa, ent�o da Associa��o de Arquitectos e agora Ordem dos Arquitectos. � uma obra fundamental, nos seus textos, desenhos e fotografias porque feita num momento anterior ao inicio da urbaniza��o desenfreada de Portugal com o advento da entrada do dinheiro dos portugueses da di�spora iniciada nos anos 60 e onde podemos assim conhecer coisas que mais do que da "arquitectura" s�o da "cultura" e "tradi��es" portuguesas. (Nuno Silva Leal) * (Jos� Pimentel Teixeira) * E claro. Como me fui esquecer disto? Dicion�rio de literatura : literatura portuguesa, literatura brasileira, literatura galega, estil�stica, liter�ria / dir. Jacinto do Prado Coelho (Isabel G.)
13:15
(JPP)
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: ENTRE ALVAREZ E O FISCO ![]() Estava eu j� mergulhado na mais profunda aliena��o daquilo que se passou na semana passada (n�o sei porqu� mas s�o coisas que me acontecem) e absolutamente rejuvenescido para os temas da actualidade desta semana (preocupa-me seriamente a crise do M�dio Oriente), quando ao ler o seguinte excerto do seu texto sobre a exposi��o do pintor Domingos Alvarez na Gulbenkian se fez luz: �(...) foi Kafka que primeiro nos mostrou que os homens do s�culo XX iriam ser assim, andando como John Cleese com passos de "silly walk", no meio de uma burocracia que lhes retira individualidade e poder�. Assim, ainda a prop�sito das listas negras do Fisco, e depois de ter conversado sobre isto com uma amiga minha que � advogada, n�o deixei de me espantar quando ela me disse que em muitos casos de viola��o dos direitos dos cidad�os, o �nico factor de individualidade � o econ�mico. Quer isto dizer que, apesar de em teoria os direitos existirem para todos, uma verdadeira informa��o e esclarecimento do cidad�o e o acesso ao direito no sentido pr�prio e pleno da express�o, realmente quase s� se verificam quando h� dinheiro. Ou seja, se o contribuinte n�o tem recursos, n�o vai procurar ajuda para se informar e ser acompanhado... e as Finan�as n�o v�o esclarec�-lo de forma alguma porque quanto menos esclarecido estiver o contribuinte, mais f�cil � para as Finan�as fazer as coisas como lhe conv�m. Palavras dela. Por isso, parece-me bem real essa imagem dos homens, agora do s�culo XXI, no meio de uma burocracia que lhes retira individualidade e poder. A quem n�o tem dinheiro. Pois. Porque quem tem vai ser sempre tratado pelo nome pr�prio. E assim caminhamos desgra�adamente, com os tais passos de "silly walk", num meio que cospe no prato que come. O epis�dio das listas negras do Fisco � demasiado simb�lico. E acaba por estar em perfeita sintonia com o princ�pio orientador do nosso Governo que tudo o que decide nos apresenta como o �nico e inevit�vel caminho. � o que acontece quando nos deixamos levar pelas m�s companhias. Mais est�pidas do que ladras, na defini��o de Cipolla. (Ricardo S. Reis dos Santos) 16.7.06
23:45
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM JODHPUR, �NDIA
Mulher varrendo a rua em Jodhpur, no Rajast�o. (Fernando Correia de Oliveira)
17:39
(JPP)
DUAS LISTAS NEGRAS DO FISCO E N�O UMA S� PEDRO ARROJA - NEM UMA , NEM DUAS, ZERO ![]() Sobre o tema "Duas listas negras para o fisco, e n�o uma s�", eu gostaria de dar a minha contribui��o (...) Um princ�pio - qualquer princ�pio -, � bom, n�o porque permita resolver todos os problemas associados � situa��o a que se aplica, mas porque permite resolver a maior parte deles e, sobretudo, porque permite evitar males que seriam ainda maiores. Neste sentido, o princ�pio do sigilo fiscal �, inegavelmente, um bom princ�pio. Basta pensar no que seria a vida em sociedade - se � que a vida em sociedade seria poss�vel de todo - sem ele. O princ�pio do sigilo fiscal n�o foi concebido como instrumento para proteger contribuintes faltosos, por isso, a sua revoga��o n�o ser� nunca um instrumento eficaz para os penalizar. Pelo contr�rio, a revoga��o deste princ�pio, conduz ao processo que voc� pr�prio desencadeou: o Estado prop�e-se divulgar a lista dos contribuintes faltosos (primeira viola��o) e voc� prop�e tamb�m que se divulgue a lista dos servi�os do Estado que est�o em falta para com os cidad�o (segunda viola��o); vem depois um leitor seu pedir que se divulgue a lista das d�vidas do Estado para com os advogados que prestam apoio judici�rio (terceira viola��o). Quando este processo estiver terminado, existir�o argumentos, todos eles perfeitamente racionais, para que se divulgue a lista dos cidad�os que devem aos Bancos, aos supermercados, aos senhorios e aos padeiros, dos pais que devem aos filhos e dos maridos que devem �s mulheres. Pergunto-lhe se acha poss�vel viver numa sociedade assim. Na minha opini�o, o n�mero �ptimo de listas negras n�o � uma nem, muito menos, duas. � zero. (Pedro Arroja)
12:23
(JPP)
MAIS SOBRE DOMINGUEZ ALVAREZ: UM QUADRO DE UMA COLEC��O PRIVADA RARAMENTE VISTO Por gentileza de C. Medina Ribeiro, esta "Rua de Sto. Ildefonso", �leo sobre tela, sem data, 18x22 [cm], pertencente a uma colec��o privada, que s� esteve exposto uma �nica vez.
11:55
(JPP)
AS VINTE MELHORES OBRAS DE REFER�NCIA EM PORTUGU�S 1.0 ![]() [NOTA: lista inicial, ainda incompleta, por ordem alfab�tica, esperando sugest�es e debate. Irei colocando vers�es posteriores e, por fim, uma lista definitiva que revisitarei ano a ano.] ["O" dicion�rio de portugu�s.]* Grande Enciclop�dia Portuguesa e Brasileira [Do alto dos seus mais de quarenta volumes, continua a ser o t�tulo singular mais �til para qualquer investiga��o sobre o per�odo anterior aos anos cinquenta do s�culo XX e uma massa gigantesca de informa��o, muita desactualizada no plano cient�fico. mas mesmo assim indispens�vel.]* Instituto Portugu�s do Livro e da Leitura, Dicion�rio Cronol�gico de Autores Portugueses [Imposs�vel de encontrar, com volumes esgotados h� muito, elaborado com um crit�rio de entradas cronol�gico que torna dif�cil a consulta, os seus defeitos n�o bastam para sobrepor-se � qualidade de ser a melhor colec��o de biografias liter�rias - e quase toda a gente escreveu alguma coisa que justifique a entrada - existente.]* A. Campos e Matos, Dicion�rio de Cita��es de E�a de Queiroz * A. H. de Oliveira Marques / Jo�o Jos� Alves Dias, Atlas Hist�rico de Portugal e do Ultramar Portugu�s * Carlos Alberto Medeiros (Direc��o), Geografia de Portugal * Maria de Lourdes Modesto, Cozinha Tradicional Portuguesa [A Bibl�a da culin�ria, resultado de muito estudo e muita pr�tica, com uma not�vel recolha de receitas populares.] * Maria Filomena M�nica (Coordena��o), Dicion�rio Biogr�fico Parlamentar [ Uma das "m�es de todas as genealogias".]* Ant�nio N�voa (Org.), Dicion�rio de Educadores Portugueses * Jo�o Figueiredo Pereira / Jos� Ferreira Vicente, O Valor do Livro Antigo [Embora seja um livro destinado ao mercado livreiro alfarrabista a qualidade da sua execu��o e massa de informa��o recolhida tornam-o indispens�vel para o estudo do livro em Portugal.]* Daniel Pires * Raul Proen�a e outros, Guia de Portugal [O velho guia da Gulbenkian continua a ser uma obra �mpar, cada vez mais para sabermos como Portugal foi. A qualidade de muitos dos seus textos ainda acentua mais esse aspecto de retrato do passado, talvez a �ltima vez que o Portugal rural e interior foi descrito ao pormenor antes de desaparecer.] * P�blico, Livro de Estilo [Uma obra monumental, de uma vida inteira, ordenada por crit�rios antiquados e ca�ticos, de muito dif�cil consulta, mas mesmo assim sem par para produ��o bibliogr�fica at� ao s�culo XIX. ] * Estas s�o as minhas sugest�es:
11:35
(JPP)
![]() VENDO OUVINDO �TOMOS E BITS de 16 de Julho de 2006 No n�mero de Julho da ![]() Um dia ser� interessante estudar por que raz�o os mel�manos s�o t�o dados ao tumulto. Lenine parece que disse que quando tinha que tomar decis�es dif�ceis n�o queria ouvir m�sica que o punha "mole". Outros s�o wagnerianos e sonham com a cavalaria alada para dizerem "I love the smell of napalm in the morning." N�o sei em que ficamos. * Em 1913, em Viena, num concerto com a Kammersymphonie No. 1 de Sch�nberg, n�o faltou pancadaria na sala! Reac��es apaixonadas... Um caso, num certo sentido inverso, � o de Freud, que parece que, quando uma banda tocava num dos coretos de Viena, imediatamente se afastava furibundo: dizia ele que detestava emocionar-se sem perceber porqu�...
10:54
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM ISRAEL
Agricultores. (Jos� Manuel Fernandes)
10:48
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 819 - Vento sulla mezzaluna .......................................Edimburgo Il grande ponte non portava a te. T�avrei raggiunta anche navigando nelle chiaviche, a un tuo comando. Ma gi� le forze, col sole sui cristalli delle verande, andavano stremandosi. L�uomo che predicava sul Crescente mi chiese �Sai dov�� Dio?�. Lo sapevo e glielo dissi. Scosse il capo. Sparve nel turbine che prese uomini e case e li sollev� in alto, sulla pece. (Eugenio Montale) * Bom dia! 15.7.06
22:18
(JPP)
COISAS DA S�BADO:
Alvarez � daqueles pintores que parecem dar raz�o � nega��o do biografismo que os estruturalistas exigiam. Vamos para a biografia, aos tempos e aos s�tios, e os quadros parecem mais triviais, cenas de pequenos entes � porta de tabernas, b�bados, cangalheiros, escritur�rios tristes em roupa que j� n�o se usa. Este mundo estava � porta de casa de Alvarez, e ele pintou-o como ele estava. Mas quero l� saber da verosimilhan�a, � em Kafka que penso a ver os quadros de Alvarez, � em coisas universais, muito longe das ruas interiores do Porto que ele retratou, das tabernas e das f�bricas, dos moinhos de Castela, da morrinha galego-minhota que parece estar a cair nalgum lado, mesmo quando os seus gnomos trazem guarda-chuva. Tamb�m pouco me cuida que Alvarez fosse culto ou n�o, que a sua pintura e os seus desenhos reflectissem uma hist�ria da pintura, um expressionismo ir�nico, ou um minimalismo tr�gico ou coisa nenhuma, uma espontaneidade genial e bruta. N�o quero de todo saber, pelo menos para j�. Quero ver. A pintura de Alvarez n�o � ing�nua � metaf�sica. Aqueles homenzinhos pat�ticos, reduzidos a s�mbolos torturados ou hirtos s�o os homens do s�culo XX, mais n�meros do que homens, mais �cones do que homens, mais v�rgulas e pontos numa paisagem do que coisas que agem. Por isso, volto a Kafka, porque foi Kafka que primeiro nos mostrou que os homens do s�culo XX iriam ser assim, andando como John Cleese com passos de "silly walk", no meio de uma burocracia que lhes retira individualidade e poder.
15:43
(JPP)
RETRATOS DO TRABALHO EM GDANSK, POL�NIA
Fotojornalistas. (Jos� Manuel Fernandes)
11:13
(JPP)
NUNCA � TARDE PARA APRENDER: UM CASAL ![]() ![]() No livro de Peter-Cornell Richter, Georgia O'Keeffe and Alfred Stieglitz, uma das mais expressivas fotografias de um casal.
10:50
(JPP)
EARLY MORNING BLOGS ![]() 818 - M�lange adult�re de tout En Amerique, professeur; En Angleterre, journaliste; C'est � grands pas et en sueur Que vous suivrez � peine ma piste. En Yorkshire, conferencier; A Londres, un peu banquier, Vous me paierez bien la t�te. C'est � Paris que je me coiffe Casque noir de jemenfoutiste. En Allemagne, philosophe Surexcit� par Emporheben Au grand air de Bergsteigleben; J'erre toujours de-ci de-l� A divers coups de tra la la De Damas jusqu'� Omaha. Je celebrai mon jour de f�te Dans une oasis d'Afrique V�tu d'une peau de girafe. On montrera mon c�notaphe Aux c�tes br�lantes de Mozambique. (T.S.Eliot) * |